28.4.07

\o/ Parabens pra mim!

Iei!

24.4.07

Como fazer a barba de um ser humano do sexo masculino, mais ou menos como um barbeiro indiano faria

Eu até postaria fotos, hein?, pra ficar super explicativo. Mas você sabe da situação com o computador. Ainda estamos usando um laptop alheio (só coloquei o treco para poder acentuar porque quero usar meus acentos enquanto posso) . *

Enfim, não tenho muito segredo a coisa toda, Andrea. Tenho certeza de que, como eu, toda menininha de 5 ou 6 anos, encantada com o seu pai, quis acompanhar todo o processo de fazer a barba bem de perto. Tipo trepada na pia (opa, prevejo que muitas pessoas vão googlar essas palavras pornôs).

1. Você começa com toalha umedecida com água quente. Deixa a toalha descansando no rosto do moçoilo, tomando cuidado pra toalhar não esfriar. Enquanto ela ali descansa, você vai fazendo movimentos circulares com as pontas dos dedos (com as mãos sobre as toalhas, não sob). Faz isso por uns bons minutos.

2. O próximo passo é o óleo de barbear. Não sei se tem isso fácil de achar em qualquer lugar (o B. ganhou de presente). Umas gotinhas nas palmas das mãos Continua com as massagens circulares por todo o rosto barbado, incluindo pescoço (que parece que é a parte que mais dói na hora de barbear).

3. Em seguida, barbear. Passe creme de barbear, massageie e barbeie. Essa é a parte que não tem nada a ver com o barbeiro indiano, porque eles usam navalha, não essas coisas sem-vergonhas que a gente usa. Barbeie bem devagar, no sentido contrário do crescimento dos pêlos. Se faltar creme, coloca mais creme. Eu fui fazendo por pedacinhos e quando terminava uma parte, passava toalha úmida pra ir limpando. Que mais? Loção pós-barba. E, no fim de tudo, massageie as têmporas, a testa, as maçãs do rosto.

O mocinho vai dormir feliz. E você também.

22.4.07

Little hearts

Cuti-cuti: B. sempre me conta de quando foi para a India. Que fez tantas coisas e comeu tantas comidas boas, que teve tantos piri-piris, que as coisas sao muito incriveis. Ele me conta quando esta sao, mas mais quando bebe um pouco a mais - como no momento: ele esta ensaiando com a banda no porao. Modos que ele me contou do barbeiro indiano. E eu fiz a barba de B, a la India. Com massagens, oleos, toalhas quentes. So fiz 3 cortinhos. E levei, sei la, uma meia hora (como recomendariam os Fab 5 do Queer Eye for the Straight Guy). Parece coisa de oh, sou tao dona-de-casa, tao servil, etc. Mas essas coisinhas fazem diferenca. Essas pequenas atencoes em forma de aventura (fazer alguma coisa que nunca tinha feito antes). Entendo super. Cada vez mais entendo que, por exemplo, fazer comidinha pra quem a gente gosta eh importante (e eu nao entendia, nao entendia mesmo). Ou fazer a barba. Ou ganhar uma massagem quando o outro esta pingando de sono. Ou sair pra andar de maos dadas quando tem um trabalho de escola urgente, so porque o dia esta bonito, depois de muita chuva. Agora compreendo super as demonstracoes de amor e as desatencoes que podem ser gotas d'agua (Chico, te amo!). Compreendo as atencoes porque eu recebo e dou. Sem que eu precise pedir e sem que me pecam.

Eh bom: B. sabe o endereco do blogue e cada vez mais entende portugues (escrito ou falado). Mas ele nao vem aqui porque ele quer que - na ausencia de amigos que aqui residam e da minha familia - eu possa falar de tudo. Possa reclamar dele, do tio professor, falar minhas coisas, sem censura. Achei bonito, como um presente.

Fofices e quenturas

Eu tenho saudade de quando eu queria escrever coisas assim. E ainda tentava. Estou me sentindo muito vazia de poesia e rimas e desenhos coloridos. Voce tem que ler: A coluna da Vivianne Pontes na Revista Paradoxo. Lembra Rita Apoena, embora uma nao tenha comecado a escrever necessariamente antes da outra, pra que eu possa dizer que Vivianne lembra Rita. Pode ser vice-versa. Ou nem isso. Ternurinhas.

