28.5.10

Paixão finginda - Sexto episódio

Meninas têm dessas coisas de quererem fazer a famosa girls’ night out. E vão todas juntas e elas se encontram na casa de uma delas e fazem todas essas coisas que mulheres fazem: de ligarem incessantemente umas para as outras e perguntarem que roupa elas devem vestir, se a outra vai de saia ou vai de jeans, de salto ou de tênis. E vão para a casa da outra e pedem aquele perfume emprestado ou aquela presilha que elas sempre quiseram usar. Enfim, todas essas coisas bobinhas que são tão divertidas e tão bobinhas (mais bobinhas que divertidas). Pois fomos. Era sábado, eu tinha resolvido que essa história de dar um tempo desses programas de gente jovem não podia mais continuar e lá fomos nós -- todas as meninas lindas, cheirosas e bem vestidas e muito animadas (eu, na medida da minha força, tanto quanto me foi possível, o que não era muito).

E o lugar era pequeno e abafado, com o som muito alto, e pra dizer a verdade, não era mesmo o meu tipo de lugar. Esses lugares em que se vai e todos ficam olhando pra você e medindo tudo. Sim, eu uso óculos e tenho cara de nerd, vai encarar? Mas como eu sou essa pessoa que não liga muito pra isso, comecei a fazer o que eu sempre faço em lugares assim e dancei a minha dancinha, que longe de ser uma dancinha charmosa, é engraçada demais e faz todo mundo rir e e rir e pronto, éramos amigas nos divertindo na balada.

Éramos. Porque de repente, não mais que de repente, avisto o Sujeito. O Sujeito todo lindo como ele é, e eu já imaginava como ele estava tão cheiroso como ele sempre é. Confesso que minha boca secou e tive uma iniciozinho de taquicardia, essas coisas que a gente sente, essas emoções que a gente tem perto de moços que interessam a gente. E pensei: "vou parar de frescura com o Sujeito. Eu gosto dele, por que continuar blasé, se eu não sou blasé de verdade?" -- isso tem explicações outras, mas não cabe falar sobre elas nesse momento. E tendo pensado isso, tendo pensado em como eu queria era ir logo dar um beijo no Sujeito e dizer coisas bonitas sobre a nossa caixinha, vou andando até ele.

Mas paro no meio do caminho. Agora eu avistava não só o Sujeito, mas o Sujeito com uma moça. Uma moça bonita, aliás, e que sabia dançar dancinhas que não eram engraçadas como a minha, ao contrário. Uma moça que olhava pra ele e ele sorria e pegava na mão dela e apertava com força. As mulheres notam detalhes, sabe? "Siriga!", eu pensei, "siriga e sirigo -- ele é muito sirigo!". Mesmo assim, penso que devo ir falar com ele, deixá-lo saber que eu o tinha visto. E chego no Sujeito e digo: "Oi, tudo bem? Na verdade, eu só quis vir me despedir, eu tô indo embora.". E lá fica o Sujeito com cara de tacho, com cara de bobo, com cara de "ops, fui descoberto". Mas eu digo esse meu tchau e vou embora, e não paro quando o Sujeito me puxa pelo ombro e chama meu nome, o Sujeito quer dizer alguma coisa e eu não deixo. Minhas amigas logo chegam perto e dizem pra ele ir embora. Meninas são assim, uma pequena mafiazinha.

Foi isso. Depois de passarinho e caixa com laço e cineminha e tudo, encontrei Sujeito com outra numa balada.

Um comentário:

  1. Eu na verdade eu não sei ate onde essa história é verdade. Mas puts. Foda... Mas é vida... que nem sempre é bonita do nosso ângulo.
    Então mude de ângulo...

    Mas acredito que essa mesa ainda vai virá...

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