8.12.06

As fotos e o vídeo

Não sei se essas pessoas se conhecem. Mas o vídeo de Sigur Ros me fez lembrar das fotos em Dreams of Flying, que já estava no meu stumbleupon há algum tempo. Você tem que assistir ao vídeo e ver as fotos.

6.12.06

Carta aberta

Paula,

Como está tudo?

Li semana passada dois livros dele ("Dress Your Family in Corduroy and Denim" e "Me Talk Pretty One Day"). Pensei muito em você. Eu amo esse moço agora, com toda a força do coração. Então aqui está o registro (que em breve deverá se tornar público para que possamos espalhar o amor a Sedaris pelo mundo) sobre o dia (ou a noite) em que eu o traí porque comecei a ler outro livro que, segundo Brian me disse, era supostamente engraçado. Esse outro livro não só não era engraçado - o autor bem que tentava, mas tentava demais - como eu diria ter sido escrito por alguém extremamente presunçoso. ( http://www.amazon.com/Heartbreaking-Work-Staggering-Genius/dp/0375725784/sr=8-1/qid=1165263238/ref=pd_bbs_sr_1/103-3209058-9873405?ie=UTF8&s=books )

Pode ser que minha opinião tenha sido fortemente influenciada pelo sentimento de culpa de que fui tomada ao sorrir quando li a primeira piadinha. E resolvi que não riria mais. Só mais tarde eu compreendi que não, o livro era chato mesmo e que Sedaris era mais!, Sedaris era 10!, como dizem ser JC em adesivos de carros de freqüentadores de igrejas evangélicas modernas e antenadas com o jovem. O que eu posso dizer é que Sedaris é fiel. Eu acredito em Sedaris. Porque li todas as histórias e todas eram, se não engraçadas, como histórias de alguém que eu já conhecia. Como se fossem de um blog maravilhoso de uma pessoa muito massa. O blog que *eu* gostaria de escrever, mas que não posso, porque não sou Sedaris. O blog que ele não escreve porque ele é mais esperto e talentoso e tudo de bem, etc., e porque ele não acredita em computadores (ou algo assim).

De modo que, ao começar a ler a primeira página do livro do autor presunçoso e, tendo eu acabado de terminar de ler o Corduroy e ainda curtindo as lembranças das risadas que eu havia rido há apenas alguns minutos, eu pus minha cabeça do travesseiro e disse " I'm sorry, David". Brian ouviu o grunhido do som abafado e perguntei o que eu tinha dito. E eu disse que eu deveria levantar e encontrar o endereço de e-mail do David e pedir desculpas por tê-lo traído, pelo abandono a que eu passaria a submetê-lo. Mas me lembrei de que ele provavelmente não tem um endereço de e-mail, já que ele gosta de máquinas de escrever. E que nem estaria interessado em saber se eu tinha começado outro livro, porque, convenhamos, na escala de desimportância de Sedaris, eu ocupo o primeiro lugar por razões muitas, entre as quais ser eu uma completa estranha e ser eu uma das muitas centenas de pessoas que desejam escrever como ele mas não podem.

O que eu quero perguntar, Paula, a você - e não a Sedaris -, é se ele pode ser um pouco meu também, já que você o queria todo para si.

Um beijo,
Ioney

1.12.06

Suéter?

Sim, Lys? Sim, fora de casa. Essa semana não está tão frio. Semana que vem o bicho vai pegar. Hoje, 20ºC é a máxima. Amanhã, 8ºC. Virgem Maria dos Agasalhos, S.O.S.

Achei a melhor coisa do mundo na internet

Canto e Encanto. Tem discos do Balão Mágico, tem Plunct Plact Zum. Tem disquinhos da Taba! Eu tinha todos, que a minha mãe comprava pra mim na banca. Ai. Emoção.

