8.7.06

De tudo um pouco

Eu estava esperando a empolgação da Copa baixar e, logo em seguida, a raiva. Gentê, por que a gente ainda insiste em torcer? Torci pra todos os times pobrinhos (como a Angélica disse que não faria/fez), virei fã do goleiro de Angola, developed a crush que durou todo um jogo, depois saí torcendo meio pra pobrinho/coitadinho/ruim de bola. EUA, Togo, países estranhos, Portugal, etc. E lógico, lógico que eu sou pé frio e eles todos perdem. Então eu acho que eu vou torcer pra França.

Mais sobre o time do Brasil? Um bando de gente, com camisas amarelas, números diferentes. Atrás, eu escreveria: Tijolito. Mais ainda? Concordo com o que o Marquinhos tem a dizer, e conversamos também sobre os contratos (gentê, em inglês, que a gente é chique) e ele escreveu no blog. Desgaste.

Gentê, que desgaste! Por quê, né, gentê? Cansei. Não vou gastar meu amor com quem não merece, sendo que eu sei que isso não é fácil de fazer nem na vida real nem na Copa do Mundo. O gatito que mora no único país que está andando pra futebol vem me consolar: It's just a game! What do you get if Brazil wins? E eu: No, dude, this is so not just a game. This is the World Cup. E aí resolvi parar de falar sobre, porque eu não quero ter que explicar o que é o verdadeiro amãr.

Uma pergunta. Quantas Copas do Mundo você ainda acha que vai ver na vida? Nas minhas contas, restam umas 10 pra mim. Só 10. 10! Acho que vou chorar.

Agora chega. Sem mais lamúrias.

Vocês já ouviram Emiliana Torrini? É tipo a Björk, mas sem a chatice de ser toda artística e engajada e vamos fazer greve de fome, mamãe. E sem o vestido de cisne.

Ontem meu carro quebrou quando eu estava do outro lado da cidade e eu demorei umas 3 horas pra voltar pra casa. Foi muito emocionante, porque depois eu tive que pegar a Marginal, e estava trânsito e eu estava com a gasolina na reserva. Mas eu fiquei com medo do carro pifar (ele pifou assim que desliguei no estacionamento do outro lado da cidade), e resolvi não parar no posto, então todo o tempo eu me atormentava com a seguinte questã: Devo prosseguir e tentar a sorte e torcer para que o carro não fique sem gasolina? Devo encher o tanque, correndo o risco de o carro pifar? Mas ele veio bem todo o tempo e eu resolvi gastar o dinheiro que eu quase não tenho pra consertar várias coisas. Quase morri de estresse. Porque você não quer - não quer! - ter que ficar parada na marginal com o carro pifado, sendo que você não tem seguro.

E vocês já ouviram Anna Ternheim? What's the deal com todo esse povo sueco que canta, dança e sapateia? Vocês acreditam que a Suécia, um dia, já teve time bom de futebol? Heh.

Que mais? Que mais?

4 comentários:

  1. Frô,

    eu ia te levar no Olivier, mas descobri que fechou. Faremos noutro lugar. só não vai ser neste finde porque estarei trabalhando em far, far away...

    beijos

    ResponderExcluir
  2. Emiliana Torrini canta aquela coisa pungente que é "The Gollum Song" no fim de "As duas torres". Foi a primeira vez que ouvi, achei maravilhoso e cheguei a baixar algumas coisas.

    O engraçado é que mesmo antes de saber que ela era islandesa eu achei parecida com a Björk. Uma comparação que os fãs dela acham absurda.

    E não, Copa do Mundo não é só um jogo, definitivamente.

    ResponderExcluir
  3. Ah, e a Suécia foi semifinalista em 94. Perdeu para o Brasil, como na final de 58.

    ResponderExcluir
  4. Não foi surpresa para ninguém que o Brasil ficaria fora da final. Foi surpresa mesmo, ver a patética rede Globo e seus profissionais, chamarem uma equipe de deficientes auditivos pra ler os lábios do Parreira, e revelar o que ele disse no meio da partida, isso sim foi uma tremenda de uma babaquice. Pena que não cobriram a copa de uma forma bacana. Mesmo assim, a festa emociona.

    Torcer para os frascos e comprimidos de certa forma é gratificante...faz bem para o ego.

    Boa semana!

    ResponderExcluir