19.3.09

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Na hora de escrever minha listinha de 5 conselhos para uma vida melhor ficou faltando muita coisa. Porque eu continuei matutandinho sobre isso. Acho que volta e meia vou colocar outros conselhos aqui. Não porque eu ache que eu tenha que engrandecer ninguém ou porque me considere fonte de sabedoria, mas porque eu acho que é um bom exercício pessoal.

2 em 1: Todos queremos ser felizes e às vezes não tem como se fazer a coisa certa. Muitas vezes a felicidade de um acarreta a infelicidade de outro. Um exemplo bobinho quando alguém perde o emprego, outro alguém vai ser contratado (ou não, né?, como ocorre tão costumeiramente nesses dias de crise). Tantas nuances. Pra dar um exemplo cinematográfico: Pontes de Madison, cê viu? Agora diga que você não torceu pra Meryl ser feliz (mais não conto porque vai que você é o último ser da Terra que não morreu de chorar com esse filme) . Tá entendendo o que tô querendo dizer? E acho mesmo que é certo que a gente tenha esse tantinho de "egoísmo" pra ninguém viver uma vida que é só privação. Assim, ó: eu quero que as pessoas sejam felizes, mas *eu* quero ser feliz (e dá licença). Mas acho que tem que ser "egoísmo da felicidade" com dignidade. Porque mesmo pra tomar uma decisão que vá causar tristeza ou sofrimento a outrem (e inclusive a si mesmo, muitas vezes) há que haver honestidade. Que é o mínimo, embora nem sempre fácil. Mas nem a dignidade nem a honestidade poupam ninguém de sofrimento ou do peso de tomar decisões, nem de lidar com consequências (de fato ou morais). Ou outra: quero que os outros sejam felizes desde que *eu* não me dê mal. Às vezes é a cruz de um lado e a caldeirinha do outro. Há situações em que só há o ruim e o menos ruim. Não tem o fazer-o-bem em estado puro. Quase nunca tem. Nem pra si mesmo. De novo: cê viu Pontes de Madison? Agora me diga qualera o certo. Que é, né?, cinema. E não dói como vida real. Acho que resumindo, seria deseje e haja pra que os outros sejam felizes, mas tente ser feliz você também e quando a sua felicidade for ferrar alguém, tente ser honesto. Ufe. Não tô, né? Não tô conseguindo me explicar. E parece post-sermão, que não é minha intenção. Nem queria me prolongar nesse emanharado de regras morais. Desculpaê.

Lembrei de 1001 Rules for My Unborn Son, mais leve e engraçadinho do qualquer tentativa minha de dar conselhos. Acho que preciso pensar em coisas assim. E hoje li a a lista de coisas que a Lilata deseja pro filhinho dela. Que doce.

P.S. Esqueci meu livrinho de fantasia em casa de manhã e quase tive um treco quando descobri no trem que não ia ter nada pra ler a caminho do trabalho e voltando pra casa. Ou na hora do almoço. Quando cheguei na estação, comprei "The elegance of the hedgehog", que a Raquel me recomendou nos comentários (foi a Raquel, né?). Ãin, vou confessar, hein? Que me acostumei com livro fácil. Que eu tive que reler as primeiras páginas porque a coisa não estava entrando na minha cabeça. Cabeça, aliás, que precisa de descanso. Porque, viu?, eu não sou de errar no trabalho, mas essas últimas semanas... várias coisas. Desde aquele dia do cartão de dinheiros da Starb$cks. E o mais difícil não é nem a reação do meu chefe (que precisa, viu?, de móóóóito pra ficar pê). Sou eu e o perfeccionismo. Ãin.

4 comentários:

  1. Que fofa você!! :-))
    Não conhecia as 1001 rules...adorei!
    mais beijinhos

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  2. Oi, Ioney. Tem uma palavra tibetana: MA LÜ. Palavra não. Duas sílabas porque (não me pergunte por que)tibetano fala em sílabas. O LÜ você fala com biquinho que nem francês. MA LÜ significa "sem exceção" ou seja, você não tem que ficar de fora na felicidade. E todo mundo precisa que todo mundo seja feliz. Com certeza seu chefe não é feliz. Ele te enche o tempo todo né? Tem que descontar a infelicidade dele em alguém. Não seria muito melhor se ele fosse feliz tam-bém?! Não é conselho. É um toque, aê! Beijins

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  3. Renata, outro beijo pra voce!

    Pema, meu chefe e bonzinho... Nao estava me referindo a ele. Mas concordo que todos devamos querer ser felizes.

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