10.10.06

Eu estou andando pelo apartamento, vestindo um biquini somente, desde manhã,

na esperança vã de conseguir resolver a questã da passagem a tempo - reembolso, não reembolso, aquisição - de não perder o sol. Perdi o sol, preciso dizer? E no feriado vai vir frente fria. Que legal. Semana que vem, então. Continuo de biquini só por teimosia, porque já entra uma brisa friinha, mas não muito, pela janela. Hoje eu comi pastel. Porque lá não vai ter, né? Então a gente precisa se empanturrar de tudo que não vai ter. Tipo as frutas. Do conde, caju, atemóia. Diz que não tem jiló, lá, que farei de minha vida sem jiló? Não há nada como uma farofinha de jiló nessa vida.

4.10.06

E, depois desse post, vocês podem esperar o resto da vida,

porque eu vou parar de escrever. Porque parece que é isso que eu faço. Meia dúzia de posts e depois sumiço.

Porque eu sou self-absorbed. E anti-social. Até interneticamente falando.

Motivos pelos quais, também, eu não tinha visto meu nome escrito ali até hoje. Lígia, Lígia, me perdoa?

"Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."
Quebrarei as regras, por óbvio, e não indicarei 5 outras pessoas para responder isso, pelos motivos que passo a enumerar:

1) a onda passou;

2) eu não conheço 5 pessoas que responderiam isso. É sério. Eu sou a menina bolha, tal qual John Travolta, no emocionante clássico de Sessão da Tarde.

Manias, né? Se eu for fuçar os arquivos do menino, eu já escrevi sobre isso. Pera aí.

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Googlando.

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Achei. Espero que eu possa postar mais que 5. Post de 2001 - revisado, anotado, comentado, tal qual um código de processo civil.

Novembro 7, 2001
As minhas manias

Eu tenho algumas manias. Acho que todo mundo tem, não? Vou colocar algumas aqui, as de que eu lembrar. Vamos ver...

Eu nunca (que fique bem claro), nunca tiro o selinho que vem do lado da caixinha de cigarros. Nem permito que alguém tire. - Troquei pra maço. Pra que pagar R$0,25 a mais só por causa da embalagem?
Sempre aperto o tubo da pasta de dente de cima pra baixo. E passo o cabo da escova, pra ir alisando e ficando um tubo bem asseado. E fico possuída quando alguém faz diferente (mas eu nunca cheguei a fazer nenhuma reclamação de fato). - Verdade! Ainda faço. E ainda fico possuída.
Deixo as comidinhas mais gostosas pro final. - Meu pai e meu irmão Gunga e a Iaiá também.
Nunca uso a borracha que vem na ponta do lápís ou da lapiseira.
Grifo as passagens mais bonitas dos livros que eu leio (mas sempre a lápis)
Só faço anotações com minha lapiseira que me acompanha desde o cursinho, com grafite 2B Pentel. Acho que perdi essa lapiseira. Tristeza no coração. Nunca anotei aulas usando a boa e velha caneta.
Sempre carrego minha fiel reguinha de 15 cm no estojo (presente da minha tia, vindo diretamente do Marrocos. Um luxo, não?). Se ela não está, eu fico me sentindo pel* *ada. Então eu ando pel* *ada sempre, porque eu não tenho mais essa reguinha. E nem uso mais esse estojo. Ou eu jogo as canetas dentro da mochilinha ou uso um estojo que eu tenho desde os 15 anos, de lata.
Só canto quando eu estou sozinha. Porque eu tenho pudor.
Coloco aveia no leite, pra esquentar (vira meio um mingau) e depois coloco Toddy. Eu tenho 8 anos de idade.
Só como mamão de colher. Agora eu também misturo aveia e mel e como aos pedaços.
Sempre-sempre guardo fósforo usado na caixa. É, mas agora eu tenho tipo, uns 5 isqueiros Bic, das mais variadas cores.
Coloco cinto imediatamente depois de sentar no banco do carro. Because I'm anal like that.
Enfio toda sorte de papelzinho inútil dentro da bolsa (esse é um hábito cidadão -- é pra não jogar em qualquer lugar, pela rua). E fico segurando bituca de cigarro também, até achar um lixo.
Cutuco o cantinho do polegar, incessantemente. Calo! O mais engraçado foi que isso começou quando eu li um livro do Paulo Coelho. É isso aí! Atirem pedras! Eu já li Paulo Coelho. Mesmo porque sou adepta do "tenho que ler pra poder criticar" e "tenho que dar uma chance a qualquer ser humano que se diga escritor, mesmo que ele se chame Paulo Coelho".
Mordo o lábio.
Se eu vou tirar uma sonequinha fora de hora, sempre fico com óculos.
Coloco os óculos pra escutar melhor.
Leio vários livros de uma vez.
Uso, a cada 5 segundos, a expressões "coração peludo", "toda sorte de", "do Bem" (ou "do Mal"), "mundo de moranguinho", entre tantas outras. Uso, também, muito a palavra "ludibriar". Acho linda essa palavra. Aaaahhhh. Me faz lembrar de Lulu. E do Rio. Aliás, meu amigo Lulu agora mora no Rio.
Corrijo erro de Português em tudo quando é texto que eu leio, embora eu mesma escreva mal e porcamente.
Só uso anel no dedo "seu vizinho". Não uso mais anel.
Se meu leite está sem aveia, não tiro a colher da xícara, quando vou tomar.


