20.3.08

Não, sério agora.

Tivesse eu algodão, eu encheria os buracos da minha cabeça pelos quais ouço. Tô ficando louca. Ãããããããin. Pra que falar alto assim? Pra que esse rádio ligado desde às 9 da manhã na mesa da calega que senta na frente da minha mesa, separada apenas por uma meia parede? Por quê? Alguém me perguntou se eu quero ouvir rádio? Alguém me perguntou se eu quero ouvir os grandes sucessos dos anos 90 de que o povo gosta por 8 horas do meu dia? Eu não quero ouvir conversa sobre college basketball. Nem sobre Aruba. Nem sobre criancinhas que são prodígio. Nem quero ouvir NPR que grita do rádio da sala vizinha. Sério. Sério. Sério agora.

Inspiiiira.


Expiiiiiira.

Alguém ainda precisa trabalhar aqui. Que seja eu.

Tava tudo bem. Segunda eu trabalhei só das 11 até a hora de sair. Liguei pro meu tchefe às 6 da madrugada, achando, hoping, que fosse cair na mensagem de voz. Ele atendeu, todo pimpão: "Bem vindaaaaaa!" Mas só tem que ter pamponice e alegria no coração, né?, porque por ele (rarrá) deixei os pastéis de feira, os kratong-tongs e as frutas diliça-baciada-por-um-real. To the face. E ver meus irmãos e menininhas e amiguitos e pais e Cuquilene (que dormiu comigo todos os dias e me reconheceu e fez muita, muita festa e não desgrudava nunca mais de mim: um carrapato, na grudação e no peso). Mas não só a cãzinha me fez festinha, as pessoas também. O bom é que todo mundo dá um jeito de te ver. E, gente, manda boas energias positivas somos-todos-zen, porque minha mãe tá desanimada da vida. Começou a fazer hemo todos os dias. Ou noites, porque começa às 11 hora-de-mimir. Tenho medo de perguntar pra algum ser médico o que isso significa. Ignorance is bliss, corretom?

Aí, por muitos dias o adevogado do mal que tentou fazer minha caveira pro meu tchefe -- inclusive sugerir que ele ia fazer o Beto Marc@ me despedir -- porque eu dedei uma safadeza que ele estava fazendo com a D., a secretária dele. Que eu descobri porque ele grita. Chega sexta, tá rouco. Podia ficar afônico, né? Ia ser um consolo. Loooonga história. Detesto esse fulano. Tenho Ódeo com caps. Fala alto, ouve música no úrtimo, conta pra todo mundo que ele comprou uma casa assim-assado, muitos quartos, minha mulher é psicóloga com phD e inventou todo um ramo novo da psicologia (desordens alimentares -- valeu, hein?, acredito mermo) e o argumento que ele usa pra tudo que ele diz é "sou advogado". Com aquele tonzinho de "como você pode ser tão burro". Eu também estava adeva (porque, sério, não quero *ser* nenhuma profissão, eu sou eu) e sou feliz por não ser babaca que nem você. Mas enfim, o que eu tava dizendo? Acabou minha paz. Porque o fulano estava em Aruba com a família e voltou hoje. Céus. Forças. Pufavô.

Amanhã, diz que é sexta-feira santa. A outra metade do escritório não vem, nem a recepcionista, modos que não haverá pessoas com quem falar no telefone. Assim, clientes, porque com as outras pessoas eu não falo muito. Quase nada, na verdade. O outro moço que trabalha com a gente não vem (e já foi embora hoje). Meu tchefe não vem amanhã, porque ele diz que é judeu, mas vai pra casa da sogra fazer quaisquer atividades de Páscoa que não envolvam comer muito bacalhau que as pessoas façam por aqui. Hoje ele foi pra uma deposition em Nova Jérsei e parece que não volta mais. E vamos dar um crédito pro Marc@ Trouxe uma garrafa de cachaça do alambique da minha família e a gente tomou um trago antes do almoço de segunda, logo que cheguei. Good times.