28.2.08

Minha lista de preferências

Monix e Helê, as Duas Fridas, escreveram as listas delas inspiradas na de Bertold Brecht. Aqui, a minha.

Alegrias, até as mais pequenas
Dores, as que tenham fim.
Casos, os inconseqüentes.
Conselhos, com colo e sorvete.
Meninas, as curiosas.
Mulheres, as suaves e fortes.
Orgasmos, juntos ou sozinha.
Ódios, os passageiros.
Domicílios, nosso travesseiro.
Adeuses, os bem ligeiros.
Artes, as provocativas.
Professores, os apaixonados.
Prazeres, da carne e do espírito.
Projetos, sempre brotando.
Inimigos, que não tenham as armas de Jorge.
Amigos, pra abraçar.
Cores, pros olhos e pros dias.
Meses, de primavera e verão.
Elementos, cuja ordem não altere o resultado.
Divindades, só se você quiser.
Vidas, com trilha sonora e "cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama"*.
Mortes, as fulminantes.

*do Cordel do Fogo Encantado

26.2.08

Pra você ver como vai a parálise, a inércia, como o caso é sério:

Esse linque pra esse móbile lindo e com cara de fácil de fazer em casa está como rascunho no blogger desde fevereiro. Porque eu queria escrever como eu queria fazer um parecido. Tamos quase em junho? Eu nem tinha escrito nada, nem, claro, há um lindo móbile em casa.

25.2.08

Coisa...

...que já fiz mas não faria mais: beber.

A pior bebedeira de todos os tempos na sexta-feira. Com a incrível quantidade de 4 copos de cerveja. Até tomei uma Coca Diet no meio. Mas não fez efeito.

...que fazia e deixei de fazer sem mais nem menos: tomar baldes de café.
...que gostaria de saber: desenhar, costurar essas coisas crafty.
...que gostaria de apertar: a pancinha da Cuquinha.
...que gostaria de fazer agora: ganhar uma super massagem (cabeça, tronco e membros) do menino mais lindo do mundo.

Se bem que, né, ficar deitada de bruços na cama enquanto amassam seu corpor o não é fazer alguma coisa.

...que me dá ênjoo: cheiro de lugar público xixizado em dia de sol e calor, especialmente.
...que gostaria de ter: talento.
...que gostaria de assistir agora: novella das 8, um programa ótimo na GNT ou um bom jogo do São Paulo.
...que me faz rir: o menino mais lindo do mundo; The Office.
...que eu gostaria de não ter: vícios.
...que costumo fazer: pensar obsessivamente em qualquer coisinha que esqueci de fazer ou que fiz errado durante o dia; não me perdoar por pequenos enganos.
...que vou fazer daqui a pouco: ler e assistir Animal Planet.
...que gostaria de fazer daqui a pouco: tomar mais chá do ursinho.

No Brasil, a partir do dia 7 de março, às 8:25 da noite:

  • Abraços no papai, que vai me pegar em GRU
  • Abraços na mamãe, que vai estar me esperando em casa
  • Muita quenturinha
  • Meus irmãos – os melhores do mundo – e minhas sobrinhas – as mais fofas
  • A Cuquinha! Jisuis, minha Cuquinha!
  • A Família Caras (meus amigos da faculdade)
  • A Mi
  • A Marlene
  • Um monte de presentinhos pra dar
  • O Mestiço
  • O Mercado Municipal: pastel e frutas (muitas, que não são tristes e murchas e não levam 2 semanas pra madurar)
  • Almoço no Gopala Prasada
  • São José do Rio Pardo
  • Ilha/zoológico no meio do Rio Pardo
  • Dirigir por aí, sem ter pra onde ir
  • Fotos, fotos, muitas fotos
  • Livraria Cultura do Conjunto Nacional
  • Fazer uma limpeza de dentes
  • Centro da cidade, incuindo 25 de Março
  • Largo de São Francisco
  • Melissinha to go?
  • Liquidação de verão? Vestidinhos? Comprinhas na Filomena?

19.2.08

Livros que amei (ou não): Quase tudo, Darwin e beijos em Manhattan





















Na sala da minha cabeça onde os meus escritores favoritos moram, você pode topar com a Isabel Allende, o Paul Auster e o Bill Bryson. Há outros escritores lá, claro, mas pra essa coluna, são esses que contam. Eu ia escrever sobre os livros da Isabel Allende que andei lendo. Mas deixei o tempo passar e agora já não me lembro de detalhes. Também porque ler Allende em inglês não tem a mesma graça. Encontrei versões em espanhol disponíveis pra baixar ou ler online e tô toda felizinha. Acho que ler livros dela é mais ou menos como ver filmes do Woody Allen. Você sabe que eles são filmes dele. Você espera vê-lo no filme sendo quase que ele mesmo, ou alguém fazendo o papel de Woody. Não precisa ser totalmente surpreende. Dá até um certo conforto quentinho.