Cabô.

Ione Y., 29 anos, cidadã, dividida

Fiquei alguns dias refletindo sobre a seguinte questã:

ir o mais rápido possível ou votar?

Ir o mais rápido possível significa perder o segundo turno da eleição. E eu nunca, nunca!, faltei a nenhum pleito nessa minha não tão longa vida e fico contente e feliz e toda estranha e torcendo pros meus candidatos. Se eu for, como justificar o voto, estando eu em terras d'além mar? Liguei para a minha zona eleitoral e é fácil. Menos fácil será conviver com a consciência pesada por não ter votado. No mais, estou com a Clarice.

Irrita também

significant other e better half. Não consigo.

Mapas

ficando menos angustiantes e aeroportos se tornando lugares legais. De novo. Ãin. Suspirinhos.

Irrita

O cabelo acaju do Edson Celulari.

20.9.06

Leia, leia, por favor

Leia essa tirinha tão meiga. E eu nem estou mal humorada, pra você ver.

O mesmo

Detesto essa história de escrever "o mesmo". Acho que demonstra falta de recursos estilísticos slash gramaticais. Acho pobre. Acho coisa de plaquinha estúpida que tem que ter perto de elevadores, por disposição de lei municipal, pra pessoa bobinha que anda olhando pro teto não cair no fosso do elevador. Aí, tá, tem criança que cai, mas criança não lê a plaquinha, mesmo porque a plaquinha geralmente está lá no alto e criança não deveria andar de elevador sozinha e. Tipo, quê? Antes de entrar no elevador verifique se o mesmo se encontra neste andar. Pára, né? O mesmo? Eu passo raiva quando entro no elevador e leio a carta que a síndica escreveu sobre o dispositivo inteligente, o que manda o elevador que estiver mais próximo do andar em que o condômino (sim, porque o dispositivo não deve funcionar pra quem não é condômino está) porque ela conseguiu escrever bem uns 3 "o(s) mesmo(s)". Conseguimos descontos nas compras dos mesmos. O mesmo poderá ser desativado em caso de necessidade de utilização do elevador para mudança. Ou algo assim. Não consiiiiiiigo. Não consiiiiiiiiiigo.

18.9.06

A gente também chora quando vê os camelos chorarem

Você tem que ver esse filme. É sério. Você tem que.

Aqui, para ver fotos.

Aqui, para ver fotos e ouvir um pouco da música.

Agarrei Cuca decumforça. Cuca, Cuca, eu nunca ia te abandonar se eu fosse sua mãe cã.

26.8.06

I heart Ana

Tô ouvindo com todas as forças porque. Alguém, por favor, desliga o pagode ao vivo do boteco da esquina?

