11.6.09

Espinhos e Ossos, uns etês com cara de cachorro e um bicho que anda no tempo

Ontem fiquei acordada até quase 1 da madrugada porque simplesmente não conseguia parar de ler meus novos livrinhos nãrdis. Li umas críticas que comparam essa série àquela do GRRM. Eu amei os livros do GRRM. Amei de ver coraçõezinhos chovendo sobre minha cama, em câmera lenta, enquanto eu lia o livro. Mas acho que gostei ainda mais dessa série, que se chama The Kindgdoms of Thorns and Bones. Coraçõezinhos chovendo e violinos tocando. A começar que já está toda terminada e eu não tenho que ficar esperando o escritor resolver suas questões com as musas inspiradoras. Não tenho ficar pensando se elas vão chegar, a que horas vêm, se estão dispostas a colaborar, se o livro vai sair em 2009 ou 2000 e lá vai pedrada e se o fulano vai estar vivo pra terminar a história. A série está toda pronta. Segundo, que a história dá tantas voltas e tão surpreendentes, que eu não sei qual é o desfecho da história e não faltam nem 15 páginas pro fim do último livro. Eu não sei pra quem torcer! Eu acho que vou torcer pra um e descubro outra pegadinha e começo a torcer pra outro e por aí vai. Cada capítulo segue a história de um núcleo de personagens e os núcleos às vezes se intersectam (tipo novela da Globo, quando o núcleo da Índia encontra o do Rio -- rerrê). Você se envolve tanto na história que não quer mudar de capítulo, mas quando começa o próximo, não quer mais que ele acabe e ele sempre acaba de modo que a pulga sempre esteja atrás da sua orelha.

Basicamente, é a história desse mundo medieval (quase sempre, né?, é medieval) em que há uma situação tumultuosa na corte de William Dare, em Crotheny. O herdeiro do trono é um príncipe "tocado pelos santos" (isto é, bobinho) e o rei, com a ajuda do irmão, tenta manipular a igreja e os aliados políticos pra fazer com que as filhas sejam incluídas na ordem de sucessão. Enquanto isso, monstros de lendas e profecias estão renascendo e matando as pessoas, num mundo que não é só habitado por pessoas humanas, e uma floresta "encantada" está morrendo. A fronteira entre o crível e o incrível, entre o mundo dos mortos e dos vivos, entre o bem e o mal e o pagão e o sacro está cada vez ficando mais tênue. A gente vai acompanhando uma das princesas e sua amiga e dama de companhia, o protetor da floresta, um mocinho que estuda línguas e está indo virar padre, a rainha e seu cavaleiro, e os mistérios vão se revelando porque eles também não têm idéia do que está acontecendo. Não sei descrever de modo que se faça imperativo que você leia esses livros. Quando for comprar, compre todos de uma vez porque você não vai querer esperar pra terminar a história. Ah, as descrições! Olha que bonito:
"His thoughts began to lose their sense as the dreams hiding in the green began to tiptoe into his head."- The Blood Knight
Sério. Elas não enchem o saco. Tem umas cenas de lutinha que eu pulei, confesso. Em uma passagem, o GK descreve uma música tão bem, mas tão bem, que parece um filme com trilha sonora, chega me deu aperto no peito. É, sim, eu sou super nãrdi coração de manteiga. Só digo uma coisa:


Pra saber que livros eu vou ler de fantasia ou ficção científica, eu fico fuçando as listas dos ganhadores dos prêmios Nebula e Hugo. Porque só sei que nada sei sobre esses gêneros literários, então começo por aí. Daí peguei A Fire Upon the Deep. Sabe quando você começa o livro meio sem vontade, mas esperando que vá se empolgar? Então, não me empolguei nunca. As idéias são tão legais, mas o estilo do autor não deu liga comigo. A galáxia é divida em camadas. A fatia mais profunda não permite o uso de tecnologia. Sua nave espacial vai ser uma porcaria lá. Num laboratório, uma ameaça nasce através de um experimento. Uma nave cheia de cápsulas com crianças dormindinho pra suportars longas viagens vai parar num mundo de baixa tecnologia, medieval, dominado por esse etês que são tipo cachorros, que pensam em matilha. E que têm duas facções lutando pelo poder. Só dois humanos sobrevivem a essa fuga, duas crianças e cada uma é levada por uma facção. Enquanto isso, na Sala de Justiça, uma expedição é montada pra ir resgatar o menino, que eles acham que é único sobrevivente nesse planeta. Ele vai contando através da net (oi, internet galática) que esses cachorros são bonzinhos, mas que são muito atrasados e que eles precisam de ajuda pra desenvolver tecnologias pra lutar contra os cachorros malvados. Aí cansei. Li tudo, mas não vou contar tudo porque, sabe?, não tô querendo. Se quiser, pode ler tudo sobre a história na Wikipédia.

Mãs... pra compensar, fiquei super obcecada com Hyperion e The Fall of Hyperion (tem linque quando você lê a entrada na Wiki). Começa com um pessoal numa nave indo pra Hyperion fazer uma peregrinação pra ver o Shrike (que é um passarinho de bico duro, literalmente), esse monstro na capa do livro. Entre eles, um espião. Tchãnãnanã. Tem toda uma religião ligada ao Shrike, lógico. Cada membro da expedição conta a história do motivo pelo qual ele está fazendo a peregrinação. E, lógico, fica por aí mesmo e acaba o primeiro livro e você ficou só sabendo do passado e quer saber de tudo, tudo, tudo. Então tem que comprar o conjuntinho. Na sequência e você fica sabendo de mais detalhes da coisa toda. De como a Hegemonia, esse monte de mundos sob mesmo governo (aconselhados pelos TechnoCore) têm que lutar contra os Ousters e a relação que a peregrinação tem com a possibilidade de vitória. Ai, gente, é muito legal. Tem andróide com personalidade de Keats, o poeta, tem a Terra que já foi pra cucuia, tem viagem através de portais. Enfim, tudo de que nós, os nãrdis, gostamos. Tem mais dois livros da série que eu estou economizando: Endymion e The Rise of Endymion.

É, eu realmente deveria escrever mais. Depois de um tempo, acabo esquecendo os detalhes da história e fica difícil de contar aqui.

P.S. Vi que tem tudo no 4shared, em inglês.

5 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Removi porque estava no teclado da minha filha e ele é muuuuito ruim e eu fiz erro de português. Quê que isso? Eu não estava te seguindo? Você é a Menina que me faz rir por Didentro e que me ensinou a botar os peixinhos no meu blog! A minha filha fica querendo que eu leia uns livros tipo esses, mas eu tenho que ler uns tantos do budismo, não posso ficar por essa conta, né? Olha o que ela tá lendo: é um conjuntinho numa caixinha, "Dragon Lance, Chronicles Trilogy" da Margareth Weis e do Tracy Hickman. Beijinho.

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  3. Oi, Pema, claro que eu lembro dos peixinhos. Leia um livrinho de fantasia, Pema! A gente se distrai muito, é ótimo.

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  4. Eu quero ler isso também! Bjs e saudades imensas...

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  5. Sei!então olhe o dvd prepare-se e voce saberá

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