Daí eu comecei a ler um livro sobre darwinismo e evolução. Que me lembrou muito o primeiro livro que eu li do Bill Bryson -- desde como o Universo surgiu até coisas mais modernosas. Mistura curiosidades biográficas com fatos científicos com graça e explica coisas complicadíssimas como se fosse pra crianças. Tipo aquela coisa tempo, espaço do Einstein? Que eu não consigo entender de maneira alguma nessa vida. É cheio de coisinhas que são tão úteis em conversas de bar. Tipo, você sabia que os cientistas não conseguem explicar até hoje como as placas tectônicas se movem? Ou como os bichos sobreviveram à era glacial? Sempre que eu começo a discutir esses assuntos, eu lembro desse livro e clamo o nome de Bill Bryson, como se eu pudesse usar o nome dele to throw around argumentos de autoridade. Enfim. Lots of fun. Eu li em português e a tradução não parece com livro de banca. É muito boa. Se joga, tá?

Sobre o outro livro, que me fez lembrar do primeiro livro do Bil que eu li (li vários outros desde então e ele é um dos meus heróis): leia. Entre outras coisas, fala sobre como vários comportamentos humanos podem ser explicados através da teoria da evolução. Não é pop tipo, sei lá, Por que os homens mentem e as mulheres choram?, mas é escrito pra pessoas normais que não são gênias da ciência. Não conseguia largar nunca mais. Os 15 minutos de commute nunca eram suficientes e fui dormir muitas noites xingando o livro porque, de novo, a hora de eu ir dormir tinha passado de velho porque eu tinha que ler mais um capítulo. Eu sou velha assim. Eu tenho minha hora de ir dormizinho.

O mesmo fênomeno de ir pra cama muito tarde aconteceu com Kissing in Manhattan. O autor é conhecido pelos contos. Eu não sou fã de contos: comecei a ler muito desconfiada e com aquela má vontade de "não li e não gostei, quero meus livrinhos bobos de amor pra não pensar nunca mais, por favor". De contos, gosto assim, da Lygia Fagundes Telles, porque ela é tão fofa e estranha. No mais, eu quero estar com os personagens por muito mais tempo que 10 ou 15 páginas. Kissing in Manhattan parace um punhado de contos, que na verdade são capítulos em que os personagens reaparecem pra você acabar sabendo o que aconteceu com eles. Pra alguns, basta saber "e foram felizes pra sempre". Sobre outros, você quer saber muito mais. Pra mim, esse livro tem momentos ternurinha de Amelie com bizarrices verossimilhantes de Paul Auster. Como não gostar de um personagem que fala com o elevador Otis? Como não ler mais sobre um homem que gosta de praticar bondage, pra compensar pela morte de um irmão? Como não querer nunca mais que o livro acaba quando você está lendo sobre um homem que vê dentro das pessoas? Como em livros de Paul Auster -- que o herege do menino mais lindo do mundo acha que são parados porque não acontece nada na história -- tudo é descrito com detalhes que fazem os personagem pop out from the page (ó, clichê!) e, como em Amelie, os detalhes parecem tão insifignificantes em sua ternurice. Li em dois dias e fiquei economizando muito. Fiquei fazendo ai-ai quando cheguei na estação, depois de um dia blé de trabalho. Fazia frio e ventava.

7.2.08

Sinal de menor, número três (arábico, não romano)

30 de janeiro de 2008: carinho no gato que eu chamei pra vir na varanda - escrevi uma carta em espanhol - vi um ratinho na cozinha do escritório

27 de janeiro de 2008: o perfume de jacinto da vela de cera de abelha - o cacto vermelho

31 de janeiro de 2008: um homem jogando farelo de pão no chão, pros pombos, que rodearam o homem; ele estava tentando tirar fotos, bem de perto; tapinha de luva do homem do trem; a neblina em volta da torre do City Hall

1 fevereiro de 2008: os pôsteres da exposição da Frida Kahlo no Concourse - fatia de bolo de baunilha com recheio e cobertura de pudim de chocolate

28 de janeiro de 2008: post-it que o Qui escondeu com a minha marmita dizendo "You are C and I <3 you"

4 de fevereiro de 2008: sensação de dever cumprido (terminei de ler o livrinho pra fazer o teste de motorista)

6 de fevereiro de 2008: ligação do Brasil: surpresa! Era a Mi!; 2 cumbucas de caldinho de feijão

3 de fevereiro de 2008: cheirinho de lençol limpo, de sabão em pó, quando eu fui dormir

7 de fevereiro de 2008: massaginha antes de tirar uma soneca; perceber que por mais que eu clique nos itens novos do Reader, sempre tem coisas bonitas, criativas, legais, inusitadas pra eu ler

4.2.08

Minha bolsa - um meme?

