27.8.08

Oi-tudobem-vocêvemsempreaqui?

Há pessoas que me lêem dos EUA. Oi, tudo bem? Digam oi pra mim também. Também tô aqui, perdida na Filadélfia, vivendo uma vidinha de ermitã (lagriminha). Também tem um pessoal na Europa. Oi, pessoal da Europa! E oi pessoal do Brasil também.

Não morri, né? Saí (num dia de semana! e gente velha não sai em em dia de semana) e não morri. Também achei bom dizer que eu não tinha morrido porque faz muitíssimo tempo que não escrevo nada. Acho tudo desimportante de dizer. Como quando a gente vê alguém que não vê há muito. Falei com minha mãe no telefone no fim-de-semana passado. Adoro muito conversar com a minha mãe. Ela me conta o que meu pai e ela comeram durante a semana. Se o cabelo dela está crescendo. As coisas que a Cuca aprendeu a fazer -- falar. Essa semana comprei cravos cor-de-rosa e amarelos pra colocar no quarto. Meu cabelo ontem acordou empinado atrás. Tentei de cuspe a pomada, mas nada deu conta. Eu fico pesquisando sobre McCain e Obama e Bush e Clinton, pra poder mostrar pra nossa roommate, que é republicana (mas que é super mente aberta) e, quem sabe, convencê-la de que não só o Obama é mais bacana, mas que, no geral, democratas são melhores. Eu não concebo falta de solidariedade e essa coisa de cada um por si. Tô lendo Bill Bryson de novo. E Douglas Coupland. Tentando criar vergonha na cara e começar de fato alguma coisa (e eu repito isso todo dia, mas acho que me falta um pouco é sofrer, porque sofrer faz a gente ficar super criativo eu acho). Tirei sexta de folga e acho que a gente vai pra Nova Iorque. Passear no zoológico. Mas ainda preciso ver um hotel.

13.8.08

Ixi, agora que eu percebi que mudei

uma das perguntas do último meme. As perguntas estavam em inglês e eu tentei passar pra português. Tentei, né? Sem pedir ajuda de especialistas em tradução: nervocalm ou Renata. Alô, universitárias? Eu não sei traduzir, ouquei? Sou péssima. Se eu entendo o que a palavra signifca, não fico procurando palavra em português que signifique o mesmo. Enfim. Era pra ser 3 coisas que te freak out, em vez de 3 coisas que te dão nos nervos. Que até poderia ser mais ou menos freak out. Mas acho que freak out pode ser mais coisas ou, melhor, coisas mais fortes que só dar nos nervos. Tipo ficar fora de si (de nervoso, ansiedade, nojo, medo).

12.8.08

15 vezes 3 coisas

Quem me chamou pra responder esse questionário foi a Dri. Oba!

1. Quais são as 3 últimas coisas que você comprou?
  • comprinha numa farmácia/tem-de-tudo (mais de 3 coisas): uma máscara pra dormir, pro Menino Mais Bonito do Mundo, caderninho (super vício, hein?), lapiseiras, borrachas e canetas (uma super bacana, prata metálica)
  • xampu, condicionador e sabonete líquido
  • 3 livros na Amazon (All about me, Life after God e The Age of Revolution)
2. Quais são as 3 últimas músicas que você baixou?
Ãin. São mais que 3 músicas também. Outro dia baixei CDs da:
Estava super desacostumada. Não sei se vou fazer CDs ou deixar atulhando a memória do laptop.

3. Quais os 3 últimos lugares pra que você foi?
  • Nova Iorque
  • Amish Country
  • Brasil/São Paulo, São José do Rio Pardo
4. Quais são seus 3 filmes favoritos?
  • Amor à Flor da Pele
  • Amélie Poulain (tão quase clichê, mas e daí?)
  • Central do Brasil
Sou péssima com essas listas. Eu esqueço de livros e filmes que adorei fácil-fácil e nunca lembro de título.

5. Quais são suas 3 coisas preferidas?
  • meus brinquinhos de bolinha prateada fosca, que eu uso todos os dias
  • a cobertinha de pijamas que minha mãe fez
  • fazer conchinha com o menino mais bonito do mundo (não é coisa, roubei)
6. Com quais 3 coisas você não poderia viver?
Fora as coisas mais óbvias (mas não menos importantes, claro): família, amigos, o amor de um cãozinho, uma história de amor bem vivida (ai, como sou brega)...
  • livros
  • computadores
  • massagem
7. Quais seriam 3 desejos?
  • ter super poderes pra aprender tudo fácil e rápido
  • não precisar nunca ir ao supermercado
  • não precisar trabalhar, mas por querer/gostar
8. Quais 3 coisas você ainda não fez?
  • mestrado
  • voar de asa-delta
  • ir pra África, Europa, Ásia e Oceania
9. Quais são seus 3 pratos preferidos?
Sem contar todas as comidas que a minha mãe faz (menos buchada).
  • o prato de carnitas de um mexicano aqui em Filadélfia (vem com arroz, feijão, carne de porco desfiada e fritinha, guacamole, pico de gallo e tortillas)
  • pão com requeijão (e mortadela, mas tem que ser brasileira e com pimenta, ou salame)
  • sopa de feijão com bacon e salsinha
Agora ando numa fase escarola refogada – não sei se é um amor pra sempre. E quiabo.

