22.4.09

Eu tento, juro.

Mas minha vida não é matéria para blogue. Com isso quero dizer que é desinteressante, embora eu sempre ache que não é a história, a trama que tem que ser de fato boa, mas o modo como é contada. Chove, sabe? Chove muito e ainda faz friozinho e, pelamor, quando é que começa a fazer um pouquinho de calor? Pouquinho só, não sou exigente. Porque com o calor força-total, nascem os pernilongos e os pernilongos daqui são predadores e minhas pernas e braços são por demais suculentos e meu sangue latino muito delicioso e exótico e, portanto, verão é a estação das chagas. Mas ainda demora um pouco. Regozijo-me pois.

Coloquei meu gengibre num vasinho na varanda, que ele estava brotando, mas os esquilos já desenterraram. Plantei dois dentinhos de alho. Não faço a menor idéia de como é que a gente faz pra colher alho depois. Também não sei como faz pra colher batatas, sei que plantei umas batatas no quintal, embaixo da amoreira, e as plantas rebrotam na primavera/verão. A amarilis que eu ganhei de Natal faz companhia aos alhos. Ela deu flor no inverno, mas agora, que seria hora, se recusa. E, claro, os esquilos já roeram as 2 folhas que ela tinha. Chuchei água na amarilis, porque é primavera e ela deveria estar bem molhada.

Acabou ER pra sempre e eu estou me sentindo viuvinha, como me senti quando acabou Dawson's Creek e Friends. Eu ligava pra Mi e perguntava: você chorou também? Não acredito na Joey! Agora, em casa, a gente grava programas de polícia e bandido, de investigação de casos arquivados e essas coisas. E, gente, não é que nem CSI. Umas incompetências. Aliás, o barbudinho saiu da série e também fiquei viuvinha por ele, com o coração sangrando de saudade (nem gravo mais nada). O episódio de Medium dessa semana é daqueles que continuam na próxima semana. Raivinha!, que não vou estar aqui.

Melhor filme que eu vi nesse ano (embora tenham sido poucos, porque eu tenho medo de ver filmes e não gostar mais de nada, o que é muito, muito básico na minha vida):


Não quero nem falar nada porque, né?, vai que você não viu. Quase poderia ser piegas, quase poderia. Mas não descamba e é delicado sem ser fabuloso ou incrível como A Vida é Bela.

Amanhã tenho que lavar roupa pra poder fazer as malas pra minha viagem da semana que vem. Dias mais longos da minha vida esses antecedendo a sexta. Mas depois da viagem e de comidas de mãe e abraços de pai, e de fofar irmãos, sobrinhas, amigos e a Cuca, tenho preguiça instantânea só de pensar de chegar ao aeroporto em Uóxinton, passar pela receita e ter que esperar 2 horas e meia pro meu voo de meia hora de volta pra casa. Não sei se levo Jonathan Strange and Mr. Norrell ou A Fire Upon Deep Zones e a continuação. De qualquer modo, torçam pra eu gostar porque, né, espera em aeroporto, sem companhia, é dureza. E carregar a mala sem rodinha. Ai. Ainda tenho que comprar uma coisinha pra minha mãe, e ó, pessoal, tô dura, então não vou levar nada pra mais ninguém, quei? Minha mãe já deu uma lista de coisarada pra comprar: ingredientes pra feijoada, moranga, catupiry, camarão. Mãe, sabe o que eu queria? Goiaba e farofa de jiló.

Contei pra você, né? Que houve aqui uma vez uma festenha em que o pessoal administrativo traz comida. Pessoal administrativo = secretárias. Aí todo mundo traz as onipresentes almôndegas com molho de tomate pra fazer sanduíche e essas coisas. Eu trouxe goiabada cascão com queijo branco. Ninguém quis porque nunca ninguém viu goiaba na vida. Mas que é isso?, eles perguntavam, e eu dizia que era um doce feito de fruta, mas só uma moça comeu um pedacinho do tamanho de um branquinho de unha e nunca mais. Guardei pra mim. Não vou mais oferecer os sabores brasileiros pro pessoal. Teve outra vez que eu trouxe tofu levemente fritinho e uma das mocinhas (que eu chamo de mocinha sem interesses) nunca tinha comido tofu. Eu sempre me espanto.