Hein?

O hard drive do computador que ficava na sala para uso comum de todos encontra-se na casa de J'., mas parece que o problema - alem de eu nao poder escrever com acentos, o que me da uma angustia muito terrivel e pelo que me desculpo (me desviei agorinha de uma cedilha, pra nao ficar tao horroroso) - eh muito grave. Perdi fotinhas que eu, eventualmente, terei/teria que mostrar pra imigracao, perdi musicas que eu posso baixar de novo, e, por obvio, nao posso usar o computador toda hora porque estou usando o laptop emprestado do roommate. Um novo computador portatil deve chegar na proxima semana, um que eu vou poder configurar pra escrever os acentos todos.

A historia com o tio professor: No fim das contas, ele quis dar uma de "tenho 8 anos" e foi reclamar com as chefes que eu era injusta e que estava sendo tiranica. E falando comigo como se nada. No telefone, um papinho todo conciliador. Chefas escreveram pra mim, eu contei minha versao da historia, meti uma citacao de e-mail dele com um ingles capenga e me coloquei a disposicao pra conversar com elas e com o tio. Elas escreveram para o tio, convidando para a mesma conversa, mas ele nao quis saber. Niqui, ele foi "despedido". Mas apareceu, obviamente, como se nada houvesse acontecido nessa vida. E foi "despedido" ao vivo. Ui. No dia eu nao sabia se sentia alivio ou se sentia peninha do tio. Mixed feelings.

Papinhos: Eu, ja querendo desistir de tudo, lembram? B. aconselhou que nao. Que eu tinha que stand up for myself, que eu gosto de dar aulas e ia ser injusto, etc. Nao desisti. Depois meu irmao - 6 anos mais velho que eu - me mandou e-mail dizendo que um coleguinha de escola, com quem estudei ate a 8a. serie, eh o chefe dele no forum. Esse coleguinha..., digamos que com esse coleguinha nao guardo nada em comum. Nas minhas tentativas vas e pateticas de me enturmar, esse coleguinha ia em casa estudar, as vezes. Porque eu era a nerd que ajudava os coleguinhas em vesperas de provas. Enfim, esse coleguinha nao goza de muito apreco entre os membros de minha familia que dele se recordam (ou seja, meu irmao e eu), e meu irmao estava se sentindo cuspe de pulga porque ele eh mais velho e estava la trabalhando pra esse mocinho, trabalhando um trabalhinho que nao eh besta mas que tambem nao eh dos mais, como direi?, challenging intelectualmente falando. (Porcaria, minha mente agora esta embotada pela lingua estrangeira que falo e escuto dia apos dia).

Rewind: B. me diz que cada vez mais ele chega a conclusao de que ele prioriza fazer o que ele gosta, em detrimento de ganhar dinheirinhos e ter certos confortos que nao sao exatamente confortos, chegam a ser luxos. Acontece que aqui nesta terra, os valores protestantes - sabe aquela historia de o trabalho faz o homem? - fazem com que as pessoas tenham por objetivo na vida trabalhar para se aposentarem bem, porque esse eh o direito delas. Nao que nao seja, nao posso dizer que nao seja, mas, incutido nessa historia esta o causo de que quem nao luta pelos tais luxos, quem nao ganha o suficiente para te-los, eh loser. Ou seja - engracado, agora me lembrei de Marx (cof, cof, se for Marx, se for realmente o que ele pensa e eu nao estiver maluca), que diz que o homem eh produto de seu trabalho (o do homem, nao o de Marx: HA!) - as pessoas sao definidas pelo trabalho, pelo salario, pelas posses. Eu fui fonte de muitos confortos para B. Agora eu nao sei mais se eh porque sou brasileira e no Brasil eh assim, ou se eh porque eh assim que EU sou, mas na hora eu disse que eu, pessoinha brasileira, nao compreendia isso. Que pra mim, as pessoas sao porque SAO, porque pensam assim ou assado, ou sentem isso ou aquilo, nao porque tem tais e quais coisas, ou tem este ou aquele emprego. Ou talvez seja porque a gente nao corre aprecado pra botar rotulo de perdedor nas testas alheias por causa disso. Sera? Ou sera que na minha terra os sabias nem cantam mais bonito que aqui?

