28.9.07

O cardápio da semana

Com tudo isso que comprei no mercado, essa semana as minhas marmitas vieram com:

Segunda-feira: arroz e feijão, e legumes. Nhé. Nada demais e ficou faltando sal. Mas ouquei, foi o menino mais lindo do mundo quem fez, a gente dá um desconto. Estava suficientemente bom pra encher a pança. Eu ainda não tinha ido ao mercado, então a gente só tinha sobras.

Terça-feira: espaguete com molho de curry. Quer a receita? É fácil.

Quarta-feira: bife rolê (que eu fiz na maravilhosa panela de pressão) com purê de batata-doce (que a gente cozinhou também na sensacional panela de pressão) e arroz. Preciso aprender a fazer purê de batata-doce.

Quinta-feira: porco com cebola e berinjela e tomates com tempero indiano.

Sexta-feira: farofa com sobra de porco e cenoura raladinha e pimentões recheados com arroz.

25.9.07

Lista de compras

  • bifes fininhos
  • bacon
  • carne de porco
  • tofu
  • batatas doce
  • beringelas (olhei no dicionário de português de Portugal, nunca sei como escreve) berinjelas
  • cenouras
  • pimentões verdes
  • 1 pimentão vermelho
  • tomates
  • vagem
  • salsinha
  • caldo de carne
  • 1 latona de tomates picados
  • 1 pote de alho
  • 2 latas de milho verde
  • feijão
  • arroz (caixinhas: primavera, carne com macarrãozinho e mexicano)
  • queijo ralado
  • tumérico (turmérico?: açafrão da Índia)
  • sal
  • azeite de oliva
  • pipoca
  • banana
  • pêssegos

Em casa, eu tinha:um pacote de ervilhas congeladas e 1 lata de creme-de-leite. Você consegue adivinhar o cardápio da semana?

21.9.07

Presente de desaniversário

Como diria meu amigo Luiz com Z. Sim, porque ontem, 20 de setembro, né? E eu fiz anos em abril? Cheguei em casa e não vi nada de diferente. Só depois de tomar banho e fazer janta - e conseqüentemente minha marmitinha (grão de bico, feijão branco, com cebola, bacon e lingüiça italiana - que eu não colocaria não fosse a demanda do público masculino em nossa casinha: perdão, bichinhos do mundo que viram comida!, perdão Renata!), vi a caixa tamanho jumbo no sofá, na sala-de-estar.

Minha panela de pressão!

\o\ ... |o| ... \o/ ... /o/

Diga adeus a batatas que levam mais de hora pra ficarem macias!, a feijões que a gente põe de molho, mas que mesmo assim levam toda uma vida pra ficarem gostosos (com muito alho e 2 folhinhas de lour)!, diga olá a bifê rolê (perdão, bichinhos, perdão, Renata, mas tem gosto de comidinha da mamãe, a domingo com as menininhas mas fofurinhas, a abraço dos irmãos), a beterrabas tenras, prontas assim, num piscar de olhos. Meu presente de aniversário!


Quando foi que eu virei minha mãe? Só mãe que fica feliz com coisa de casa, pensava eu. Dia das Mães, a gente dando, sei lá, batedeira, ou por outra, um multiprocessador. Eu contente porque o menino mais lindo do mundo me comprou uma panela de pressão! Eu tinha outras sugestões também. Tipo os muitos linques com coisas que eu acho bonitas e que eu coloco em janelinhas do Gchat. Um pijaminha do Mutts (ele diz: quando você veio, eu ia te dar uma camiseta), umas câmeras fotográficas, uns livros, enfim, coisas de menina – e não de mãe (que sou só de um ser canino). Mas essa panela eu mostrei pra ele e ele pediu pra eu mandar por correio eletrônico. O comentário de Jota foi: “Boa sorte” e um ar de desdém, como quem pensa: amanhã não estaremos mais aqui, a cozinha vai explodir, um tal pavor da panela. Deixa comigo, Jota, deixa. Agora eu sou uma pessoa que fica feliz porque ganha panelas de pressão!

20.9.07

Curtas

Tá fazendo um dia de outono, que pra mim é igual a inverno em São Paulo. Tô usando saia lápis e eu fico andando igual uma gueixa. É um saco. Aqueles passinhos bem miudinhos. Às vezes eu puxo a saia pra cima pra andar melhor. Pra subir escada. Anteontem, na estação de trem, tinha alguém tocando My favorite things na flauta. Combinou com o solzinho que estava fazendo lá fora. Quando eu pego o trem pra casa, à tarde, tem sempre um moço vendendo buquês de flores. Ontem, um moço tocando violino. Desci a escada pra plataforma cantandinho.

