14.9.09

Livros que amei (ou não): aranhas e peixes nas florestas da Irlanda

Hoje seria o quê, o dia 24 do pacto que nunca foi, só que 3 meses depois. Pra você ver.
Nunca tinha lido nada do Neil Gaiman. Comecei com Good Omens - The Nice and Accurate Prophecies of Agnes Nutter, Witch (escrito com Terry Pratchett) que foi legal, tanto que me fez querer mais do autor, mas que ao mesmo tempo foi muito pra mim. Muita piada. De tão engraçado eu cansei um pouco. Este outro também é engraçado. No sentido britânico da palavra. É a história de dois mocinhos que são filhos de um deus que morreu. Esses dois mocinhos não cresceram juntos. Um é cheio de poderes, que ele usa pra ajudar o irmão na vidinha que considera chatinha. Aí, né?, problemas.  Esse rapazito sobrenatural não consegue compreender a vida tal como ela é, mas acaba querendo aprender.  Apega-se, etc., problemas. Assim resumidinho e sem sal parece que não tem graça nenhuma, mas é tão bonitinha a história, lembrei de Peixe Grande. Você pode ler o primeiro capítulo aqui.
Niqui estou cansando um pouco da minha fase de fantasia e comecei a ler uns livros de detetive. Em casa, a gente assiste a um programa que chama The First 48, um reality show em que se acompanha a investigação de um homicídio nos primeiros 2 dias, quando parece que há mais chance de se solucionar o caso. A gente adora. Descobri que aqui, como aí, não tem toda aquela coisa igual minissérie de CSI. A coisa é bem mais simples. Enfim, resolvi ler livrinho de detetive também e esses que eu escolhi pra começar eram mais sobre personagens do que a investigação do crime mesmo. Ãmei. No primeiro, um detetive tem que investigar a morte de uma menininha no bosque em que ele mesmo tinha sido vítima de um crime quando ele era criança. Ele não se lembra de nada do que aconteceu com ele e com os amigos, que desapareceram.  O novo caso remexe nessas não-lembranças. No seguinte, uma detetive investiga a morte de uma sósia e passa a viver a vida da vítima como se fosse ela, infiltrada. Nem um nem outro é livro de whodunit. Quer dizer, o que menos importa (ao menos pra mim) é descobrir quem é o culpado. Mais me importou ver o desenrolar das histórias pessoais dos detetives, personagens com histórias de vida interessantes. Numa escola escala de 1 a 5 estrelinhas, dou 4.

4 comentários:

  1. Também li o Anansi Boys mês passado (essa mesma capinha aí). Preferi o Deuses Americanos, que foi a Ale que me mostrou.

    Pelo que sei, Good Omens é mais Pratchett do que Gaiman. E o Pratchett trem o problema de às vezes se esforçar mais do que deve pra ser engraçado, quando poderia simplesmente deixar a graça surgir onde quiser. (Da mesma forma que acho ele mais sério e profundo quando escreve para crianças).

    Enfim, voltando ao Anansi. Deu vontade de matar alguém ali pelo meio, antes do Charlie ir pros EUA pela segunda vez. Eu estava realmente me sentindo mal, me deprimindo com o livro. Sentiu isso também?

    Demorei pra entender a relação que você fez com Peixe Grande, mas tem o lance de fazer as pazes e tudo o mais. É, tem razão.

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  2. Maaarcos! É, foi. Achei e engraçado e angustiante. Quando tudo começa a dar errado,dá errado mesmo; como acontece na vida real. Ainda não li o livros dos deuses. Sobre o Peixe Grande: me lembrou por causa do inacreditável da coisa toda, mas também a temática do amor à família e de fazer as pazes com o que já passou.

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