25.8.06

Hug me, please


A woman needs to be held, even, and science has shown this, if its with someone she doesn't care about. Protective hormones are released, and the amount of hormones released depends on the degree to which she is held. The first and best is the complete surround. He wraps you in both arms, whispers how beautiful you are. Second best is the 'arm around.' He is next to you but with one arm around you. Third is he's just next to you on his elbow, but he rests his hand on your stomach and looks at you. Fourth is you snuggling up to him with your head on his chest, while he looks away into space. But when the first best happens, you feel completely, wonderfully like a woman. - SHOPGIRL
Acho que eu não preciso dizer que I developed a crush on the dude on the right, right?
Para ver o trailer.

Eu gosto

de Ane Brun. Oiva.

Eu não gosto de água. Ontem foi beber o primeiro copo de água (um de extrato de elefante, aquele pequenininho), à 1 da manhã. Ou seja, quando eu bebi o primeiro copo de água ontem, já era hoje. Na verdade, ontem era anteontem, etc. Porque olha a hora...

24.8.06

Em compensação,

no metrô outro dia, vi um moço com uma camiseta em que se lia:

INGLAND

A camiseta era azul com bordinhas pretas. Nenhuma cor realmente que me remetesse à Inglaterra. Amei tanto. Quase perguntei pra ele onde ele tinha comprado porque eu acho que eu ia fazer muito sucesso com essa camiseta. Eu adoro coisas toscas.

Só gostaria de dividir com todos vocês

uma pérola de tradução mal feita. E, putz, um lapso terrível.

"O Magnetizador e seus jovens assistentes examinavam profundamente os olhos de seus pacientes e esfregavam os seus corpos. Esses agarravam barras de ferro que saíam para fora (1) da solução ou ficavam de mãos dadas. Num frenesi contagioso, os aristocratas - especialmente as jovens mulheres - eram curados à direita e à esquerda."

p. 89, O mundo assombrado pelos demônios, Carl Sagan.

(1) Sério. Não sei nem o que dizer disso. Talvez a tradutora desse livro devesse entrar pra dentro de seu casulo e não sair nunca mais.

(2) Todos no Brasil usamos essa expressão, né? Todos nós. A gente também diz que está chovendo cães e gatos, tantas vezes que perco a conta.

Isso tudo me irrita muito.

Por que as pessoas insistem em fazer traduções cujo resultado final fica parecido com Júlia e Sabrina?, eu me pergunto, olhando para o infinito.

Ah. Tantalizante. Por quê? Por que alguém usa uma palavra assim?

22.8.06

Na verdade.

Porque em São Paulo, tudo que a gente fala começa por "então" ou "na verdade".

Meu tio pediu meu endereço de e-mail para mandar umas fotos da netinha dele que nasceu há algumas semanas - ela é uma japonesinha muito linda e cabeludinha - e agora ele me manda quase todo dia toda sorte de arquivos power point e correntes e preces e tudo nessa vida que eu mais abomino. Um dos e-mails tinha até trilha sonora em mid. Aí eu tenho que me segurar muito, mas muito mesmo, porque se fosse outra pessoa, eu já teria dito párapárapáraárapáracomissopelamor, mas ele é meu tio, então eu simplesmente deleto tudo. Tomara também que ele nunca ache esse blogue. * * * Acho que vou comer méqui hoje. * * * Cortei o cabelo no Soho. Deu até vontade de descolorir as pontas e pintar de rosa. Mas achei melhor não. Pelo menos não agora. Eu pareço o Ash do Pokemon. * * * Perdi um dos brinquinhos da orelha esquerda e não consigo achar de jeito nenhum. Ficam 3 brincos tristinhos sem companhia e eu me sentindo muito pel* *ada, tipo quando a gente esquece de passar perfume antes de sair de casa ou esquece o celular. * * * Ah, as promoções de inverno. Amo muito. * * * A Cuca está de bem comigo. Ela dormiu comigo de noite (mas eu fui roubá-la da caminha da minha cunhada, que fica na sala, no meio da noite). * * * Que mais? Que mais? Mais uns 250 posts no fórum e eu ganho mais um coraçãozinho. Vocês estão orgulhosos de mim? * * * Estou lendo um livro do Carl Sagan e adorando tanto. O mundo assombrado pelos demônios. Parece até uma longa conversa que eu teria com o mocinho sobre o assunto - ciência, pseudociência, religião e quetais. * * * O Luke Coates é legal, né? * * * Mocinho me pediu uma camiseta com um porquinho-da-índia, porque ele acha bonitinho que o porquinho não seja da Índia e tenha esse nome. Vai ser azul - da cor do janela do gmail chat, palavras dele (pra você ver como é difícil morar longe) e o porquinho vai ser amarelo. * * * Frio, muito frio.