Aqui ninguém anda rápido que nem em São Paulo. Enfiei nos sapatos pés de meia úmidos pra ver se alargava um pouco. Hoje eu não vim de Adidas, vim com o tal sapato alto que eu trouxe do Brasil e nunca usei porque estava apertado. E porque eu já estava me acostumando com a vida de só andar de Adidas, sandália feia de americana em seriado na TV, ou Havaianas. Vamos ver se as meias bafufadas deram jeito no aperto do sapato. E estou usando meia-calça fumê, o que é bom, porque esconde as marcas de mordidas de pernilongo. Dias atrás, tomei umas 24 numa noite só. Assim, em ciclos de 3 dias, essa foi a minha vida no verão. Ir dormir e acordar com as pernas tão mordidas que parecem meia-calça de petits pois. Não é bonito, não é gostoso.

Nossa professora russa de francês teve um nenê semana passada. Anastacia: o nenê, não a professora. A professora se chama Anna. Eu não gosto de aprender francês, então eu não aprendo. Mas eu vou porque o menino mais lindo do mundo me pediu. Ele precisa porque um dia ele quer trabalhar na ONU ou numa ONG ou num país da África.

Já tô com fome, mas nem são 11 horas ainda. Eu trouxe risoto falso que eu fiz ontem de marmita. E uma Max*Cola, que é igualzinha a Coca Diet antiga. Quando eu vou na cozinha almoçar, sempre fico de butuca pra ver se não tem ninguém lá. A última vez que as pessoas do escritório estavam lá, estavam todas falando mal de uma secretária que trabalhava aqui. Acho válido falar mal, desde que seja *eu* (ou alguém de quem eu goste) que esteja falando mal - rorrô. E a última vez que tive uma interação de almoço, a conversa era sobre Harley Davidsons dos maridos/namorados e as jaquetas, capacetes e essas coisas. Fiquei evitativa, nén? Comecei a levar comigo o livro que antes era só do trem.

Já tenho que ir ao banheiro de novo. Aqui no escritório está mais frio que na rua.

19.9.07

Coisas inúteis que eu poderia não ter contado pra ninguém, mas que eu vou contar mesmo assim LXII

Acho que sofre de um caso leve de TOC. De acordo com aquele sítio, se eu responder afirmativamente a uma ou mais dessas frases, eu posso realmente ser compulsiva. Vejamos:

• Preocupo-me demais com sujeira, germes, contaminação, pó ou doenças.: Sou limpinha, mas aprendi a entregar pra JC a sujeira da minha casa, como uma oferenda. Se ele me conceder a graça da vida num mundo que não conhece o que um rodo e um pano de chão podem fazer por você, já estou satisfeita.

• Lavo as mãos a todo o momento ou de forma exagerada.: Até que eu tenho vontade, hein? Mas o banheiro do escritório fica longe.

• Tomo vários banhos por dia ou demoro demasiadamente no banho.: Não, às vezes eu até pulo um dia, quando está muito frio.

• Verifico portas e janelas mais do que o necessário.: Não, mas tenho com chave e o passe de trem. Em casa, antes de sair: Eu peguei a chave? Onde eu pus? Tá no bolsinho pequeno dentro da bolsa? E o passe? Tá no bolsinho? Na varanda: Eu peguei a chave, né? Tá no bolsinho? E o passe tá junto? Na estação de trem, a mesma coisa.

• Minha mente é invadida por pensamentos desagradáveis e impróprios, que me causam aflição e que nem sempre consigo afastá-los.: Mmmm, pensar no trabalho antes de ir dormir, no banho, ou sonhar com trabalho conta?

• Tenho sempre muitas dúvidas, repetindo várias vezes a mesma tarefa ou pergunta para ter certeza de que não vou errar.: Aijisuis, sim.

• Preocupo-me demais com a ordem, o alinhamento ou simetria das coisas, e fico aflito(a) quando estão fora do lugar.: Quando eu vou ao supermercado ou a lojas e vejo coisas fora do lugar, eu arrumo. Quando eu chego no trabalho, tem uma ordem pra tudo: café do lado direito da mesa, com a banana. Ligo o computador. Vou na cozinha e guardo a marmita na geladeira. Volto e abro Outlook, IE para o Google Calendar e Firefox pra Gmail e Google Web. Verifico os recados na secretária eletrônica. No banho, tem ordem pras coisas: começo de cima e termino embaixo. Quando a vou ao banheiro de lugar público em que eu já estive antes, sempre vou na mesma cabininha.

• Necessito contar enquanto estou fazendo coisas.: Gentê, eu conto passos, sempre. Tô andando, quando eu vou ver, tô contando quantos passos eu estou dando.

• Guardo coisas inúteis (jornais velhos, caixas vazias, sapatos ou roupas velhas) e tenho muita dificuldade em desfazer-me delas.: Se eu disser livros, conta? Não consigo me desfazer de livros, mesmo que eu não tenha gostado tanto assim. Roupas: até que eu consigo jogar fora, considerando o tamanho da minha mala pra vir pra cá (não muito grande pra uma vida de roupas). Sapatos: gentê, larguei quase todos os que eu tinha no Brasil.