Forward: Recebi o tal e-mail do meu irmao e pensei comigo: Vou ter que ter com ele a mesma conversa que tive com B. Pois foi. Eu disse pra ele, G., voce pode fazer seu trabalhinho besta, ganhar so esse tantinho, mas oh, pode deixar que eu garanto que voce eh uma pessoa muito mais tchans que o coleguinha (embora eu saiba que ele possa ter mudado - vou ter que duvidar, desculpe). Mais interessante, mais interessada. Meu irmao, por sua vez, derramou elogios a B., pelo conselho de nao desistir. Disse que ele, como eu, temos que aprender a perseveranca. Uau.

4.4.07

Da educação e da ajuda

Uma amiga de infância, que conheci quando eu tinha, sei lá, uns 6 anos e de quem continuei muito amiga até os 14, quando mudei de escola e de bairro, veio morar por aqui. Conversando no "telefoninho da internet" (que é como meus pais e eu chamamos os Scaip), ela se queixou de que os americanos são rudes e que não querem saber de ajudar. Na hora, confesso que eu disse que entendia muito porque eles são rudes mesmo. Mas depois fiquei pensando e descobri que não.

Não é que eles não queiram ajudar. É que eles são diferentes. Por exemplo, ela disse que foi pessoalmente a algumas universidades pra pedir informação sobre cursos de pós. Ela esperava que respondessem perguntas (qual é regência de perguntar mesmo?) e que dessem detalhes. Ao invés, eles deram pra ela um catálogo informativo. Pra ela, enfiar um catálogo na fuça de alguém como forma de responder às perguntas que ela tinha (tentando uma regência diferente aqui, hein?), era não ser educado, de modo que ela se sentiu dispensada e desimportante.

Mas o caso é que no Brasil, e em outras host cultures, a gente aprende a fazer das tripas coração pra ajudar alguém. No caso da minha amiga, seria quase como levá-la para fazer um tour pelo campus e bater na porta dos counselors para alunos internacionais, segurando a mão dela. Aqui, as pessoas crescem sendo super independentes (B., por exemplo, era responsável pela comidinha pra levar pra escola desde os 7 anos de idade - ele fazia sanduíches de manteiga de amendoim com banana).

Muitas vezes, a ajuda que eles dão é mais uma dica que uma ajuda propriamente dita. Por exemplo, eu fazia parte de um forum sobre vistos (de viagem mesmo). As pessoas perguntam coisas como "que documentos devo mandar com o formulário?" - informação facilmente encontrada nas instruções que acompanham o respectivo formulário. Os americanos diriam coisas como: "O Google é seu melhor amigo". Já eu, daria o linque que leva ao formulário, ou ainda, colocaria entre aspas as informações pedidas e colocaria a fonte embaixo.

Pode parecer bobice, pode parecer que eu, de uma host culture, esteja fazendo mais do que o pedido, a ponto das pessoas tirarem vantagem de mim. Mas diga aí se você não daria mais detalhes também? Pense em situações em te pediram ajuda.

Um outro exemplo aconteceu com o J. Ele está à toa na vida, e o amor dele não o chamou. Rola uma certa letargia, um certo aconchego às facilidades da mesada que o irmão dava pra ele, etc. Aí eu descobri esse negócio de voluntariar com imigrantes e convidei-o para ir comigo. Dei data, dei carona, expliquei com tintins. Depois disse pra ele imprimir um currículo e ir pedir uma vaga de professor. Funcionou. Agora ele está todo interessado em ensinar inglês. Fosse uma ajuda americana, seria "você já pensou em trabalho voluntário? talvez dar aulas?" - cabou.

