30.5.08

Beto Marc@ , meu chefe, não se encontra

Nem se encontrará nesse escritório no dia de hoje. Desconfio de que ele está indo pra praia agora à tarde, porque disse que ia levar o computador. Se ele só está em casa ou fazendo coisas aleatórias na rua, não precisa levar o computador. Um dia ele me perguntou sobre meu fim-de-semana e eu disse que tinha sido legal e que tinha ido pra Nova Iorque (onde eu vi o Daniel, do Project Runway, que era o designer de que eu gostava mais na última temporada).

E ele estava vestido mais ou menos assim mesmo, porque estava meifriozinho. Daí Beto me diz que ia ser legal se todo mundo fosse pra casa da praia da sogra dele. Ia ser, porque pra gente ir pra praia, a gente tem que fazer um kit farofeiros e ir. Porque lógico que a gente não vai pagar os tubos pra ficar uma noite na praia, etc. Não ia ser muito legal? Um fim-de-semana inteiro na praia! Numa casa! De graça! Com pessoas inteligentes! Aí fiquei pensando. Fiquei pensando especialmente e obsessivamente sobre a celulite que eu não tinha nas minhas pernas. Nas coxas, na parte de trás. Que eu não tinha ao chegar a esse país. Mas que agora. Habita não só meus membros inferiores como também meus pesadelos. Pensei nos meus biquinis brasileiros que eu trouxe e que, além de provável e obviamente não caberem mais, devem estar com elástico frouxo porque estão velhos. Fiquei pensando: eu quero que meu chefe e cônjuge vejam minha pança balançando sob um maiô inteiriço (que nunca na vida usei porque quem quer uma pança branca num corpo bronzeado?) e as minhas celulites? Eu não ia conseguir conversar. Sobre livros. Sobre, sei lá, o Obama. A política internacional. A tropicalidade da minha gente. Então eu acho bom que Beto Marc@ não convide ninguém. Que eu fique condenada a ir somente aos parques aqui por perto. Em que as pessoas tiram as camisetas e ficam imediatamente vermelhas. Enfim. Não sei porque eu escrevi isso. Mas eu gasto tempo pensando nessas coisas.

Meu primeiro disco

Não combina nada comigo. E tive que fazer no Paint. E não tem fonte legal no trabalho. Porque, né?, escritório é o local em que a gente deve trabalhar. Mas. É meio vintage usar Courier, não é? Que é fonte de máquina de escrever elétrica. Que eu acho que já é coisa de brechó (se bem que aqui no escritório tem: não uso, não sei usar, se tenho que bater alguma coisa à máquina, escrevo com minha letrinha bonita e redonda).



Vi hoje na Mary W, que tem o melhor blog pra se ler antes de começar a trabalhar. :)

Pra brincar:

1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.

2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.

3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.

29.5.08

Livros que amei (ou não): vida de escritório e meu monotema por, sei lá, umas 3 semanas

Esse livro eu comprei numa promoção da Borders, junto com um volumão da Jane Austen. Não estava levando muita fé, porque eu fico meio assim quando leio o primeiro livro escrito de algum autor. Assim, primeiro da vida toda, sem haver mais pra gente ver se tudo vale a pena. Assim, o conjunto da obra, sabe? Depois fiquei sabendo que está na lista de 10 melhores livros de ficção de 2007 do New York Times. Não que faça diferença pra mim. Mas vale pra dizer que há pessoas no mundo que leram e gostaram do que leram -- como há para qualquer coisa nesse mundo (basta olhar as críticas de consumidores em sítios como Amazon, por exemplo. Como diz meu amigo Didi, em matéria de bom gosto, há gosto pra tudo.)