Sanatorinhos já?

18.9.07

Coisas inúteis LXI

Acho que o último post "Coisas inúteis sobre mim mesma que eu poderia não contar pra ninguém mas que eu vou contar mesmo assim" foi publicado em 2003. 2003, gentê!, como me sinto velha... Com um blog que, em endereços diferentes, tem 6 anos e alguns meses. Ou quando você percebe que sua sobrinha vai pro primeiro colegial no ano que vem, ou quando você percebe que você fala "colegial", em vez de 2º grau ou ensino médio. Ãin.

Enfim. Coisas inúteis sobre mim mesma que eu poderia não contar pra ninguém mas que eu vou contar mesmo assim LXI

Adoro tirar caca do nariz. Adoro! Não vou mentir e dizer que eu sou uma dama. Eu cutuco mema. O menino mais lindo do mundo inclusive disse que já me viu várias vezes escarafunchando. Melhor terapia, gentê, depois de um dia de trabalho. Chega em casa, lava as mãos, tira os sapatos (lava os pés, se tiver chulé), deita na cama com um livro e tira caca. Depois você vai me agradecer.

17.9.07

Mão de vaca

Sou deveras mão de vaca. Não sei por quê eu sou assim. Acho que os ensinamentos de meu pai marxista ficaram guardados pra sempre dentro de mim. Eu sou o que eu produzo, né isso? Como criança só produz desenhos e brincadeiras e risadas e bagunça, tive que agüentar as consequências. Na escola, eu era a única que tinha a calça jeans santropeito da moda que não era de marca, o tênis da moda que não era de marca, essas coisas. Genéricos. Sabe?, os sofrimentos tão dolorosos de uma caçula de classe média com pai que é marxista. Eu já contei da Barbie, né?(*) Pra você ter uma idéia das cicatrizes emocionais, gentê.

Eu tenho necessidade de economizar. O plano é fazer comida todo dia e trazer marmita no dia seguinte. A gente gasta uns... 90 dólares (em média) pra fazer comida de segunda até quinta. Fico passando privações no setor lazer (como se, né?, eu fosse gastar muito dinheiro pra ir, sei lá, dançar ou assistir filmão no cinema). Aí pra economizar com livros (paperback custa uma média de 14 dólares cada, tornando proibitivo o hábito da leitura pra pessoas que não ganham muitos dinheiros e gostam muito de ler), eu assinei Bookswim, que é um serviço de aluguel de livros. O acervo ainda não é dos maiores, tô tendo muita dificuldade de encontrar coisas que eu realmente queira ler. Aí, né, gentê?, faz um favor? Dá uma olhada e me diz o que você leria. Pra fazer o dinheiro valer. Deixe sua dica, ixifaizfavoire.
(*) Dezembro 5, 2002
Coisas inúteis sobre mim mesma que eu poderia não contar para ninguém mas que eu vou contar mesmo assim XIX

Descobri toda a fonte de meus problemas. Dizia ontem meu amigo Didi que os narcisistas sofreram qualquer coisa durante a infância que o fizeram tornarem-se adultos assim (ficou de me mandar o texto que leu a respeito). Meu trama foi não ter ganhado uma boneca Barbie enquanto era tempo. No recreio, as meninas se reuniam, davam as mãos, carregando na outra, que não estava enlaçada com a mão da amiga, uma sacolinha com apetrechinhos pink e de lamê. Mas eu, não tinha a quem dar a mão, porque aparecia com uma Susi que tinha pertencido à minha irmã, apenas 12 anos mais velha que eu. E o que são 12 anos para uma criança?

As meninas faziam uma roda para dramatizar situações. A Susi, aquela bonequinha cabeçuda e que ainda por cima não tinha nem mesmo uma troca de roupa, dependendo somente dos trapos da minha mãe para poder se vestir diferente. Sim, porque não havia apetrechinhos para uma boneca que nem sequer era fabricada ainda. Eu fazia papéis secundários. Servia cafezinhos, abria a porta, dizia que a dona da casa já estava descendo. Ou era só figurante. Passava na rua enquanto a Barbie passeava com o Ken em seu carrão. Ou até era convidada para o chá com todas aquelas Barbies, mas não podia dizer "a". Era muda de nascença, coitada, as madames comentavam.

16.9.07

Cõrina

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13.9.07

O tchefe

Meu tchefe é alto, médio-alto, e tem mania de desentortar clipes pra papel. His stuff is all over the place. Você não consegue fazer uma idéia. Se alguma vez você visitou meu quarto no Brasil, e sabe como era, saiba agora que o escritório dele é assim o meu quarto elevado à 5 potência. Vou chamá-lo de Beto, daí você já sabe qual é o nome dele. E o sobrenome é Marrca.