Essas coisas são difíceis de entender um pouco. Às vezes, eu fico esperando que me peguem pela mão. Que não me falem do Google, mas me dêem o linque (figura de linguagem, hein?). E essas pequenas coisas, conversas e risadas bem altas quando chegam de madrugada em casa e você está dormindo, o espaço social (o círculo em volta da gente que outras pessoas não podem invadir, que pra eles é bem maior), a ajuda que não é igual à nossa, o fato de o Fogo de Chão daqui não servir coração de frango, essas coisinhas todas fazem a adaptação não exatamente difícil, mas também não muito fácil.

Ai, eu sou muito bestinha. Eu faço tantas generalizações.

3.4.07

Terra estrangeira

Eu, por exemplo. Achei ótima. Agora mesmo, insone, estava tentando achar coisas que não deram muito certo e em que eu poderia melhorar. Porque me bateu uma culpinha do tipo "tenho que ser humilde". Acho muito válido a nível de ser humano que não consegue dormir, porque eu achei que minha aula foi massa, não fosse pelas, como direi?, interrupções inteligentes do tio? Como era de esperar, o tio não mandou sugestões para mudar o plano de aula que eu fiz, nem ligou durante o fim-de-semana, embora eu tenha me colocado à disposição. Sabe por quê? Porque segundo ele, eu estavando sendo ditadora. Tipo, "deixa que eu faço, eu tenho mais tempo livre, não se preocupe" é sinônimo de pegar a coisa pelas rédeas e não deixar ninguém subir na garupa. I'm such a mean cowgirl, gentê.

São tantas coisinhas miúdas, gentê. Por exemplo. A gente não deve falar em outra língua que não seja inglês. Adivinha? A primeira coisa que ele fez foi conversar em espanhol com quem falava espanhol. Coisas do tipo: "Quanto você sabe de inglês? Quantas palavras?" Tipo, a pessoa tem que contar nos dedos? Eu sei 26 palavras? Eu sei 108? Não sei, não sei. A outra é que ele não se identifica com o nome em inglês dele, isto é, o verdadeiro nome. Ele insiste que as pessoas usem o nome "traduzido". Tipo, sabe quando Karl Marx era Carlos Marx em português, mas depois pararam com isso porque nome não se traduz? Ouquei, talvez cidades e países. Ouquei. Daí tio me interrompe pra perguntar coisas como: "E se eles tiverem dificuldade fazendo a atividade? O que fazer?" Deixa eu pensar. Você sabe inglês, eles não. Você é professor, eles alunos. Que tal ajudar? Não é uma idéia legal? "Mas como eu vou saber se eles precisam de ajuda?" Ai, gentê, cansei, né? Coisinhas miúdas. Ensinando frases "Abra o livro", "Vá até a lousa", "Escreva seu nome". Tio acha difícil, muito complicado pras pessoas quando elas vêm a professora fazendo exatamente o que ela diz e o que está escrito num cartazinho de papel, um para cada frase, e quando as pessoas estão repetindo em coro e fazendo junto. Muito difícil. Há que interromper a professora para checar understanding. Então ele tem que bater na lousa e dizer: "lou-sá". E mostrar o livro e dizer: "li-vrô". A pessoa simplesmente confunde não saber inglês com bobice. E tantas outras coisas.