Esse livro quase me deixou muito feliz/deprimida, uma sensação boa, como teria tido tivesse eu lido um livro do Douglas Coupland. Em que as pessoas são quase jovens e fazem coisas estranhas que parecem normais em livros do DC. Acho que isso já diz o quanto gostei do livro de Ferris. Bastante. Os personagens trabalham em uma agência de publicidade e visão de tudo que acontece parte da primeira pessoa do plural. Isso me fez lembrar daquele livro sobre evolução que eu li. Uma das perguntas do livro, do outro, não desse, é sobre a razão pela qual as pessoas se unem em torno de religião. Segundo o autor, seria uma estratégia de sobrevivência. Você se une a pessoas com quem tem algo em comum e esse elo faz com que cada um dos membros desse grupo aja não só para benefício próprio, mas para o do grupo todo. Mais ou menos assim. Estou repetindo de memória -- e de bom senso e de conversas com o menino mais lindo do mundo.

Pode parecer brega o que eu vou dizer agora, mas dessa ou daquela informação que você vai juntando para formar as histórias de cada personagem, dá pra perceber que todo mundo quer melhorar. Quer aprender. Quer ser diferente. E por causa das peças que eles pregam uns nos outros, do humor negro, da fofoca sem fim, é que se percebe isso. Se fosse eu nesse escritório do livro, estaria perdida. Muita interação pro meu gosto. Demais da conta.

Uma das coisas que eu faço pra evitar interação enquanto como minha marmitinha na cozinha aqui do escritório é ler um livro. Aí eu junto duas coisas que eu amo. Comida (que amo muito e muita, thus minha gordice galopante) e ler. Acho que a terceira coisa de que eu gosto imenso é não ter que falar com ninguém quando assim não desejo. Porque ainda não se perdeu o respeito pela criatura que abre um livro em uma cozinha comunitária e quer somente mastigar e ler. Enquanto congela de frio por causa do ar condicionado soprando bem acima de sua cabeça.

Você sabia que as vacas americanas têm uma dieta composta por quase que totalmente -- talvez eu esteja exagerando -- milho? Vacas não foram feitas pra comer milho. Elas passam mal. Ficam mais propensas a ficar doentes. Precisam de antibióticos. Engordam mais porque milho diminui o tempo de engorda da vaca. As vaquinhas para abate para produção de carne orgânica não vivem vidas felizes a pascer no campo. As galinhas "orgânicas" que botam os ovos que vão para os supermercados em caixas cujos rótulos dizem que elas viviam soltas, não vivem soltas, vivem com a possibilidade de experimentar o mundo através de uma portinha que se abre por alguns dias, no fim das vidinhas galináceas que elas vivem. Mas como elas nunca viram o mundo lá fora, não querem nem saber. Um nugget do Méqui tem quase que mais milho que frango na composição. Porque ninguém dá conta de consumir tanto milho produzido nos E.U.A. com os incentivos que o governo dá.

Pollan é engraçado e escreve muito bem. Coloca, num livro jornalístico, um pouco da sua vida pessoal e muito da sua curiosidade e interesse. O suficiente pra fazer de um assunto que, para a pessoa média que lê ficção (eu), parece ser árido -- saber de onde sua comida vem -- interessante demais. Li na semana do meu aniversário e em todas as conversas pelo telefone com minha família, em e-mails que mandei, na conversa de fim-de/boa noite com o menino mais lindo do mundo, esse livro apareceu e apareceu de novo e de novo. Obcequei. Fiquei totalmente possuída.

28.5.08

Fui fazer as coisas na rua

de chinelo. Deixei os sapatos embaixo da minha mesa, porque achei que não eram confortáveis. Vilge, gente, que engano... Bolhas! Instantâneas! Explodindo! Por todos os lados! Na rádio online tô ouvindo sobre o Levandowski votando sobre células tronco. O professor bonitão. A gente ficava besta olhando pra ele. A gente quase desmaiou quando tomou elevador no prédio anexo e ele tava lá. Lembro de uma das aulasde Teoria Geral do Estado, ele falando de ab ovo. Hoje, ele falando de fecundação. Gente... já lá vão 11 anos? Jesusmariajosé-e-o-burrinho.