10. Com quais 3 celebridades você gostaria de se encontrar ou sair?
  • o Paul Auster (vale como celebridade?), pra um brunch em Nova Iorque
  • o Philip Seymour Hoffman, pra tomar umas cervejas e, quem, sabe dançar bêbados
  • a Adélia Prado, pra tomar um chá com biscoitos ou comer uma comidinha mineira feita em fogão à lenha
Ou... Nenhuma? Eu sou tímida, ia ser uma porcaria.

11. 3 coisas que mexem com seus nervos.
  • exposição a barulho/música alta por longo período de tempo (longo período é relativo: às vezes é, sei lá, 2 horas)
  • gente folgada que se encosta em “gente que faz”
  • gente que não fala diretamente o que pensa e dá cutucadinhas em vez de ir direto ao ponto
12. Se pudesse se descrever em 3 palavras, quais seriam?
  • nerd
  • intuitiva
  • observadora
13. 3 coisas diferentes que você faz bem.
  • sacar pessoas – como eu não chego falando, só olhando, eu sou boa de sacar se alguém é, em termos gerais, boa ou má pessoa; sei juntar pedacinhos de conversa pra formar uma idéia completa, e geralmente bem precisa, de alguém
  • dar conselhos (até iguais ou parecidos com de psicólogos!)
  • cafuné (rerrê): é mais uma massagem de cabeça
14. Quais 3 coisas você super quer atualmente?
  • que meu cabelo cresça rápido (ou que eu comece a gostar desse corte)
  • receber um livro do Mia Couto (e mandar um lá pra Portugal)
  • não ter que substituir a recepcionista/telefonista nem por 1 hora mais na minha vida
15. 3 pessoas pra brincarem com você?
E quem mais quiser.

11.8.08

Meu pai também disse

Que eles comeram maionese com palmito (o prato maionese, não maionese ela mesma) e camarão com macarrão de almoço de Dia dos Pais. Saudade da comida da minha mãe... Quando eu fui pra lá, ela tinha feito: alcachofra (pra comer com shoyu e azeite), charutos (enrolados em couve), soba (com "b" mesmo, a sopa japonesa) e salada de palmito. Tudo ao mesmo tempo agora. Ela ficou super feliz porque eu disse que eu já tinha feito todas essas comidas de mãe em casa (menos salada de palmito que aqui é caro e eu só como quando vou no restaurante brasileiro furrequinha). É assim que a gente se conecta, minha mãe e eu. Falando de comida, reclamando de tudo. Quando a gente se fala parece que nem moramos longe.

Mas nem só de lágrimas pelo cabelo perdido a vida é feita:

Ontem fiz uma mini maratona de Grey's Anatomy, comendo um pouco de pipoca.* Porque minha cabeça não conseguia mais ler The Political Brain, um livro super bacaninha que explica como o cérebro processa informações, especialmente em época de campanhas eleitorais. Dá um monte de conselhos pros democratas (que serviriam pra esquerda brasileira também, que faz a mesma coisa). Minha família ligou. Meu irmão ganhou um boxer e me pediu sugestão de nome. Minha mãe chorou um pouco (ai, ai) e contou que ela e meu pai ensinaram a Cuca a falar. Não sei de onde que eles tiraram de ensinar a Cuca a dar um latidinho quando eles pedem. Minha mãe também me contou que a Cuca sabe que meu pai não deixa ela fazer um monte de coisas, então ela pede pra minha mãe, em vez de pedir pra ele. Meu pai me disse que pagou minha OAB e comprou fotos da minha formatura (que foi em 2001: meu pai dormiu na cadeira e meu irmão tímido bebeu um pouco pra dançar comigo), porque o fotógrafo ia destruir se ninguém quisesse. Comi berinjela à parmegiana.

* Nesse link aí dá pra ver os vídeos online, sem precisar baixar nada. Dei uma sapeadinha em outros seriados, alguns têm qualidade bem ruim, ou têm legendas em chinês (acho que é chinês), que é meio pentelho de ver.