Quando deu a hora do intervalo, ele me pergunta como acha que estamos indo e eu digo que estamos indo de vento em popa e ele "Really?", descrê. E quer discutir o plano de aula após a aula. Que não pode ser por telefone, que por e-mail não dá (ele que sugeriu, hein?) tem que ser pessoalmente, porque blábláblá. Sei que o tio me tirou do sério e eu dei meu primeiro piti em terras estrangeiras. Eu gritei com o homem que dizia bobagens tais como: eu sou uma ditadora, eu não aceito críticas. Hello, amigo, você só me veio com uma pataquada sobre não ensinar gramática e eu contestei usando argumentos sólidos baseados em teorias de ensino de ESL (inglês como segunda língua), não em argumentos tronchos como "este não é o jeito americano" que, aliás, você nem quis mostrar, porque não quis dar sua opinião construtiva nem quis botar a mão na massa porque cansa muito, quando eu abri meus canais SAC. Cansei, gentê, desse argumento besta e sem nenhum embasamento de que "você ensina do jeito brasileiro". Aí, gentê, eu pirei. E comecei a gritar mesmo:
-- Foi isso que me deixou brava! Você disse que tem certificado, eu também tenho, dude. Eu já dei aulinhas para iniciantes. Tipo, alguma coisa eu sei. Não tudo, mas tenho uma boa noção. E as técnicas de ESL são as mesmas em todos os lugares do mundo. Tipo, a globalização? Os meios de informação? O advento da internet nos tempos modernos?
-- Eu também tenho! Da UPenn.
-- (eu em minha cabeça: Caguei, você não sabe escrever grammar, ou alphabet. Você não consegue me dizer porque eu estou errada.) Eu te disse que aceitava sugestões, etc.
-- Mas você ia aceitar minhas críticas? Por que você me aparece com esse plano de aula todo chique e detalhado e...
-- (Hein? O tio então acha que eu tenho que fazer as coisas de qualquer jeito? E olha que eu fiz chique porque sabia que se fosse simples ia dar chabu) Ia, se você me der argumentos racionais e demonstrar os motivos pelos quais você acha que minhas atividades não vão dar em nada. Mas você só sabe dizer que não se ensina do mesmo jeito no Brasil, ou que eu não aceito sugestões. Mas cadê que você mandou sugestões?
O barraco, pessoal. Peço até desculpas aí aos meus conterrâneos, porque agora eu vou ser a barraqueira brasileira, só podia, ela faz barraco porque brasileiros são assim. Esse é o jeito brasileiro.

Enfim, na hora de ir embora ele me pergunta da aula de 4a., se eu também tinha tudo planejado e quando eu teria tudo pronto. "Amanhã, dude, se você quiser. Mas você disse que quer dividir, so go ahead and do it" (ou, como em minha mente: sugeri que ele largasse mão de ser folgado e só saber faz fusquinha e planejasse a próxima aula). E se eu tivesse tudo pronto, pessoal, ele ia implicar. Porque seria sinal não de que eu sou interessada, precavida e responsável, mas sinal de que eu sou ditadora. Porque eu planejo tudo e não sei dividir. E sugeri, aos gritos, que a gente ache um jeito de contornar essa situação porque voluntariado é pra ser divertido e legal, e não esse tormento. Ao que ele responde ouquei. Só isso.

Voltei pra casa e soquei travesseiros, literalmente. Eu tô ficando muito besta. B. segurou pra mim e eu dei meus soquinhos de fracota. Aí B. acha que eu não posso desistir. Eu não quero desistir, porque eu gosto de dar aulas e, tenho que admitir, agora eu quero ganhar a briguinha. Eu quero provar por a+b que ele não sabe lhufas, a despeito do tal certificado. Mas isso é besteira também. Porque se ele não sabe me dizer por que exatamente meu plano de aula era falho, também não entenderá lhufas do que eu possivelmente diga de negativo (no caso de a aula dele ser pra burritos e não pra pessoas espertas que não falam inglês) sobre a aula dele. E dirá, simplesmente, que é assim. E é besta e infantil (que luta com símbolos e acentos, nesse teclado, no escuro) eu querer ganhar briguinha. Ai, ai. Tenho 8 anos, eu te digo.

B. diz que estou sendo negativa de novo. Que eu tento adivinhar o que vai acontecer no futuro, que sempre vai dar merrrrrda, na minha imaginação, e me convenço de que estou totalmente certa. Então, tipo, talvez a aula do tio não seja uma bosta. Talvez o tio chegue na 4a. e diga, educada e, mais importante, inteligentemente, por que não concorda com meu estilo de ensinar. Mas, gentê, estava eu errada sobre o tio? Hein? Já estou até pensando na minha auto-crítica. Eu escrevendo nas margens do plano de aulas o que poderia ser melhor. Humildade, ainda que tardia.

Às vezes bem que eu queria que minha primeira impressão não estivesse certa, assim, no geral, não só nesse caso. Que eu não soubesse qual era a desse tio de primeira, porque eu ia dar a segunda chance que todo mundo merece de peito aberto. Mas não consigo. Porque o que eu pensava que ia acontecer, dito e feito. Que você acha?