20.9.06

O mesmo

Detesto essa história de escrever "o mesmo". Acho que demonstra falta de recursos estilísticos slash gramaticais. Acho pobre. Acho coisa de plaquinha estúpida que tem que ter perto de elevadores, por disposição de lei municipal, pra pessoa bobinha que anda olhando pro teto não cair no fosso do elevador. Aí, tá, tem criança que cai, mas criança não lê a plaquinha, mesmo porque a plaquinha geralmente está lá no alto e criança não deveria andar de elevador sozinha e. Tipo, quê? Antes de entrar no elevador verifique se o mesmo se encontra neste andar. Pára, né? O mesmo? Eu passo raiva quando entro no elevador e leio a carta que a síndica escreveu sobre o dispositivo inteligente, o que manda o elevador que estiver mais próximo do andar em que o condômino (sim, porque o dispositivo não deve funcionar pra quem não é condômino está) porque ela conseguiu escrever bem uns 3 "o(s) mesmo(s)". Conseguimos descontos nas compras dos mesmos. O mesmo poderá ser desativado em caso de necessidade de utilização do elevador para mudança. Ou algo assim. Não consiiiiiiigo. Não consiiiiiiiiiigo.

4 comentários:

  1. É mesmo.

    Eu fico impressionado com a falta de intimidade com os pronomes. Cheguei a pegar texto de estagiário que dava uma volta enorme quando bastava escrever "ele" ou "seu".

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  2. Neste universo detestável, eu detesto quem usa frases em inglês ou expressões, num pais de semi-analfabetos.

    Acho detestável também, gente que diz: Quebra de paradigma, a nível de, super legar, estar fazendo...etc etc etc.

    Acho babaquice, quem acha que os outros tem que entender uma piada em inglês. Não estando no pais que se fala a língua. Uma piada em japonês seria igual.

    Eu sou musico, quando gosto de musica, mando a letra para um amigo e não a partitura.

    Cada-um-cada-um-amore.

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  3. E no Orkut tem uma comunidade bárbara chamada "Eu tenho medo d'O mesmo" *hahahahahaha*
    http://brendastrikesback.blogspot.com/

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  4. Carlos, eu também detesto - faço força para não usar expressões em outra língua e tenho auto-crítica. Eu detesto esse meu hábito. Mas hábitos não morrem fácil. Rá!

    Dri, essa é ótima!

    Marcos, eu acho que eu não poderia ser chefe desses estagiários.

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