9.8.08

A saga do cabelo continua

Desde que eu cheguei aqui, faz o quê?, quase 2 anos, só gostei de um corte -- que eu ganhei da irmã do Menino Mais Lindo do Mundo. Não ajuda mundo que eu esteja em perto de Filadélfia e essa cabeleireira esteja perto de Phoenix. 5 horas de vôo. Rá.

Porque eu fui com essa foto, que eu mostrei no post abaixo, pro cabeleireiro chinês (que não fala inglês, mas entendo cabelo de japa) e completei com "só que não tão curto". E repeti, com outras palavras: "um pouco mais comprido" . E ele fez que entendeu.


Tinha outra foto mostrando o mesmo corte, de perfil. Se a gente não fala a mesma língua, pensei eu, certamente a fotinha valerá por todas as mil palavras que eu não sei falar em chinês.

Eu não vejo nada sem óculos. Eu tiro quando começa o corte (claro) e vou rezando pro santo padroeiro dos cabeleireiros pra guiar a tesoura e a navalha deles. E dizendo minhas rezinhas, de olhos fechados permaneci, quando a dona do salão me tirou do meu estado meditativo: "Você gosta do seu cabelo CURTO ASSIM? REALLY?"

Por JC! Coloquei os óculos, olhei pro espelho e disse: Not really. Só que não assim, com voz firme. Já meio descontrolê. E chorei. Chorei, tomei água, fiquei com o nariz escorrendo e tudo mais. E aí a dona do salão me devolveu o dinheiro, me abraçou (!!! imagina uma chinesa morando no EUA, o que precisa pra levar a abraçar uma desconhecida), pediu mil perdões, gritou em chinês com o cabeleireiro que não sabe ver fotos e disse: "Eu sei como é. Pra meninas, cabelo é tão importante! Desculpe, desculpe, desculpe". Eu disse que tudo bem, que acontece, que em 2 semanas meu cabelo vai ter crescido (mas não vai, né?, não vai).

Ocorre que esse moço cabeleireiro de hoje deve ser super fã de Natalie. Quando ela fez V de Vingança. Porque eu saí de lá com mais ou menos esse corte que agora lhes mostro:


(à foto dei o nome meigo de "car", de "careca") Corte que ela teve depois de ter raspado a cabeça e não depois de ter mostrado uma foto de uma moça super bonita com um corte que ela queria ter pra uma pessoa que a gente acha que, né?, sabe olhar a foto e copiar, porque fez curso, etc. Em defesa do moço, devo dizer que, ouquei, também é um corte que a NP usou. Então, né?, assim, longinquamente, era isso o queria. Só que eu não sou a Natalie. Portanto, não orna. Não sei nem se orna com ela. Que dirá comiga. Então agora eu tenho esse cabelinho super, como dizer isso sem ofender ninguém?, por favor não se ofendam, meninas que gostam de meninas, eu sou super S (as in GLS): fiquei com cara de sapata. Pra compensar, comprei um brincão daqueles que ficam compridinhos depois do jantar.

Mas voltando à Chinatown. Enxuguei as lágrimas e a caca de nariz na saia e escrevi uma listinhade vantagens em ficar careca:
  1. economizar no xampu e no condicionador;
  2. levar delta t meno 3 minutos no banho;
  3. economizar no cabeleireiro (daqui a uns 6 meses devo ter que cortar o cabelo de novo);
Deixei o ponto e vírgula no fim porque fiquei pensando se tinha mais alguma coisa pra colocar lá. Acho que não.

8.8.08

Meu bebelo

Isso é pra mim. Pra eu não ter que ficar procurando foto da Natalie com cabelo curto to-da-vez que vou ao cabeleireiro chinês (a gente não fala as mesmas línguas). Esperança nunca morre, né? De ficar *um pouco* parecida com a Natalie.

6.8.08

É muito difícil viver uma vida dupla:

esqueci o meu nome de usuário e a senha da pessoa que eu fingia ser. Ela tinha também uma conta de e-mail no yahoo. E uma conta google. Super quase uma pessoa de verdade, hein?, com essas coisas. Esqueci tudo. Queria continuar a escrever, acho que vou ter que criar outra conta e ir copiando a coisa toda de pedacinho em pedacinho. Adele Jameson. Deve estar cheio de erros. Por um tempo, ela até se correspondia com uma ou duas pessoas que gostavam dela. Depois parei, porque eu achei desonesto e cruel e contava que era mentira. Dava pra saber que eu não era ela pelo meu I.P. quando eu deixava comentários em outros blogs me passando por ela. Mas, né? Acho que as pessoas preferiam não descobrir. E, lógico, achavam que eu era descompensada.

Atualização: Nada como uma noite de sono pro seu cérebro processar informações escondidas em recônditos antes inacessíveis. Lembrei a informação do yahoo, que tinha a informação do gmail. Oba!