Mocinho?



Com a permissão de Luke Coates. Ele é um cara legal.

15.8.06

Então.

Qual é o lance com esse blogger agora? Quase não consigo logar porque agora eu preciso usar minha conta google, mas não posso switch as coisas? Não entendo.

Mocinho viajou. Os dias passam muuuuuuuito. de. va. gar. quando eu não converso com ele.

Agora eu passo os dias num forum e quero ganhar coraçõezinhos. Meu novo objetivo de vida é ganhar coraçõezinhos. Porque todo mundo precisa de um objetivo na vida e é bom ter um sense of accomplishment de vez em quando. Quem vai postando mais respostas, ganha mais coraçõezinhos. <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 <3 Eu só tenho um. Por enquanto. Eu sei que um dia eu vou ter muitos <3. E isso é bom, porque eu terei conquistado uma meta. Eu não quero dinheiro, nem casa na praia, só quero coracõezinhos.

Mocinho? Mocinho? Você ainda está num avião? Mocinho? Que saudade de você.

Que mais? Que mais? Gentê, posso dizer? Sabe o elevador? Então, ele sobe e desce. Se você está no térreo e quer ir pra cima, você deve apertar o botãozinho de cima. Se quer descer, o debaixo. Não é pra apertar o debaixo achando que o elevador vai entender que é pra ele descer porque você está embaixo. Nem o de cima, quando ele está em algum andar abaixo, achando que ele vai entender que é pra ele subir pra pegar você.

Gente que aperta o botão errado do elevador me irrita.

A mãe do mocinho me escreveu um e-mail e eu fiquei com as mãos suadas. Gentê, nunca na vida eu tinha ficado tão nervosa por "encontrar" mãe de mocinho nenhum na vida.

A Cuca agora só quer dormir com a minha cunhada. Traidora. Eu eduquei, alimentei, limpei as cacas dela, treinei a cã pra ir fazer as coisinhas no jornal, dei amãr, carinho, mais do que dei pra algumas pessoas e agora ela vai dormir com outra pessoa que só a vê 2 dias da semana. Cuca, you've hurt me so bad.

Gente que aperta o botão errado do elevador não me irrita. Me irrita muito.

Peguei o filme dos pingüins pra ver. Preencho meu tempo com filmes enquanto mocinho não volta. Vou falir tanto. Já vi seis, nos últimos 4 dias.

Comprei 3 camisas iguais. Cada qual pelo preço de 13,90 reais. E duas saias. Levei na costureira pra ela encurtar as duas e ajeitar a cintura, porque eu vi na TV que meninas baixas não podem usar saias no meio das canelas. Eu me olhei no espelho da loja e era muito verdade. Look, a dwarf in the mirror! Muito triste esse momento de revelação, porque todas as minhas saias minus one batem no meio da canela.

11.7.06

Da Iaiá

Minha sobrinha agora tem 7 anos.

-- Iaiá, o que tem dentro da gente?
-- Um fantasma.
*
-- Papai Noel existe?
-- Não, o papai e a mamãe compram presente pra gente.
(Meu irmão olha pra ela e faz sinal pra ela ficar quietinha, para que a Marília, de 4 anos, não ouça.)
-- Não, pai, tudo bem. A gente já conversou sobre esse assunto.
-- Vampiro existe?
-- Não!
-- Duende existe?
-- Não! Mas fada do dente existe! E Coelhinho da Páscoa!