Coloquei outro "r" pro caso, né?, dele me googlar de novo. Sim, porque na entrevista eu disse que eu sabia de um caso dele e ele: "I googled you right back". Como assim? As pessoas agoram assumem publicamente? Desde quando a gente pode sair dizendo por aí que googla todo mundo? De qualquer modo, se ele chegar aqui, ele vai saber que estou falando dele, porque vai traduzir tchefe e vai ver a frase em inglês. Suspiiiiro. Ninguém está livre, minha gente, do constante olhar vigilante das pessoas que paranoicamente cremos que estão stalking a gente. Ou dispostas a.

Eu estou convencida de que ele me contratou porque eu fui a candidata que pediu menos dinheiro (na primeira semana de trabalho, os cvs das pessoas estavam em cima da mesa, fui obrigada a olhar, né?). Pessoas, assim, todas falantes nativas de inglês, e inclusive com mais experiência do que eu (o que era tipo a coisa mais fácil, já que eu tinha zero - apesar de ter escrito que, né?, estagiária de Direito no Brasil é mais ou menos isso aí).

Na primeira semana, a Cõrina estava me ensinando tudo o que podia ensinar. Eu só fazia coisinha ou outra e seguia a Cõrina pra lá e pra cá. Inclusive eu cometi a brasilidade total de convidá-la pra almoçar comigo, já que nenhuma alma boa faz isso pela gente por aqui. Ou melhor, a D. fez. A gente combinou, no dia seguinte eu não levei marmita porque ia sair com ela, mas ela desmarcou! Fiquei tão beicinho, porque eu tava muito pronta pra sair e falar com pessoas outras que não as moradoras de meu lar, nem os aluninhos da escola.

Enfim, foi na primeira semana de trabalho também que eu entrei na sala do meu tchefe pra dar um recado e ele estava chorando. Voltei nos carcanhá: "O que você fez com ele, Cõrina?" --- ela riu um pouquinho. Porque ela estava lá trancada com ele fazia pouquinho.

Meu tchefe acha que eu sou tchefe dele, tenho impressão. Numa segunda, ele chegou ao meio-dia e tanto e me encontrou na recepção, porque eu estava cobrindo o break da secretária. "Ontem eu não conseguia dormir de jeito nenhum e tomei um comprimidos. Quando vi, gentê, 11 e tanto! A manhã toda já foi!" - isso porque ele chega não antes das 10:25:54, a não ser que ele realmente tenha que. Seja obrigado a. Geralmente por ad(e)vogados das outras partes, que chegam no escritório às 9 e marcam reuniões para esses horários. Acho também super válido, hein? Porque ele quer aproveitar a vida, aproveitar as filhinhas antes delas irem pra escola de manhã, não quer viver toda uma vida consumida na tristeza de trabalhar sem parar e não ter vida após o horário comercial, ou melhor, não quer que a vida toda se resuma ao horário comercial. Admiro: porque ele teve coragem de dizer isso pra mim logo na entrevista. Numa sexta, ele veio assim fazendo círculos na barriga, tipo quando você tenta esfregar uma mão na barriga e outra na cabeça, girando em sentidos opostos, e fazendo voz de manha: "acho que eu comi alguma coisa que me fez mal... tô indo pra casa". Outra vez, ele ligou de casa quando também já lá se iam 4 horas de trabalho pela manhã, pra avisar que "não estava se sentindo muito bem". Consola, né?, saber que ele conta essas lorotas, porque quando for a minha vez... Mas também há as vezes em que ele simplesmente diz que vai tirar a sexta de folga porque vai pra praia, o que acho mais válido ainda. Se eu fosse ele, eu ia me-ma.

Que mais eu posso contar dele? Às vezes ele se tranca no escritório dele. E lá permanece trancado. Quando eu digo trancado, não é que a porta esteja fechada. Ele passa a chave mesmo. Quando abre a porta, está cheirando a Bom Ar. Não sei o que ele faz, são muito misteriosas as circunstâncias porta-fechadura. Brian acha que ele fuma escondido. Talvez até outro tipo de cigarro? Cogitei também a hipótese dele assistir filminhos com pessoas engajadas no ato sequiçual na internet. Porque há uma toalhinha que ele traz numa malinha misteriosa, que quando a porta se abre está fora da malinha, não sei pra quê ele traz a tal da toalhinha.

Ah, se Beto Marrca chegar até aqui, tenho duas palavras pra ele: Oinc, oinc (que disseram pra ele que era hello em português).

