17.1.06

A mesma receita. De sempre.

Não apenas uma receita, porque ela é simplesmente a melhor receita. A melhor coisa que essas minhas mãos já fizeram. Para a Renata, que é a Renata que nem é tanto clichê assim. Já tinha publicado no blog anterior, mas sempre vale. Porque, confie em mim, é a MELHOR coisa.

Quibe vegetarino quase-indiano, explicado pra crianças

Você vai precisar de (e eu estou falando assim porque é assim que faz no programa da Ana Maria):

3 xícaras de trigo para quibe
3 batatas cozidas e amassadas
1 cenoura ralada bem fininho
um punhadão de hortelã fresca
1 colher de sopa cheia (mas não transbordante) de cominho em pó
sal (o tanto que achar desejável
1 copo de requeijão (opcional)

Aviso: se você não tiver hortelã nem cominho, nem comece. Não vai ficar a mesma coisa e você vai querer me xingar depois.

Primeiro de tudo, pegue as 3 xícaras de trigo pra quibe e coloque de molho. Quando o trigo estiver molhado, você vai notar que a água que colocou acima do nível do trigo não está mais lá. Isso leva uns bons minutos, por isso você faz isso antes de tudo.

DICA IMPORTANTE: Para secar o trigo, você pega um pano de prato e coloca num escorredor de macarrão mesmo. Não deixe que os furinhos fiquem descobertos. Despeja o trigo e deixa escorrer. Depois, faz uma trouxinha com as pontas do pano e aperta o trigo lá dentro, pra deixar a água em excesso sair. Isso é muito importante e eu tinha esquecido de explicar antes.

As batatas. Use batatas médias. Nem aquelas pequeninas, nem aquelas de fazer baked potato. Quando você cozinhar as batatas, não precisa descascar antes se o seu espremedor de batatas for daquele que não é um copinho cheio de furinho. Se for desse de copinho, então, sim, você descasca. Não precisa cortar em cubos nem nada. É bom explicar, porque você pode ser muito dã. Então você coloca água pra cobrir as batatas e sal. Se você tem medo de salgar, então coloca pouco. Pouco que eu digo é assim, 1 colher de sobremesa. Dá pra corrigir o sal depois. As batatas estão cozidas quando você espetar o garfo e ver que está macio.

Certo. Enquanto isso você lava a cenoura e tira a casca com a faca. Acho que você sabe fazer isso. Você não descasca uma cenoura, você rala a casca fora. Daí rala bem fininho, compreende? Fininho. Use um cenourão. Nesse caso, um cenourão satisfaz mais.

Pronto. Batatas cozidas e amassadas, misture com a cenoura raladinha e o trigo (pra quibe - pelamor, não me vá colocar trigo-trigo, desses de bolo!). Mistura, mistura até ficar uma coisa bem misturadinha. Prova um pouco pra ver o sal. Precisa de mais? Coloca mais. Tá com muito? Cozinha mais uma batata e amassa e joga aí. Aí só fica faltando a hortelã (uma xícara de chá de folhas, isso é um punhadão) e o cominho. Mistura, mistura, mistura, até cansar.

Agora, você unta uma forma refratária com um pingo de óleo. Não esquece as paredes da forma. E coloca a massa ali, apertando com o garfo, pra ficar bem compacto.

Pra ficar ainda mais tchãs, você pode colocar um copo de requeijão por cima, bem espalhadinho.

Forno. Eu usei o quase alto. Pra dar tempo de o trigo cozinhar e não ter perigo de queimar o requeijão (que depois que derrete, forma uma casquinha por cima). E vai vendo a coisa toda no forno. Uns vinte minutos, meia hora são suficientes. Talvez um pouco mais. Você sabe que está bom quando o requeijão ferveu e o canto do quibe está meio soltando da forma. Dá uns seis pedaços amigos. Sem exageros.

5 comentários:

  1. Vou fazer esse fim-de-semana!!

    Hortelã, com certeza. Tem lá na minha avó, cominho eu vou comprar amanhã mesmo.
    Eu aprendi que se tem na receita a gente não pode sair substituindo ou achando q não vai fazer falta. Pelo menos eu não posso.

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  2. Depois me conta se não achou a coisa melhor do mundo.

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  3. Palmirinha is back, then?

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  4. Foi só um rapidíssimo flashback, em homenagem à Renata.

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  5. tá um sol de rachar aqui e eu tô saindo pra comprar cenoura e cominho!

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