10.3.09

Livrei-me dos grilhões

que são os livros de GRRM, esses de que falei há pouco. Grilhões que a gente põe com gosto, mãs. Quase que não termino porque a coisa não estava progredindo. E eu queria meus personagens favoritos de volta, mas eles não apareceram ou não tiveram muito destaque. Agora sento-me à espera de que o GRRM termine de escrever o próximo da série. Enquanto isso, vamos falar de novela? Eu só vejo o Caminho das Índias. Vou confessar que a gente grava os capítulos e vejo tudo de batelada. Às vezes nem isso. Pulo uma semana e volto e assisto a um capítulo só. E passo rápido na parte da Índia, que acho por demais aborrecida, com aquela gente falando aquele português esquisito de livro de banca traduzido de língua estrangeira. E as explicações esmiuçadinhas sobre as coisas, para bebês de colo.

Mas as historinhas do Rio, gentê!, adoro aquele moleque que bate em todo mundo e acha que tem um reizinho na barriga, porque tem. Tem tanta, mas tanta gente igual. Que passa o problema pro outro. Como esse da educação. As pessoas já não sabem distinguir o que se aprende em casa (valores e modos) e na escola. E tem aquilo do "estou te pagando", porque é isso mesmo. Desde que alguém receba para fazer algo por aquele dinheiro recebido, tem que deixar toda a dignidade de lado. De parzinho com o "você sabe com quem está falando" /"eu sou um advogado!!!!". Tudo vale. Porque gente se compra ao que parece. Faz tempo virou mercadoria. E eu sou uma tia velha que usa o blogue pra falar isso. E o Raul? Adoro! Porque é aquilo mesmo. De ficar evitativo e alegar confusão e sentimentos que borbulham à luz da lua e precisar colocar a cabeça em ordem e vou agora aproveitar para pensar profunda e filosoficamente sobre o sentido da minha vida e não quero fazer você sofrer. E a coisa tá rolando solta, o couro tá comendo, mas enquanto não se fala sobre o assunto, é meio como se não existisse e não virasse verdade. Mas já é. E essa coisas de esconder e não querer falar sobre a não ser com a outra parte, a terceira do triângulo, é que é bem difícil. Aí a gente viu que ainda bem que a gente que sobrou porque tudo isso foi só desdobramento daquilo outro que nem a gente enxergava e final feliz pra todo mundo. Parece que eu sou rancorosa, mas não sou (muito) . Sou repetitiva, isso sim. É que foi importante na minha vida, porque me fez amadurecer de uma vez. E reajustar desejos (quem, onde, com quem, quando, de que eu sou capaz). Só acho que é meio tema pra Lição pra Hominhos Dummies: não esconda, não minta. É tão pior essa sensação. Pior que qualquer outra. Pior do que saber. Mas o Raul, né?, tem outra história também. Tem a Ivone. Que é tão boa bandida. Tão linda, com aquele guarda-roupa que eu quero todo pra mim. Fica bonita até com aquela cor de batom diretamente saído de, sei lá, Vereda Tropical.

14 comentários:

  1. Essa caminha é onde você dorme, com cachorrinho e tudo. PC do lado? Curioooosa! Slooll: é a "verificação de palavras".

    ResponderExcluir
  2. Pema, esse quarto aí era meu. Mas não é mais. Mudou tudo. Até os móveis mudaram. Menos a Cuquinha. Ela ficou, sempre-sempre linda.

    ResponderExcluir
  3. Oi Ione(y)

    De vez em quando eu venho aqui e leio seu blog (que é muito bom). Isso desde (acho) 2005. Conheci através de recomendação da Anny, minha amiga de longa data.

    Não sei se você sabe do que ocorreu, mas hoje me lembrei deste blog e dei uma lida. Trouxe um pouco de alegria, porque me lembrou da Anny e de momentos bons do passado.

    Eu sei que é patético e bastante stalker da minha parte mandar esta mensagem (e acredite, acho que é a terceira ou quarta vez que tento reescrever isto daqui), mas mesmo assim, obrigado e tudo de bom para você.

    ResponderExcluir
  4. Luiz, não estou entendendo nada. Sua mensagem foi muito críptica. Está tudo bem com a Anny? Agora estou preocupada. Faz muito tempo que não falo com ela. Mesmo com todo o mistério e preocupação, obrigada por visitar o blog.

    ResponderExcluir
  5. Oi Ione. Agora eu (idiota) percebi seu e-mail ali na barra lateral. Vou mandar uma mensagem para você. Obrigado.

    ResponderExcluir
  6. Eu sei que a pergunta não tem nada a ver com nada, Ione, mas você acredita em horóscopo?

    ResponderExcluir
  7. Lux, em momentos de desespero dou uma olhada em horóscopo. Mas como regra geral não acredito.

    ResponderExcluir
  8. Hmm. Não tenho regra geral. Por isso, às vezes acredito, às vezes não. Assim como às vezes acredito nas pessoas por trás dos blogues, outras não. Não acredito em você, agora, mas costumava acreditar, há alguns anos.

    ResponderExcluir
  9. Lux e/ou pessoa anônima, tudo bem pra mim. Cada um com seu cada um. Se não acredita, não leia. Não acredito em horóscopo (porque não tem isso de "às vezes", conforme a conveniência) e, principalmente, não acredito que eu tenha que fazer um esforço pra ser crível.

    Se quiser voltar a ler o que eu escrevo, as portas estarão ser abertas. Mas se isso é algum recado pessoal e se eu te conheço, em vez de deixar um recado anônimo, identifique-se e mande um e-mail. Sempre é tempo de lavar roupa suja, né? Vai saber se eu te ofendi no passado... Não sei nem quem você é.

    ResponderExcluir
  10. Please, calma. Tudo isso era pra ser só uma brincadeira (de mau gosto, talvez?)
    P.S.: Eu adoro o que escreve.

    ResponderExcluir
  11. Sabe que, desde o começo dessa novela, sempre quando eu vejo a Silvia com a Ivone eu lembro demais de ti? Acho que é inevitável.

    Sim, sim, La Sabatella é a bandida mais linda de todos os tempos, mesmo com aquele batom horroroso. E os saiotes dela? Detesto. Guarda-roupa que eu queria era o da Silvia. Vixe, que mulher chique (tonta, mas muito chique)!

    ResponderExcluir
  12. Lys, mas não quero, sabe? Me colocar na posição de vítima. Passou, passou. Até poderia falar mais sobre o assunto. Mas acho que vou deixar pra lá.

    Os saiotes da Ivone eu adoro porque me agridem. Ficam tão bem nela. As roupas da Silvia são uma coisa. Mas ela é tão magrelinha... e eu não sou. Só sonho com guarda-roupa que poderia ficar bem em mim.

    ResponderExcluir
  13. Putz, não penso em você como vítima. Não é por aí, não mesmo. O que me salta aos olhos é o fato de como as histórias humanas se repetem, e se repetem, e se repetem... Até as porcarias das novelas esfregam as repetições na nossa fuça. É tudo tão previsível, e mesmo assim somos presunçosos a ponto de acreditar que estamos criando enredos superexclusivos. Enfim, somos todos ridículos - foi só isso o que eu quis dizer.

    ResponderExcluir
  14. Isso nós somos mesmo: ridículos.

    ResponderExcluir