30.6.06

20.6.06

Aí eu descobri que eu engordei 1,5 kg

E isso já me deixa preocupada, porque eu sou pequena. E, tipo, eu nasci para ser gordinha, eu sei. Mas a calça que fazia um ano e que ficava com cara de fiz-cocô e que teimava em descobrir o meu cofrinho para o mundo agora está cabendo de novo. É muito sério isso. Preciso me pesar depois de fazer No. 2 pela manhã para saber o quanto eu realmente engordei. Eu passei o feriado com a minha mãe e, sabedora das muitas desventuras gastronômicas que venho vivendo nas últimas semanas, ela me alimentou muito bem - as in eu não parei de comer durante 3 dias.

Não tinha nada em casa ontem, modos que eu peguei uma sopinha de saquinho Vono (da minha cunhada) e tomei no almoço. E pedi spaghetti para o jantar, que eu dividi para duas refeições (ou seje, comi macarrão no almoço de hoje também). Ah, e salada, ontem. Enchi a pança de alface americana(o) - qual o gênero da(o) alface?, o que é muito bom. Sentir a pança cheia.

E hoje, finalmente, fui à feira. Comprei frutas e queijo e coisas outras. E, às 5 da tarde, comecei a fazer um missoshiro com tudo dentro. Eu teria tirado uma fota para provar que eu cozinhei, mas fiquei com preguiça. Gentê, uma beleza. Na quinta, vai ter outra sopa japonesa, que eu já pensei nisso. E na sexta, vou fazer sushi. As quartas-feiras são sempre misteriosas, porque eu dou aula na hora do almoço, então é realmente muito difícil não almoçar leite esquentado no microondas com aveia e Toddy. E o fim-de-semana, ninguém sabe o que será.

Seria meu namorado o anjo da morte?

é tipo a bíblia -se eu a lesse e acreditasse naquelas histórias, é tipo um manual para relacionamentos, é tipo o filme que você precisa assistir se ainda não o fez. Tipo, meu namorado não viu, mas gentê, vou falar pra você, se ele visse eu estava perdida, porque ele tem essa esperteza Harry que é assim inerente a ele. Tenho medo. Tenho medo dessa sabedoria que ele adquiriu sem nunca - nunca! - ter assistido a When Harry met Sally e tenho medo de que algum dia ele faça alguma coisa que não tenha sido abordada por esse guia dos namoros/casamentos/dates e me deixe numa situação que Harry ou Sally tenham vivido em não sei quantos minutos de filme. E eu fique clueless.
Harry: You take someone to the airport, its clearly the beginning of the relationship. That's why I have never taken anyone to the airport at the beginning of a relationship.
Sally: Why?
Harry: Because eventually things move on and you don't take someone to the airport and I never wanted anyone to say to me, 'How come you never take me to the airport anymore?'
Sally: It's amazing. You look like a normal person but actually you are the angel of death. *(tecla SAP para o leitor)
Gentê, posso falar? GRU. I heart GRU so much it's hard to explain. Em GRU tudo é estranho, porque é muito feliz ou é muito triste. E lá também é estranho porque parece que eu estou sempre sozinha, porque eu vou lá buscar a pessoa e deixar a pessoa e não dá pra ver a pessoa desembarcar ou embarcar e isso é muito, muito bizarro. Ela aparece numa fila e desaparece em outra.

Aí que ele nunca me deu nenhum presente. Ele não precisa dar porque ele é massa e cada dia que passa eu me convenço mais de que ele é o mocinho mais sensacional e bacana e etc., e não são os presentes que vão fazer a diferença, mas o Natal passou, o Dia dos Namorados passou, meu aniversário passou, tudo passou. E, oquei, eu não ligo pra Natal nem pra Dia dos Namorados, porque eu tenho a noçã de que é pra gente gastar dinheiro, etc., e, bom, não precisa dizer que isso eu não tenho, certo? Então eu faço assim: eu mando linques para mapas sensacionais, para fotos de gentes feias e/ou estranhas e/ou fazendo bizarrices. E faço compêndios de fontes para estudar português na internet e ouço Pimsleur e faço transcrições. E dou presentes de verdade também. Quer dizer, dei. Dei presentes. Porque não é como se ele estivesse aqui e eu ligasse pra ele e dissesse que eu tenho uma surpresa pra ele e quando eu visse, o porteiro estaria me ligando pra perguntar se ele pode subir. Não é.

