29.12.11

Bem pertinho, bem quentinho

video

15.6.11

Fico superpensandinho. É tanta coisa, modeus.

Oim. Parei de fumar no dia seguinte ao Natal e só dei umas pufadinhas aqui e ali, mas nada de sério. Mas é que nem ser uma bêubada mesmo.  Todo dia tem uma vontadinha escondida que eu tenho que dar um xô.  Tenho esse probleminha de não começar nunca a fazer isso ou aquilo, sendo que, né?, basta começar. Comprei uma livraiada sobre como desenhar para dummies e os materiais todos. Isso faz meses, né? Meses.  Tudo aqui na minha escrivaninha, meio intocado. Acho que ainda era inverno, acho que ainda era 2010 se for pra falar a verdade. Comecei a fazer umas aulinhas de desenho e parei no meio. Porque não quero ficar horas pensando se essa curva da maçã sobre a mesa está arredondando exatamente como deveria ou se a caixa deve ser pretescura, mas com cantinho bem claro e pensando nos mileum tons que vão do branco puro ao preto mais que 6B.  Ou fazendo a proporção entre a a caixa A e o vaso B ficarem bem perfeitinhas.  Eu gosto dos meus desenhinhos bobos de criança. Da minha arte folk, naïve. Acho que o charme está na tosqueira. Rarrárrerrê.


Mas tem. O consultório. Vai lá me pedir conselhos porque agora, como você verá a seguir, eu tenho muito tempo ocioso. Fazer exercício também é outra  coisa que eu preciso começar. Gente, sou mais velha do que JC jamais foi! Hoje saí pra andar meia horinha e (tentar) correr. Diz que dá pra gente retardar o envelhecimento coisa assim de décadas se a gente fizer exercício 1 hora por dia, 6 dias por semana + tiver amor e vida social (em forma de ter cãozinho, gato, hamster, amigos, família ou atividade outra que envolva abraçar, falar com, gostar de, tocar outra pessoa). O pesquisador/médico que falou, tá? Então tentei começar hoje. Lógico que botei os bofes de fora porque não consigo correr nem um quarteirão, estado sedentário a que me pai chama de "pata choca". 

Aí que deu com meu tchefe Beto porque já não estava dando mais pra engolir a saliva com gostinho de cola de envelope, daqueles que eu tinha que lamber todos os dias.  Rolou um aviso breve (como também diz meu velho pai). Cê sabe da história, acho eu, a história antes deu ficar super bilubilu. E não quero recontar, pra dizer a verdade, porque sabe quando você só pensa nisso todos os dias e chora no banheiro enquanto toma banho pra ficar parecendo filme e grita sozinha no apartamento/escritório (sim, escritório e apartamento) e o mocinho chega em casa você está soluçando que nem bezerra desmamada, que nem se um ente querido se houvera perdido? Não? Porque eu sei. Tentei, pessoal, tentei, tentei. E eu sei que eu sou a mocinha da minha história, que por isso será triste e cheia de decepção e tragédia, mimimi e frases do tipo: "Nunca esperei isso de você, tchefe! Depois de toda a minha dedicação" ou "Comassim não tem nem um bônus por ter instalado o escritório quim casa?" Assim como a dele terá frases que são justamente o inverso: "Tantas férias pagas que eu dei pra ela!" ou "Comassim bôbus agora que você me abandona a minha própria sorte?" Uma trama cheia de falta de dinheiro, mas vontade de vencer. De maneira que, minhas férias agora se chamam "viagem marcada para o Brasil", que é assim que gente sem emprego ou muito rica (ou ambos) se refere a esse tipo de deslocamento a título de espairecimento. Ni qui, sou babá e passeadora de cachorros no prédio enquanto tento achar um emprego bem legal que me faça um pouco mais feliz. Deseje-me boa sorte.


Basicamente é isso.

E você? Conte-me tudo.