11.9.07

Velhinha

Cheguei em casa ontem ontem e fiz namatamago (basicamente, arroz super quente a que se mistura ovo batido com shoyu, modos que o resultado é ovo cru com arroz) e fui ver tevê. Nada, nada de interessante, nada de bom. Não dava pra assistir, sei lá Dog Whisperer ou Meerkat Manor, minhas obsessões atuais (e que eu peço pro Ti.Vo) gravar pra mim, porque um dos roommates estava de cama na sala. Fiz um desenho da Cõrina. Pintei com lápis aquarelável e tudo. Depois ponho aqui (quando, óbvio, ninguém nem mais lembrar quem é a tal Cõrina). Mandei e-mail pra ela hoje, dizendo "tem umas revistas pra você aqui e acho que umas contas também - quer que eu guarde?"). Ainda não respondeu. Quando vi, meia-noite!, me dá aquele desespero de quem não vai descansar o suficiente.

Quando dá umas 10 da noite, eu acho que já tá na hora de ir dormir. Veja você, agora são 9:46, tô prontinha. O corpo está, mas ainda não me troquei nem fui escovar os dentes porque um dos roomies acabou de fazer um No. 2 que impede a entrada no recinto se você tiver um nariz que funciona. Acendi uma vela de canela aqui no quarto.

Hoje foi um dia chatinho no trabalho. O primeiro dia nhé desde que comecei. Todo mundo de mau humor, acabou me contagiando. Aquelas mis coisinhas que você tem que fazer mas não consegue porque as pessoas não atendem o telefone ou não retornam ligação. Fui transferir ligações, fulano grita: "Quê?", "Quem é!", não tô podendo, hein?

Cheguei em casa e não queria ir pro supermercado de jeito nenhum. Sendo que nada havia que pudesse se transformar em refeição (a janta dos desesperados tinha sido o namatamago de ontem). Tentei chantagem emocional com o menino mais lindo do bonito, mas a dele foi melhor ("quando você está doente ou cansada como eu estou hoje, eu vou no mercado..." - imagine olhinhos tristes e queixo tremendo, com biquinho). Engoli o cansaço e fui. Aí o roommate mais rico e que não compra nada pra casa me pede pra comprar toalhas de papel. Ouquei, comprei 6 rolos, porque 2 parecia muito ridica, mas também não vou comprar 8. É sério, é preciso deixar as coisas realmente acabarem pra alguém resolver. Eu sou daquelas que faz a lista antes de as coisas acabarem, tipo: tem 3 rolos de papel higiênico?, tá na lista, 2 sabonetes?, lista. Depois pediu pra comprar desinfetante, por mensagem de texto, o que muito me espantou, porque quem é que limpa alguma coisa naquela casa? Nunca vi ninguém usar nenhum produto de limpeza, tocar paninhos de chão ou aspirar mais além das 4 linhas que formam as fronteiras de seus respectivos quartos. A não ser, claro, pelo menino mais lindo do mundo e eu. Aí foi me dando bode. Sou super a favor de dividir, viva a vida comunal!, mas não tem muita graça quando a gente compra tudo - sabonete Dove, papel higiênico, toalha de papel, comidas (que eu faço pra todo mundo e não só pra mim) e etc., quando em troca a gente recebe um pack de Coca-Cola genérica (mas também não vou ser má e deixar de dizer que é meu refrigerante preferido: parece Coca-Cola diet com fórmula antiga) ou uma conta do bar em troca.

Aí fui fazer pesto. Porque era rapidão, só tacar tudo no processador, né? O menino mais lindo do mundo se ofereceu pra ajudar, e eu disse: "você está encarregado de cozinhar o espaguete". Aí a água ferve, ele coloca o espaguete lá, enquanto isso eu estou lutando com as medidas pro pesto (de espinafre, manjericão e nozes) ficar menos duro que concreto armado. Ele vai assistir tevê, lógico que não está vigiando a panela. Ele vem, cutuca lá dentro e diz: "tá pronto" e vai ver tevê de novo. Mas hein? Lógica lusitana pra cima de mim? Tirei o escorredor de dentro do armário bufandinho e, quando já tava quase pegando nas alcinhas da panela, levei o pano de prato na sala. Ah, pelamor de JC!, se o macarrão tá cozido, você não escorre?, não pega o escorredor? Duplo bode, mas bodinho. Tá doente, mas anda descalço, toma chá quente e depois chupa picolé. Ãin, cansa.

Resolvi criar um book club com os aluninhos, já estou achando que fiz besteira. Tenho que ler um livro de que eu não gostei (e que eu sugeri só pra economizar e não ter que comprar outro), mas tenho que ficar 1 hora à toa na cidade antes de ir pro Star*bucks onde a gente vai se encontrar. Ãin. Eu gosto dos aluninhos, sério!, e eles podiam ser meus próprios amiguinhos (em vez de amigos do menino mais lindo do mundo que são dele, mas não meus e que, pra ser honesta, não são as minhas pessoas preferidas no mundo), mas já tô ficando cansada de ir (sendo que o primeiro encontro é na quinta agora, nem começou a coisa).

Enfim, acho que é hora de ir dormir. Não posso nem ler outro livro legal porque quando esse acabar só vai ter livro de guerra ou de samurai ou de mistério no Japão pra ler. Boa noite.

