18.1.06

Eu não consigo acreditar

que eu gastei horas preciosas de meu tempo e de minha vida lendo um livro escrito por John Grisham. Pra mim, ele sempre foi uma espécie de Paulo Coelho, mas sem ser metido a sabedorias e insights sobre a alma. Mas, né?, eu não posso dizer que os livros que o cara escreve são uma bosta até que eu leia algum livro dele e realmente ache uma bosta. E foi isso que eu fiz. E tipo, ele era advogado, não era isso? Tantos advogados e ex-advogados no mundo que, né? Não é esse o assunto. Gente, sabe lixo? Então. Lixo. O cara escreve mal (e mesmo eu, que tenho inglês como segunda língua estava percebendo que o estilo dele não é dessas coisas - pra você sentir a gravidade do problema). Fora que a história ia me dando raiva e mais raiva.

Eu vou até contar como é o livro, porque isso não é spoiler. Spoiler é de fato *ler* o livro e acho que você não vai querer isso pra você.

Conta a história de um sujeito com uma vida chata e sem atribulações, que é senador nos EUA. Ele é contatado pelo chefão da CIA (doravante "Tio da CIA"), que está preocupado com o crescimento de um outro sujeito na Rússia, que deverá se tornar um novo ditador. Esse sujeito senador (doravante "Senador Chatinho") é convencido pela Tio da CIA a se candidatar à presidência, para que, juntos, eles salvam o mundo (????). Não existe uma plataforma de governo. A única coisa que ele diz é que precisa de um exército forte, porque os EUA e o mundo estão em perigo e o terrorismo e blahblahblahzzzzzzzzzzzzzzzzzzz. Um contato do Tio da CIA avisa o próprio Tio da CIA de que há planos de uma facçãozinha terrorista chulé de atacar a embaixada americana com um carro-bomba. A facçãozinha é tão chulé, que esse contato do Tio da CIA consegue descobrir antes. Modos que o Tio da CIA resolve deixar que o carro-bomba exploda pra poder tocar o terror na população americana.

Enquanto isso, 3 ex-juízes numa penitenciária de baixíssima segurança extorquem dinheiro de senhorezinhos gueis através de cartas. Esses senhorezinhos gueis, porém não assumidos, e cheios da bufunfa, respondem a um anúncio em uma revista e vão trocando cartinhas com esse fictício jovenzinho guei que supostamente sofre muito numa clínica de reabilitação para usuários de drogas e que é, como não poderia deixar de ser, lindo e gostoso. A essa altura, tudo quanto é empregado de fábrica de armas e tudo quanto é gente besta que se deixa enganar facilmente está mandando contribuições para a campanha do Senador Chatinho, que nunca viu tanto dinheiro na vida.

Adivinha quem manda cartinha pra ele também? O fictício jovenzinho guei sofredor. Opa! Pois é. Só que a CIA consegue interceptar correspondência, descobre os 3 ex-juízes e fazem um acordo com eles pra esquecer a história. Tipo, muito dinheiro pra tudo ser esquecido e as cartas do Senador Chatinho serem devolvidas. Essas cartas ficam nas mãos do Tio da CIA que, a partir de agora, exerce total controle sobre o Senador Chatinho, que já não é somente o Senador Chatinho, mas o presidente dos EUA.

Uma bosta. Não leia. O lado bom da história é que eu comprei no sebo e custou só 10 reais.

2 comentários:

  1. Me parece que ele entrou numas de EUA Xerife do mundo e guardião fiel de todas as nações. Não gosto disso nem um pouco, detesto esta história de que o terrorismo vai acabar com o mundo e o único antídoto é o Tio Sam. Fala sério! Eles já fizeram tanta merda e destruiram tanta coisa. Além disso, eu ficaria muito chateada, mesmo pagando só 10 pila, porque o livro conta a história de um monte de filme americano, mudando só a nacionalidade dos teroristas, num filme eles são árabes, noutro russos, noutro são extraterrestres... Enfim, uma historinha sem graça que a gente já conhece. Sou solidária a tua indignação com o tal livro.
    Beijos

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  2. Livro ruim não dá pra terminar, não... Passo logo pra um melhor.

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