7.9.07

Não sobrou ninguém em casa, né?

Aposto que todo mundo foi assistir à maravilhosa parada de 7 setembro. Viva o Brasil! Tipo comendo biscoito de polvilho, acenando pro Serra - se em São Paulo - e essas coisas. Criancinhas com nariz escorrendo, calor, o pacote. Meu irmão, pelo Gchat disse que tá fazendo um calor da purra aí. Aqui o céu esta azul, a árvore de Natal do prédio já foi plantada lá fora e está fresco, do tipo "vista um casaquinho ao sair de casa pela manhã". Mas nem era pra ser sarcástico, é viva o Brasil mesmo. Adouro.

Já eu, né? Estou trabalhando. Porque aqui é uma tristeza, não tem a alegria contida, aquela esperança quentinha no coração que é tão própria das pessoas que esperam pelo próximo feriado prolongado que, quase sempre, não tarda, e está a 1 mês e 17 dias de any given day. Aqui tem, tipo, 2 feriados no ano. Sem contar Natal e Ano Novo. Sendo que um dos feriados foi na segunda passada.

O ar condicionado aqui é um problema. Ou talvez seja meu metabolismo tropical que seja o problema, inadaptado às constantes baixas temperaturas, com vento sudoeste que sopra inclemente sobre meus lindos cabelos negros e sobre meu corpo moreno em meu cubículo, causando, assim, o estranho fenômeno de ir ao banheiro em intervalos de tempo que variam de 43 minutos a 1 hora. Resolvi, a contragosto, beber água - de que não gosto - pra hidratar, porque, gentê, tô perdendo muita água.

Esse post é que nem comediante ruim, que não sabe o tempo da graça. Eu ia contar, por exemplo, da mocinha que trabalhava aqui e que eu vim substituir. Mas vou deixar pra depois, porque acho que vale todo um post. Talvez. E o tempo, o da graça, tem a ver com a mocinha não estar mais aqui e eu não poder mais falar dela em tempo real.

Meu tchefe. Vim numa sexta fazer entrevista, na segunda já tinha começado.

Suspiro.

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A pausa se deveu - a não me lembro mais o quê, porque comecei a escrever no trabalho, na sexta de manhã, e já é sábado à tarde. Todo dia eu leio os feeds no Google_Reader e fico pensando em como, quando eu não gostava do meu trabalho, eu tinha tanto tempo pra escrever. E nem ficava com dó, e achava muito certo usar o tempo em que eu deveria estar fazendo coisas para clientes pra escrever histórias ou atualizar o blogue. Ou escrever e-mails para os pretês (inúmeros, incontáveis, como vocês sabem). Mas fiquei bestinha, todo um processo de bestinhização, que resultou na minha culpa. Fico me sentindo culpada por estar, sei lá, fazendo tabelas do meu orçamento mensal (economista doméstica, hein?, tá pensando o quê!), conversando com o menino mais bonito do mundo no Gchat, ou ainda, lendo notícias sobre o Brasil, quando na verdade eu deveria estar fazendo cópia da carta que eu tenho que escrever, carimbar com assinatura do meu tchefe, colocar no envelope, lamber a aba de referido envelope, passá-lo na máquina de correio (que carimba - not really, imprime - o valor referente ao peso de sua missiva - achei o máximo!, o máximo!) e fazer arquivo. Porque eu, como Xuxa, acredito em "querer, poder e conseguir", juntando o polegar, o indicador e o dedo médio, pra mostrar como recurso visual - todos os dedos na mesma mão, claro), e virei secretária. Legal. Não que seja super legal ser secretária, é o tipo de secretária que eu sou. Não sei bem o que isso significa, mas eu enganei esse moço com o meu currículo, ele não sabe que eu não gostei de ser advogada, e, ingênuo, contratou-me. Mas, ó, é legal. Organizando tudo. Escrevendo cartinhas com amor. Botando códigos com cores nas coisas. Canetas pretas num coisinho, azuis no outro coisinho, carimbos na gaveta de cima, minhas coisas na do meio (a saber, CDs que eu gravo das músicas que baixei no Lime_Wire no escritório, hábito a que dei continuidade, mas a que não dei início. Culpem a mocinha a quem substitui).

2 comentários:

  1. uaaaauuu, vc é secretária agora!
    eu acho que deve ser um trabalho muito legal...

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  2. poxa, biscoito de polvinho e nariz escorrendo.... que combinação mágica para o feriado, rsrs obrigada pela visita, eu sempre xereto teu blog tb. beijo

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