Inhone

Seguinda a onda de paranóia que me assola, mudei meu nominho pra Inhone. Era assim que minhas sobrinhinhas me chamavam quando eram pequeninhas e não conseguiam falar meu nome. Tia Inhone.

Amigos II

Depois tem a D. (veja bem que disfarcei o nome, tô disfarçando tudo esses dias – o medo!, a paranóia!) . Minha outra pretê. Pretê-amiga, né?, não assim uma coisa velcro-velcro (aliás, apóio as pessoas todas do mundo - você sabe - a fazerem chave-fechadura, fechadura-fechadura, chave-chave, etc., o importante é amar e ser amado, e tentar, sempre). Ela tem 42 anos. Semana retrasada, ela descobriu que a carteira de motorista tinha sido suspensa por causa de uma multa que ela recebeu em 1992 e não tinha pago. Ela ligou i-me-di-a-ta-men-te pro marido dela, chorando, "é um pesadelo!, um pesadelo!!!!!", soluçando. Depois ligou pra melhor amiga e disse que o marido dela não a entende, porque ele disse, “gentê, a gente dá um jeito nisso, não esquenta a cabeça”. Aí ela ri uma risada estranha, meio de gente douda. Mas hein? Ela precisa perder 15 quilos e que começar a fazer dieta, na próxima segunda-feira, sempre.
Outro dia ela ligou pro coleguinha de trabalho, pra avisar que ia chegar atrasada. O coleguinha, que nunca usa o telefone que nem gente normal, mas sempre - sempre!, que inferno! - no viva-voz, ouve que ela está "tendo problemas de mulher". Turns out, mais tarde, ela fala com o chefe dela no telefone, e confessa que está constipada e com piripiri, tudo ao mesmo tempo agora. Pra mim, ela conta mais detalhes - sobre os quais eu não estava realmente curiosa, e dos quais eu gostaria imensamente de ter sido poupada. Ela tomou laxativo e, quando chegou no escritório e abundou-se em sua cadeira, sentiu aquela urgência. Ocorre que o banheiro do escritório é dividido com os demais escritórios do andar, modos que, de nossos cubículos até o banheiro, vai uma distância equivalente aí a um quarteirão. Chega lá, a fechadura não é lá muito católica, a gente vira a chave rezando pra porta abrir agoura!, mas sempre demora mais do que 20 segundos, e tenho certeza de que ela rezou com muita fé naquele dia, mas não houve tempo. E tipo, vazou um pouquinho. E ela teve que ir comprar underwear, com muita urgência.
(Aposto que você também queria que eu não tivesse contado os detalhes.)
Ela liga pro marido dela umas 5 vezes por dia (ou mais).
1. "A comida está na geladeira."
2. "Por que você está tão agressivo? Você não me ouve!!!!". Desliga na cara.
3. "É um pesadelo!!!!!"
4. "Meu chefe vai no jogo de [insira qualquer esporte chato aqui] hoje".
5. Soluços. Ou fofocas, bem baixinho. Ou uma combinação dos dois. Ou, sei lá, os problemas do fiho na escola.
Outras: qualquer combinação que envolva o que acima está descrito.
Ela me explicou que é muito difícil ter 42 anos. Que coisas acontecem com você. Que você não é senhora de si. Simpatizo. Essa semana, ela saiu mais cedo porque queria ir buscar o filho na escola no primeiro dia de aula. O chefe dela arregalou dois olhões assim, né?, pra pegar o filho na escola? Eles tinham combinado, na entrevista, que o horário ia ser flexível, mas não sei exatamente quais os termos. E no dia seguinte, ela falou pra todo mundo - todas as secretárias unidas, e todos os 2 coleguinhas de trabalho dela -, que estava com raivinha do chefe, que o mundo é injusto!, que sabe onde ele estava que não tinha chegado até agora?, você não vai acreditar, na sessão de orientação do prezinho da filhinha dele, mas que ela, ela!, não podia sair 2 horas mais cedo, etc. Tipo, mas ele é seu chefe?, e você trabalha pra ele? Não sei, pareceu a mim que alguém carecia de explicar, mas me abstive. Que ela já estava procurando outro emprego. Faz nem 2 meses que ela trabalha lá. Me dá um certo cansaço de alma. Mas no fim, deu tudo certo. Ela conversou com uma amiga, eu dei uns conselhos (porque não aguentei), do tipo: keep your private stuff to yourself, converse com o chefe antes de fazer qualquer coisa, não confie em pessoas que você não conhece, yadda yadda. E tudo se resolveu em 5 minutos de conversa com o chefe. Ta-dá!
E essa era a possível amiga No. 2. Talvez ainda seja, né?

