27.2.09

Eu sou muito bocó

Já contei que eu fico olhando perfis de cachorrinhos pra adotar nos abrigos por aqui. Eu gosto de pug, gosto de Boston Terrier e de buldogue francês, de cachorrinhos com carinha amassada, olhinhos pidonchos de botão e cara de por favor. Olha a cara da Cuca na fotinho lá em cima no blogue. Olha essa carinha de pelamor que ela está fazendo. Cuca também é assunto preferido da minha mãe. Que se não põem o quanto de ração no pote que ela está acostumada, ela olha e late. Que eles ensinaram a Cuca a latir quando pedem pra ela falar. Que quando ela está quase desmaiando de tédio, ela vai cutucar as pernas do meu pai pra ir passear um pouco. Eu digo pro Menino Mais Lindo do Mundo que ela é de fato inteligente. Ele não acredita muito em inteligência canina. A cuca sabe que "sol" é onde está quentinho de manhã cedo, mesmo quando o sol vai mudando de posição e entrando por janelas diferentes conforme a estação do ano. Ela sabe que "meinha" é qualquer meia. Ela sabe que "ossinho" é qualquer daquelas coisas que têm o mesmo cheiro e não só um em particular. Ela aumenta o vocabulário quando ganha brinquedos novos porque tem a bolinha, o monstro, cada qual com um nome diferente. Ela sabe "fazer carinho", porque eu ensinei que é dar lambidinhas na nossa mão. E eu sei que tudo isso é muito aborrecido pra você porque é que nem ler "Marley e eu". Olha o que a minha cuquinha faz! Olha como ela é esperta e engraçada e boa de fofar e de ter no colo e embaixo da coberta em dia de frio. Quem tem um cãozinho pra amar (e pra ser amado) sabe tudo isso. As fofices se repetem, não tem muita novidade no mundo canino.

Ah, mas gente. Até meu herói do mundo literário, o Saramago, cuja mão já apertei e que autografou um livro meu, fez piadinha com o Obama e o cachorro de água português que quer adotar. E escreveu sobre o amor que tem pelo seu Camões.
"Com a passagem do tempo, a questão perdeu interesse: caniche ou cão de água, o companheiro de Pepe e Greta (que já se foram ao paraíso dos cães) era simplesmente o Camões. Os cães vivem pouco para o amor que lhes ganhamos e Camões, final depositário do amor que dedicávamos aos três, (....)".
Eu disse pra minha mãe, no telefone: ó, mãe, olha: as cucas vivem uns 14 ou 15 anos. A gente ainda tem muito pra aproveitar de cuquice.

4 comentários:

  1. Olá!
    Claro que sou suspeita para falar mas não tem mesmo nada melhor do que uma carinha de cachorro esperando a gente em casa prá fazermos "cuquice"juntos...

    ResponderExcluir
  2. Oi Ioney (que bom que voltou!) os meus bebês Cora e Otto também só saem do caminho com um 'dá licença', se mandar um 'sai' eles empacam porque também são phynos, igual sua Cuca (que é tão linda).E no meio do 'brinquedal' todo se você pedir o jacaré, por ex, eles sabem exatamente de qual você está falando.
    Muito fofos os cães. Muito mais que muita gente.

    Bjo

    ResponderExcluir
  3. Ah, Elaine, não vejo a hora de poder ter um bichinho pra cucar comigo.

    Carol, <3 (à enésima potência) cachorros.

    ResponderExcluir
  4. Hohoho, lá em casa de mamãe não tem Cuca, mas tem Ninoca, uma gata viralata rainha da cocada preta. Só que pra Ninoca não adianta pedir "Cença" que ela só sai se quiser. :o)

    Lá no cafofo nos contentamos com Mafuá, a hamster, que ocupa menos espaço e dorme o dia inteiro. Por motivos de segurança, Ninoca nunca poderá encontrar Mafuá.

    E ler seu post é muito mais legal do que ler marley e eu, porque o final é feliz: Cucas vivem uns 14 ou 15 anos :o) (Ninocas será que vivem tudo isso também?? Tomara! Mafuás vivem só uns 2 ou 3, melhor nem pensar nisso)

    ResponderExcluir