10.10.06

Eu estou andando pelo apartamento, vestindo um biquini somente, desde manhã,

na esperança vã de conseguir resolver a questã da passagem a tempo - reembolso, não reembolso, aquisição - de não perder o sol. Perdi o sol, preciso dizer? E no feriado vai vir frente fria. Que legal. Semana que vem, então. Continuo de biquini só por teimosia, porque já entra uma brisa friinha, mas não muito, pela janela. Hoje eu comi pastel. Porque lá não vai ter, né? Então a gente precisa se empanturrar de tudo que não vai ter. Tipo as frutas. Do conde, caju, atemóia. Diz que não tem jiló, lá, que farei de minha vida sem jiló? Não há nada como uma farofinha de jiló nessa vida.

4.10.06

E, depois desse post, vocês podem esperar o resto da vida,

porque eu vou parar de escrever. Porque parece que é isso que eu faço. Meia dúzia de posts e depois sumiço.

Porque eu sou self-absorbed. E anti-social. Até interneticamente falando.

Motivos pelos quais, também, eu não tinha visto meu nome escrito ali até hoje. Lígia, Lígia, me perdoa?

"Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."
Quebrarei as regras, por óbvio, e não indicarei 5 outras pessoas para responder isso, pelos motivos que passo a enumerar:

1) a onda passou;

2) eu não conheço 5 pessoas que responderiam isso. É sério. Eu sou a menina bolha, tal qual John Travolta, no emocionante clássico de Sessão da Tarde.

Manias, né? Se eu for fuçar os arquivos do menino, eu já escrevi sobre isso. Pera aí.

.


.


.


.

Googlando.

.


.


Achei. Espero que eu possa postar mais que 5. Post de 2001 - revisado, anotado, comentado, tal qual um código de processo civil.

Novembro 7, 2001
As minhas manias

Eu tenho algumas manias. Acho que todo mundo tem, não? Vou colocar algumas aqui, as de que eu lembrar. Vamos ver...

Eu nunca (que fique bem claro), nunca tiro o selinho que vem do lado da caixinha de cigarros. Nem permito que alguém tire. - Troquei pra maço. Pra que pagar R$0,25 a mais só por causa da embalagem?
Sempre aperto o tubo da pasta de dente de cima pra baixo. E passo o cabo da escova, pra ir alisando e ficando um tubo bem asseado. E fico possuída quando alguém faz diferente (mas eu nunca cheguei a fazer nenhuma reclamação de fato). - Verdade! Ainda faço. E ainda fico possuída.
Deixo as comidinhas mais gostosas pro final. - Meu pai e meu irmão Gunga e a Iaiá também.
Nunca uso a borracha que vem na ponta do lápís ou da lapiseira.
Grifo as passagens mais bonitas dos livros que eu leio (mas sempre a lápis)
Só faço anotações com minha lapiseira que me acompanha desde o cursinho, com grafite 2B Pentel. Acho que perdi essa lapiseira. Tristeza no coração. Nunca anotei aulas usando a boa e velha caneta.
Sempre carrego minha fiel reguinha de 15 cm no estojo (presente da minha tia, vindo diretamente do Marrocos. Um luxo, não?). Se ela não está, eu fico me sentindo pel* *ada. Então eu ando pel* *ada sempre, porque eu não tenho mais essa reguinha. E nem uso mais esse estojo. Ou eu jogo as canetas dentro da mochilinha ou uso um estojo que eu tenho desde os 15 anos, de lata.
Só canto quando eu estou sozinha. Porque eu tenho pudor.
Coloco aveia no leite, pra esquentar (vira meio um mingau) e depois coloco Toddy. Eu tenho 8 anos de idade.
Só como mamão de colher. Agora eu também misturo aveia e mel e como aos pedaços.
Sempre-sempre guardo fósforo usado na caixa. É, mas agora eu tenho tipo, uns 5 isqueiros Bic, das mais variadas cores.
Coloco cinto imediatamente depois de sentar no banco do carro. Because I'm anal like that.
Enfio toda sorte de papelzinho inútil dentro da bolsa (esse é um hábito cidadão -- é pra não jogar em qualquer lugar, pela rua). E fico segurando bituca de cigarro também, até achar um lixo.
Cutuco o cantinho do polegar, incessantemente. Calo! O mais engraçado foi que isso começou quando eu li um livro do Paulo Coelho. É isso aí! Atirem pedras! Eu já li Paulo Coelho. Mesmo porque sou adepta do "tenho que ler pra poder criticar" e "tenho que dar uma chance a qualquer ser humano que se diga escritor, mesmo que ele se chame Paulo Coelho".
Mordo o lábio.
Se eu vou tirar uma sonequinha fora de hora, sempre fico com óculos.
Coloco os óculos pra escutar melhor.
Leio vários livros de uma vez.
Uso, a cada 5 segundos, a expressões "coração peludo", "toda sorte de", "do Bem" (ou "do Mal"), "mundo de moranguinho", entre tantas outras. Uso, também, muito a palavra "ludibriar". Acho linda essa palavra. Aaaahhhh. Me faz lembrar de Lulu. E do Rio. Aliás, meu amigo Lulu agora mora no Rio.
Corrijo erro de Português em tudo quando é texto que eu leio, embora eu mesma escreva mal e porcamente.
Só uso anel no dedo "seu vizinho". Não uso mais anel.
Se meu leite está sem aveia, não tiro a colher da xícara, quando vou tomar.


Cabô.

Ione Y., 29 anos, cidadã, dividida

Fiquei alguns dias refletindo sobre a seguinte questã:

ir o mais rápido possível ou votar?

Ir o mais rápido possível significa perder o segundo turno da eleição. E eu nunca, nunca!, faltei a nenhum pleito nessa minha não tão longa vida e fico contente e feliz e toda estranha e torcendo pros meus candidatos. Se eu for, como justificar o voto, estando eu em terras d'além mar? Liguei para a minha zona eleitoral e é fácil. Menos fácil será conviver com a consciência pesada por não ter votado. No mais, estou com a Clarice.

Irrita também

significant other e better half. Não consigo.

Mapas

ficando menos angustiantes e aeroportos se tornando lugares legais. De novo. Ãin. Suspirinhos.

Irrita

O cabelo acaju do Edson Celulari.