12.8.09

Dia 19 - Eu e meu bigo.

Né?, que é o que importa no meu blogue. Eu, meu bigo e as coisas e pessoas que nos rodeiam ou que eu gostaria que não.  Dri me pediu pra responder o meme do 5 coisas que eu gostaria de ser. Obrigada pela pauta, porque você sabe como eu sou super sem assunto. Não sei se era pra fazer assim, uma versão fantasiosa, ou se era pra fazer uma coisa mais pé no chão, então dei uma misturadinha.

1. Gênia. Aí eu ia saber falar muitas línguas, até as que eu acho feias, não ia importar. Eu ia ler livros absurdamente difíceis no original. Ia escrever livros de ficção ou de memórias e todo mundo ia querer uma cópia autografada, e eu ia ser muito humilde mesmo quando quisessem apertar minha mão e dizer que eu mudei a vida dos meus leitores. Ninguém nem ia mais ligar pro Paulo Coelho. Ia vender os direitos dos meus livros pro cinema. Eu ia saber fazer contas e criar minhas próprias equações pra batizar com o meu nome. Ia fazer descobertas incríveis que iriam, entre outras coisas, salvar vidas. Ou descobrir como faz pra finalmente ter naves espaciais que levam a gente pra muito, muito longe no Universo. Ia ser convidada pra dar palestras em muitos lugares do mundo.  Eu iria descobrir a fórmula da longevidade, também porque eu ia querer curtir minha vida como gênia. Trabalho não seria fardo nunca, seria prazer, já que afinal de contas, ia ser fácil (imagina, né?, trabalho sem interação com outras pessoas ia ter que ser). E, finalmente, ia inventar coisas absolutamente necessárias, sem as quais a vida na Terra não seria mais possível . O que me leva ao número 2.

2. Podre de rica. Acho legal ser desapegada e saber discernir o que importa na vida. Por exemplo, que você pode ganhar muito dinheiro (ou mais dinheiro do que ganha) mas que não vai valer a pena se você viver pensando só em como é infeliz e passando muito estresse e desejando um outro emprego o tempo inteiro. Mãs, né?, eu queria ter muito dinheiro. Pra rasgar e nem ter pena. Eu seria  podre de rica porque gênia. com muitas invenções patenteadas. Não ia ter ganhado dinheiro por sorte nem seria herdeira. Até poderia me aposentar cedo ou tirar férias longuíssimas. Ia poder dar aulas de línguas e ser muito boa  e sem cobrar nem um tostão, ia poder voluntariar no abrigo de cachorrinhos abandonados. Ia ter uma casa aqui, outra no Brasil, e  e o MMLM e eu iríamos morar um pouquinho em cada lugar. Ia poder levar minhas sobrinhas pra qualquer lugar que elas quisessem e comprar mil joguinhos de Nintendo pra elas. Se meus irmãos e amigos também quisessem se aposentar, não haveria empecilho nenhum. 

3. Legal. Tô dizendo assim. Niqui eu não sei interagir com pessoas que não conheço ou de quem eu decididamente não gosto. Quando eu me imbuo do que eu acho que é a "personalidade brasileira", aí eu faço mil perguntas e sou simpática e todo mundo acha que eu sou bacaninha. Mas isso quase não acontece. Só se eu beber umas cervejinhas. A maior parte dos meus dias eu passo pensando no livro que eu vou ler quando chegar em casa, lendo e/ou pensando no próximo livro que eu vou ler quando esse acabar. Conhecer pessoas novas é difícil não só porque eu ache que aqui é mais dificultoso mesmo, por causa do lance cultural, mas também porque eu não sou a pessoa que se coloca mais socialmente disponível e aberta. Eu ia ser legal e eu nunca mais ia pensar que eu tenho que comprar aqueles cartõezinhos  com perguntas que a gente põe na mesa quando tem visita pra não ficar sem assunto. Eu também ia ser mais legal com a minha família e com os meus amigos. Eu ia ligar pra eles toda semana sem falta e mandar muito amor. Mas essa parte é totalmente possível.

4. Linda e estilosa. Daquelas que não precisa fazer muito esforço. Que pode ser nãrdi e um deslumbre ao mesmo tempo. Que entra nos lugares e todo mundo vira pra olhar, não porque seja tipo modela, mas porque simplesmente tem presença. Aí eu ia só ter roupas superlindas e ter estilistas pessoais que entenderiam qual é o meu estilo e me trariam as roupas e sapatos pra eu provar em casa. Eu ia saber usar acessórios. Manter meu peso também nunca seria difícil. Eu iria emagrecer, saudavelmente, e manter aquele peso que eu tinha quando cheguei aqui por muitos e muito anos.

5. Menos apegada ao passado e ao negativo (e mais zen). Quando começo a pesquisar um assunto, eu sempre quero estar de espírito preparado pro caso de dar errado. Eu já começo pensando no pode dar errado e no que fazer se der errado. A rainha do plano bê. Como a história do apartamento: o prédio ia ser um horror mesmo e a gente ia perder o nosso dinheirinho. Pra mim é difícil parar e pensar e fazer alguma coisa; pra mim é difícil pensar em soluções do tipo ir lá e falar com moradores. Sempre apelo pra historinha catastrófica que eu inventei.  No trabalho, quando faço alguma coisa errada, mesmo que mínima, pra mim é o fim do mundo. Saber que um dia eu dei aulas que estavam longe de serem boas (seja por inexperiência  ou o que seja), me deixa numa tristeza sem fim. Fico passada comigo mesma. Quero me explicar aos antigos aluninhos e pedir desculpas. E essa coisa de não poder voltar atrás pra corrigir me corrói. Também se aplica a qualquer coisasque eu tenha feito pra alguém que não caiu bem, deixou a pessoa triste, estremeceu nossas relações. Queria também aprender o desapego às coisas pequenas. E aprender a reconhecer o que é pequeno, instantaneamente.

4 comentários:

  1. Ion, sorry, mas de tudo isso vc só não é o tal do podre de rica, coisa que eu queria, muito!, ser também. Do resto, de tudo você tem um pouco.
    Acho engraçada essa sua pseudo dificuldade em ser legal. Comigo você foi legal desde sempre. Nunca me enganei que atrás daqueles óculos existia um coração lindo e maravilhoso, de uma grande e querida amiga, que sempre me emociona... Bjs!

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  2. Eu também queria ser gênia em primeiro lugar.

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  3. Kryx, para com isso que vão achar que eu ando pagando pra receber comentários ou que estou só fishing forelogios! :)

    Nervocalm, genialidade ia ser mais de meio caminho andado, né?

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  4. eu queria o item 5, igualzinho. E um pouco do item 2, também, se desse...

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