Pode virar, hein? Se bem que se todo mundo for detalhar que nem eu detalhei: cansa. Fiquei me achando uma técnica forense (qualé a profissão?), anotando detalhes (endereços, troco, quanto gastei, hora e data - aqui não vou colocar porque tô pensando num projetinho bacana). Só faltou pegar nas coisas com luvinhas.

Esvaziei minha bolsa porque tava pesada por demais. E encontrei:

  • chaveiro de girafa com chave de casa, do escritório e do banheiro do escritório;
  • isqueiro e maço de cigarros (Marlboro Laites);
  • canetas
  • carteira amarela (15 dólares, dois clips, 1 penny, cartão de Seguro Social, green card, cartão do plano de saúde, do banco, carteira de motorista do Brasil, vários recibos de banco, passes de trem e uma etiqueta com minha foto pra entrar num prédio aqui perto), bolsinha de moedas e passe pra entrar no prédio pela estação de trem;
  • crachá com foto pra entrar no City Hall;
  • entrada pro zoológico de Phoenix;
  • entrada pra ver Juno no Ritz at the Bourse;
  • post-it azul com o número de telefone do menino mais lindo do mundo (pro caso de o celular não funcionar - não sei telefone de ninguém de cor) e anotações de trabalho (levar transcrições do depoimento de Fulana pro prédio x, tal andar);
  • recibo da loja onde a gente comprou o presente de Natal da irmã do menino mais lindo do mundo (urbãyn);
  • papel de chiclete;
  • 2 entradas pra ver Sweeney Todd em Chandler, AZ;
  • cartãozinho pra marcar a extração dos dentes do siso;
  • uma lista de tudo que pode dar de errado nessa cirurgia;
  • uma lista com documentários que eu quer/quero ver (Deep Blue, Winged Migration, Amazing Journeys; Microcosmos; Iraq in Fragments, Dear America: Letters from Vietnam);
  • recibo: cacto vermelho que eu comprei no Reading Terminal;
  • recibo do restaurante mexicano em Arizona (Serrano's);
  • recibo do 7 Eleven (comprei Gatorade e Trident);
  • recibo de estacionamento (dum dia de verão em que a gente foi pro parque);
  • 3 xerox de matérias sobre o restaurante de comida afegã (peguei porque fiquei com dó de ninguém nunca pegar);
  • um marcador de livro;
  • post-it verde com o endereço do consultório da minha médica;
  • recibo da Wine & Spirits (Yellow Tail Cabernet);
  • post-it com o endereço do trabalho da Mi;
  • um saquinho de papel onde estava o cartão de Natal que eu mandei pra Mi;
  • recibo do The Art Institute of Philadelphia (canetas, sketchbook, borracha, estilete, bloco de Canson);
  • 1 par de luvas pretas
  • 1 lapizinho da Ikea;
  • 1 latinha de mentas Altoids;
  • receita de pavê*;
  • 1 saquinho com meu talão de cheques, passaporte, carteira internacional de motorista e um envelope em branco, dobrado);
  • Trident sabor original e sabor Tropical Twist;
  • lipgloss sabor açúcar de bordo e Burt's Bees (melancia);
  • 1 telefone celular;
  • lista de livros (incompleta) que eu li desde outubro de 2006 (no verso: Joseph L. Hassett); e
  • 2 pilhas da máquina fotográfica.
*Não testei e não lembro de onde eu peguei (quem tiver uma boa sem usar leite condensado, me passa?)

3 xíc. chá leite; 4 colheres sopa açúcar; 3 gemas; 1/2 xíc. chá cacau em pó; 3 colh. sopa de amido de milho; 2 colh. sopa de manteiga; 200g de uvas passa; biscoitos; 1 xíc. leite, 2 colheres de licor: leite + açúcar + gemas + cacau + amido de milho em fogo baixo até cozinhar. Retirar do fogo, juntar a manteiga e misturar.