10.9.07

Amigos I

Difícil de fazer aqui, hein? Primeiro porque eu não tinha pra onde ir. Ninguém precisa sair de casa pra assistir ER, lavar louça, fazer jantar, essas coisas. Os amigos do menino mais lindo do mundo são os amigos do menino mais lindo do mundo. Não meus. E eu me esforço pra gostar muito deles, como se fossem meus, mas não rola. Quem vai me aconselhar quando eu tô pê da vida, tipo música do Dominó (dor nas costas, hein, gentê, é a idade! Dominó?!)? Quem vai escutar minhas reclamações ou ouvir sobre meu banzo? Ou ouvir sobre meu dia?

Aí meu coraçãozinho se encheu de esperança quando eu consegui o emprego e eu tinha duas possíveis amigas. Uma sendo uns 10 anos mais nova que eu, a outra sendo 12 anos mais velha. Pra você ver. A primeira é a mocinha que eu fui substituir, a Karina, que aqui se diz Cõrina. Essa mocinha, juro, queria poder colocar linque pra você ver as fotos e julgar por si. Mas tenho medinho. Medo de internet me deu agora, das pessoas todas do mundo descobrirem que eu faço troça com a cara delas, que me refiro a elas em tom jocoso, notadamente a menina ela mesma.

Ela que tinha o Lime_Wire no computador do escritório, porque as fronteiras do bom comportamento profissional tem limites, como direi?, elásticos, quando se tem 21 anos. Ela usa o cabelinho assim, franjinha cuia e comprido atrás. Óculos com armação azul, meio gatinho. Ela ia de All Star (Converse, né?, que chama?) e trocava por um par de sapatilhas de couro de jacaré verde, que ela deixava embaixo da mesa dela. E as roupas são de brechó. Vestidinhos de bolinhas, cardigãs. Ou, tipo, camisetas tipo Hering viradas do avesso. Branquiiiiiiinha, você não tem idéia.

Ela recebe revista da Martha Stewart, cartões postais de um sítio da internet que manda cartões pelo correio todo mês, assina National Geographic, e uma outra revista de design, acho. Me pergunto se eu devo surrupiar as revistas ou ligar pra ela e avisar. Como ando em onda de honestidade extrema, estou mais pra ligar e avisar que tem revistas pra ela lá. Ela toma chá verde numa canequinha que ela deixa na mesa dela e é vegetariana. E toma água chique. Água do bebedouro? Não, água francesa.

Aí ela me disse que queria sair porque ela não queria ser secretária o resto da vida, porque ela quer "trabalhar com as mãos", e me mostrou uma pulseira que ela tinha feito na aula de bijuteria. Acho muito válido querer ser artista aos 22 anos, mesmo porque, nunca se sabe, vai que ela vai ser boa artista mesmo? Todo mundo tem direito a querer ser artista quando tem seus 21 ou 22 anos. Algumas conseguem, né? Dizem. Digo, serem artistas (nem vou dizer bons). Aí ela me mostrou o flickr dela. E aí o retrato inteiro se formou. Fotos, assim, conceituais, algumas abstratas, outras sem graça mesmo: gente no escuro, que não dá pra ver nada. Fotos dos 4 elementos da natureza, quais sejam, fogo, cerveja, fumaça, prédios abandonados. Mas, basicamente, dela e dos amigos fazendo poses, ou não, e bebendo cerveja. Não consigo descrever. Tipo, os pés de todas as pessoas da festa em cima da mesa. Fotos da fogueira. O fogo azul, o fogo cor-de-laranja. Um dia ela saiu mais cedo. No dia seguinte, ela chegou com as unhas feitas. Logo achei, né?, que fosse o motivo. Depois ela contou que era mesmo, que ela tinha ido tirar fotos pro CD da banda do amigo, amigo esse que conserta bicicletas e tem as unhas sujas e etc. Pra mostrar o contraste, o paradoxo, compreende? Eu compreendo, compreendo tudo, mas mesmo assim eu achei que podia ser. Quem sabe, né? Essa pessoa poderia até ser minha amiga. A gente poderia, sei lá, fazer crochê juntas, ou tricotar, ou fazer colagens. Ela ia voltar depois de 3 semanas visitando os pais na Califórnia, mas acabou que eu roubei o emprego dela. The end.

* * *

Pera, só pra explicar. Porque meu tchefe, coitado, é meio falido, e não tem volume de trabalho suficiente pras duas. E ela tinha pedido demissão, não eram férias.

8.9.07

Dicas

O Luke, que tinha o youdonthavetokiss.com, está de volta em Stop looking at all those stars.

O menino mais lindo do mundo agora tem blogue: Carnet des Voyages e página no Myspace: Even Man Out, a banda.

Não é legal.

Gentê, como faz? Pra não vir mais gente procurando por "menina pel &^(ada" no Google pra acabar chegando no meu blogue? Tentei editar todos os posts, colocando uns sinais a mais pra disfarçar a palavra, mas procuro no Google e lá está o Menina de novo. Gentê, credo, não quero pedó(%$filo vindo aqui. Sugestões?