Então ele nunca me deu nenhum presente. E o dia em que ele me der um, sei lá, chiclete, ou uma banana congelada que ele gosta e que ele vai comprar perto da casa dele, eu vou ficar tão surpresa, tão contente, tão abalada, que vai ser o melhor presente do mundo, do mundo! Na verdade, desconfio de que seja tudo um plano cuidadosamente elaborado. Eu nunca vou poder dizer: 'Dude, how come you never get me anything anymore like you used to?', porque ele nunca terá feito isso mesmo. E se ele tiver feito, eu terei ganhado uma banana congelada. Ou um chiclete. Concluindo, desconfio de que ele seja secretamente o anjo da morte.

*Harry: Você leva alguém pro aeroporto quando está claramente no começo do relacionamento. É por isso que eu nunca levei ninguém pro aeroporto no começo de um relacionamento.
Sally: Por quê?
Harry: Porque as coisas vão mudar e você não vai mais levar a pessoa ao aeroporto, e eu nunca quis que ninguém me dissesse "Por que você nunca mais me leva pro aeroporto?"
Sally: É incrível. Você parece uma pessoa normal, mas na verdade você é o anjo da morte.

6.6.06

Eu não tenho vergonha na cara

Eu realmente não tenho. Porque eu sou capaz de não comer good-for-you food e passar a pão e água (na verdade, a biscoito, leite e iogurte), só porque minha mãe não está em casa pra fazer comidinhas boas. Comi o macarrão ao molho curry que Marlene - a moça faxineira linda que eu amo que vem às quintas - e eu fizemos por 3 refeições seguidas. Eu abro a geladeira e quero chorar. Tem uma jarra com limonada e umas conservas. Acompanhe meu regime alimentar essa semana:
  • Quinta-feira, almoço: macarrão ao molho curry
  • Quinta-feira, jantar: macarrão ao molho curry
  • Sexta-feira, almoço: Mestiço (a comida estava boa mas a história é um pouco de chorar)
  • Sexta-feira, jantar: macarrão ao molho curry
  • Sábado, almoço: sanduíche frio com batata-frita da lanchonete uó do Hopi Hari
  • Sábado, jantar: ãin, que delícia, comida japonesa com meu irmão, cunhada e sobrinhas
  • Domingo, almoço: Méqui, às 3 da tarde
  • Domingo, jantar: pizza no meu irmão
  • Segunda, almoço: sobra da pizza que eu trouxe do meu irmão
  • Segunda, jantar: sobra da pizza que eu trouxe do meu irmão
  • Terça, almoço: almocei com o Marquinhos, que gentilmente me ofereceu um risotto e um filé mignon grelhado
  • Terça, jantar: namatamago (ou seja, arroz japa super quente, com ovo batido e shoyu).
Amanhã é um novo dia. Amanhã será mais um dia de luta. Saio para comprar groceries ou não? Vencerei a preguiça mortal que me atinge? Conseguirei fazer missoshiro e sushi temaki com as forças que arrebanharei lá de dentro de meu ser cansado?

Mas há sempre um motivo de orgulho. A boa notícia é que hoje eu finalmente fiz café, após 5 dias sem café fresco na garrafa térmica dessa casa. E ficou bom. A má notícia é que o pó acabou e eu vou ter que comprar mais. Ou seje... Plus, agora tem caqui em casa. Mas quem comprou foi a minha cunhada e eu tenho vergonha de comer o caqui dela (que frase mais estranha, não?). É isso, gentê. Eu não como o caqui da minha cunhada.