4.2.10

Meus coleguinhas de janeiro: Kylar, David, McCaleb, Shadow, Toru Okada e um tubarão


Menina's january2010 book montage

American Gods
The Narrows
The Way of Shadows
Blood Work
The Book of Lost Things
The Lincoln Lawyer
The Wind-Up Bird Chronicle
The Concrete Blonde


Menina's favorite books »



Depois de começar minha fase de ler filme de conspirações internacionais/detetive/mistério, conheci Michael Connelly. Ele trabalhou como jornalista criminal. E agora vive de escrever livros: tchanã! O meu favorito até agora foi "The Poet" (no finzinho do ano passado). * Um policial, irmão gêmeo de um jornalista, comete aparente suicídio. O jornalista resolve escrever uma história sobre suicídios de policiais e suspeita que outros casos de policiais que aparentemente se mataram podem estar ligados. Aí vem o FBI, a agente com quem ele quer fazer séquiço, a perseguição ao assassino em série. Não estou fazendo justiça à história porque não quero contar muito. Mas é tão legal. Li o livrinho todo em quase uma sentada. Divertido.

*É legal também porque se você gostar do Connelly, ele tem vááááários outros livros publicados. Eu me esbaldo. Por isso em janeiro li outros livrinhos dele. Divertidos também, mas não super que nem foi "The Poet". Ah. Ele tem uma série com um detetive Harry Bosch. E vários personagens reaparecem em outras histórias. Eu gosto. Parece assistir seriado, sabe? O que aconteceu com o Harry? No próximo livro a gente descobre. E eu me envolvo. E fico amiga dos personagens e sinto saudades.


Aí nerdeei mais e li "The Way of Shadows". De lutinhas e assassinatos e conspirações. Não vou mentir, hein? As historinhas de conspiração eu vou meio que ignorando porque não consigo lembrar todos os nomes dos personagens e das facções. Mesmo assim, gostei e estou lendo o segundo livro da trilogia. E eu gosto dos assassinos. São muito, muito gostáveis. E bonzinhos. Vou continuando porque eu quero que eles se deem bem.

Sobre o livrinho das coisas perdidas já falei. Aí tem Murakami: sonhos, subconsciente, busca de rumo na vida, David-Lynch. Hein? Tudo que eu não entendo e acho que não é pra entender eu chamo de David-Lynch. Lembra de Mulholland Drive? Lembra das pessoas no cinema levantando e indo embora porque não entendiam *piiiii"* nenhuma? Aí depois li uma entrevista com DL, acho que na Bravo, que me deixava (que aqui não tem, né?) me sentindo muito inculta (apesar de bela) e ele disse que não era pra entender mesmo. Que era pra curtir. Então eu faço isso. Eu curto. Não fico procurando significados transcedentais e metafóricos.


E "American Gods", né? Esse é o terceiro livro do Neil Gaiman que eu li. Ai, gente, chame-me de ignorante, de filisteia (rerrê), de qualquer coisa. Gostei. Mas não amei. Espero reações violentas, paalavras-pedras nos comentários. Ou, sei lá, uma explicação sobre como é tão sensacional. Violinos não tocaram, coraçõezinhos não choveram sobre mim e meu livro. É bom? É. É maravilhoso? Não sei. Não sei porque minha expectativa era tão grande -- todo mundo me dizendo: melhor da vida, hein?, meu preferido de todos os tempos! -- que eu li achando que eu finalmente ia entender amor à primeira página. Mãs. Simpatia é quase amor, né? Ao fim e ao cabo, recomeindo. Em que a gente acredita? Por que a gente tem que acreditar em alguma coisa? Pra onde esse mundo vai? Acho que essas são as temáticas principais. Mas, cê sabe, sou ignorantona. Pode ser que seja sobre outras coisas totalmente diferentes.

E tinha o tubarão também. De um livro que eu não consigo terminar. Não consigo. Empaquei. É até engraçadinho, é até fofucho, é inteligentinho. Tchezão odeeeeeia esse livro. Vira cujo. Ele rosna e e tenta me morder e não me deixa chegar perto. Acho que porque veio da casa de uma das moças que trabalha aqui e ela tem uma buldogue (que, aliás, está com tumores e já viu o resto da história, né?, não posso contar pra não chorar). Enfim. Tinha o tubarão mas agora não tem mais.

2 comentários:

  1. Nussa. Olha esse artigo no Psychology Today. Tem um trechinho que fala de Murakami e Lynch.

    Super me achei.

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  2. Hein? Como assim? Você sabe que depois dessa eu corto relações, né? Como ousa dizer isso do American Gods?

    Brincadeirinha. Essa reação eu só tenho com quem não gosta de Philip Pullman.

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