Ontem Milena e eu paramos de fumar. Not. Se uma fuma, a outra fica toda compreensiva. Não tem probleeeeema, eu enteiiiindo! A fraqueza. Do ser humano. Viciado. E que não tem vergonha na cara. Vou fumar também e a gente recomeça amanhã. Que é hoje. Modos que aos poucos a gente vai inventando novas regras -- a gente ganha presente mensal quando tá fazendo progresso na nossa reabilitação; mas o que realmente interessa: em que situações a gente pode furar/fumar? Tudo muito regrado. Que é pra ninguém sair roubando, né? Arrem. A gente não consegue pensar que o cigarro de ontem foi o último pro resto das nossas vidas. Chega que dói no coração da gente. A gente não presta.

Tô lendo um livro que não quero largar nunca mais. Essa semana ainda vou ver se escrevo sobre os últimos livros que andei lendo. Ver se compro finalmente o computador, ver se escaneio umas coisas que andei desenhando. Aos poucos, né? Baby steps.

21.5.08

Caramba

Amanhã é feriado no Brasil e eu nem. Mas aqui é na segunda. Um dos... 3 que tem aqui. Durante o ano todo. Não é contando por semestre, hein? Ai, ai. Quem estará no MSN amanhã para me entreter? Ninguém nunca fala comigo. Mas a esperança não morre jamais.

Será que eu chego a 20 hoje?

Mas é que minha vida consiste em (tentar) tirar comida dos buracos dos dentes (que estavam na horizontal: buracos duplamente maiores), vir pro trabalho e ler o meu Reader e os livros alugados.

"His first thought on getting out of bed—if he had any thought at all–was to get back in again."

Você conhece a Maira Kalman? Eu aluguei The Principles of Uncertainty faz mais ou menos um mês. Porque eu li no Reader sobre a Maira. Porque eu sou viciada e não paro de ler. E vendo o trabalho dela, parece que é fácil ser criativo. Que simplesmente sai assim. Que é só pensar e, pronto, é arte. Que é só pintar e tadá. Os 1000+ itens que eu tenho pra ler no Reader me paralisam mesmo. Eu fico vendo os que as pessoas fazem, desenham, costuram, fotografam, criam. Eu fico só vendo. Não consigo mais fazer nada. Eu saio, eu compro Moleskines, eu compro lápis de cor que são o máximo (nunca pensei que era assim que lápis de cor tinham que ser), eu acho um livro com todos os quadros do Van Gogh na promoção -- junto com o livro de 600 cruzadinhas (impossíveis) e o de caça-palavras que me distraíram quando eu estava muito grogue e weeeeee até pra ler. Mas não consigo nem escrever aqui. Nem estreiar a primeira página do caderno de aquarelas. Ou começar a aprender a lidar com a máquina fotográfica super bacana que eu comprei.

Aliás, assunto totalmente nada a ver com o resto, tava querendo comprar um laptop mas mandei e-mail pro meu irmão, pro namoradinho da minha sobrinha, pro irmão do roomie. Ninguém quer me ajudar a fazer uma configuração legal mas não muito cara. Até pensei em Mac, mas é bem mais caro que PC. Alguém? Alguém?

Acho ridículo

que em 2008, eu só tenha escrito 15 posts. 16 agora.

Pequenas vitórias da vida depois de tirar os 4 sisos de uma vez:

- abrir a boca e perceber que dá pra colocar mais do que a ponta da colher pra dentro; que dá pra, de fato, até colocar um garfo com comida! mastigável!, durinha!, não preciso mais tomar sopa todos os dias (ou vitamina de frutas);
- conseguir botar a língua toda pra fora, modos que dá pra, finalmente! amenjesus!, escovar a parte de trás.

Doeu, pessoal. Mas passou. Um pouco.

20.5.08

Olha, gente, que super!

Clicando aqui, dá pra ler as coisas que eu acho mais bacanas no meu Reader. Pena que ainda não dá pra colocar comentários... Acho que todo mundo deveria ter uma coletânea de Reader pros outros lerem. Se você fizer uma página que nem essa, não esquece de me contar, tá?