Obrigada!

Ívina, Paulo, Renata, obrigada pelas músicas. Quero mais. Mais! Apesar de ter Lime_Wire no escritório, encontrar músicas em português é muito difícil. Mais! Mais!

7.9.07

Não sobrou ninguém em casa, né?

Aposto que todo mundo foi assistir à maravilhosa parada de 7 setembro. Viva o Brasil! Tipo comendo biscoito de polvilho, acenando pro Serra - se em São Paulo - e essas coisas. Criancinhas com nariz escorrendo, calor, o pacote. Meu irmão, pelo Gchat disse que tá fazendo um calor da purra aí. Aqui o céu esta azul, a árvore de Natal do prédio já foi plantada lá fora e está fresco, do tipo "vista um casaquinho ao sair de casa pela manhã". Mas nem era pra ser sarcástico, é viva o Brasil mesmo. Adouro.

Já eu, né? Estou trabalhando. Porque aqui é uma tristeza, não tem a alegria contida, aquela esperança quentinha no coração que é tão própria das pessoas que esperam pelo próximo feriado prolongado que, quase sempre, não tarda, e está a 1 mês e 17 dias de any given day. Aqui tem, tipo, 2 feriados no ano. Sem contar Natal e Ano Novo. Sendo que um dos feriados foi na segunda passada.

O ar condicionado aqui é um problema. Ou talvez seja meu metabolismo tropical que seja o problema, inadaptado às constantes baixas temperaturas, com vento sudoeste que sopra inclemente sobre meus lindos cabelos negros e sobre meu corpo moreno em meu cubículo, causando, assim, o estranho fenômeno de ir ao banheiro em intervalos de tempo que variam de 43 minutos a 1 hora. Resolvi, a contragosto, beber água - de que não gosto - pra hidratar, porque, gentê, tô perdendo muita água.

Esse post é que nem comediante ruim, que não sabe o tempo da graça. Eu ia contar, por exemplo, da mocinha que trabalhava aqui e que eu vim substituir. Mas vou deixar pra depois, porque acho que vale todo um post. Talvez. E o tempo, o da graça, tem a ver com a mocinha não estar mais aqui e eu não poder mais falar dela em tempo real.

Meu tchefe. Vim numa sexta fazer entrevista, na segunda já tinha começado.

Suspiro.

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A pausa se deveu - a não me lembro mais o quê, porque comecei a escrever no trabalho, na sexta de manhã, e já é sábado à tarde. Todo dia eu leio os feeds no Google_Reader e fico pensando em como, quando eu não gostava do meu trabalho, eu tinha tanto tempo pra escrever. E nem ficava com dó, e achava muito certo usar o tempo em que eu deveria estar fazendo coisas para clientes pra escrever histórias ou atualizar o blogue. Ou escrever e-mails para os pretês (inúmeros, incontáveis, como vocês sabem). Mas fiquei bestinha, todo um processo de bestinhização, que resultou na minha culpa. Fico me sentindo culpada por estar, sei lá, fazendo tabelas do meu orçamento mensal (economista doméstica, hein?, tá pensando o quê!), conversando com o menino mais bonito do mundo no Gchat, ou ainda, lendo notícias sobre o Brasil, quando na verdade eu deveria estar fazendo cópia da carta que eu tenho que escrever, carimbar com assinatura do meu tchefe, colocar no envelope, lamber a aba de referido envelope, passá-lo na máquina de correio (que carimba - not really, imprime - o valor referente ao peso de sua missiva - achei o máximo!, o máximo!) e fazer arquivo. Porque eu, como Xuxa, acredito em "querer, poder e conseguir", juntando o polegar, o indicador e o dedo médio, pra mostrar como recurso visual - todos os dedos na mesma mão, claro), e virei secretária. Legal. Não que seja super legal ser secretária, é o tipo de secretária que eu sou. Não sei bem o que isso significa, mas eu enganei esse moço com o meu currículo, ele não sabe que eu não gostei de ser advogada, e, ingênuo, contratou-me. Mas, ó, é legal. Organizando tudo. Escrevendo cartinhas com amor. Botando códigos com cores nas coisas. Canetas pretas num coisinho, azuis no outro coisinho, carimbos na gaveta de cima, minhas coisas na do meio (a saber, CDs que eu gravo das músicas que baixei no Lime_Wire no escritório, hábito a que dei continuidade, mas a que não dei início. Culpem a mocinha a quem substitui).

Ouquei!

Depois de ficar espiando os blogues dos outros por todo esse tempo, lamentando-me sobre a perda de: verve, assunto, humor negro, e muito me admirar das constantes atualizações nos blogs em que leio sempre, tomei vergonha, respirei fundo e resolvi que quero mais posts em minha vida. Vamos ver se esse blogue engata de novo, gentê.