8.7.06

De tudo um pouco

Eu estava esperando a empolgação da Copa baixar e, logo em seguida, a raiva. Gentê, por que a gente ainda insiste em torcer? Torci pra todos os times pobrinhos (como a Angélica disse que não faria/fez), virei fã do goleiro de Angola, developed a crush que durou todo um jogo, depois saí torcendo meio pra pobrinho/coitadinho/ruim de bola. EUA, Togo, países estranhos, Portugal, etc. E lógico, lógico que eu sou pé frio e eles todos perdem. Então eu acho que eu vou torcer pra França.

Mais sobre o time do Brasil? Um bando de gente, com camisas amarelas, números diferentes. Atrás, eu escreveria: Tijolito. Mais ainda? Concordo com o que o Marquinhos tem a dizer, e conversamos também sobre os contratos (gentê, em inglês, que a gente é chique) e ele escreveu no blog. Desgaste.

Gentê, que desgaste! Por quê, né, gentê? Cansei. Não vou gastar meu amor com quem não merece, sendo que eu sei que isso não é fácil de fazer nem na vida real nem na Copa do Mundo. O gatito que mora no único país que está andando pra futebol vem me consolar: It's just a game! What do you get if Brazil wins? E eu: No, dude, this is so not just a game. This is the World Cup. E aí resolvi parar de falar sobre, porque eu não quero ter que explicar o que é o verdadeiro amãr.

Uma pergunta. Quantas Copas do Mundo você ainda acha que vai ver na vida? Nas minhas contas, restam umas 10 pra mim. Só 10. 10! Acho que vou chorar.

Agora chega. Sem mais lamúrias.

Vocês já ouviram Emiliana Torrini? É tipo a Björk, mas sem a chatice de ser toda artística e engajada e vamos fazer greve de fome, mamãe. E sem o vestido de cisne.

Ontem meu carro quebrou quando eu estava do outro lado da cidade e eu demorei umas 3 horas pra voltar pra casa. Foi muito emocionante, porque depois eu tive que pegar a Marginal, e estava trânsito e eu estava com a gasolina na reserva. Mas eu fiquei com medo do carro pifar (ele pifou assim que desliguei no estacionamento do outro lado da cidade), e resolvi não parar no posto, então todo o tempo eu me atormentava com a seguinte questã: Devo prosseguir e tentar a sorte e torcer para que o carro não fique sem gasolina? Devo encher o tanque, correndo o risco de o carro pifar? Mas ele veio bem todo o tempo e eu resolvi gastar o dinheiro que eu quase não tenho pra consertar várias coisas. Quase morri de estresse. Porque você não quer - não quer! - ter que ficar parada na marginal com o carro pifado, sendo que você não tem seguro.

E vocês já ouviram Anna Ternheim? What's the deal com todo esse povo sueco que canta, dança e sapateia? Vocês acreditam que a Suécia, um dia, já teve time bom de futebol? Heh.

Que mais? Que mais?

30.6.06

20.6.06

Aí eu descobri que eu engordei 1,5 kg

E isso já me deixa preocupada, porque eu sou pequena. E, tipo, eu nasci para ser gordinha, eu sei. Mas a calça que fazia um ano e que ficava com cara de fiz-cocô e que teimava em descobrir o meu cofrinho para o mundo agora está cabendo de novo. É muito sério isso. Preciso me pesar depois de fazer No. 2 pela manhã para saber o quanto eu realmente engordei. Eu passei o feriado com a minha mãe e, sabedora das muitas desventuras gastronômicas que venho vivendo nas últimas semanas, ela me alimentou muito bem - as in eu não parei de comer durante 3 dias.

Não tinha nada em casa ontem, modos que eu peguei uma sopinha de saquinho Vono (da minha cunhada) e tomei no almoço. E pedi spaghetti para o jantar, que eu dividi para duas refeições (ou seje, comi macarrão no almoço de hoje também). Ah, e salada, ontem. Enchi a pança de alface americana(o) - qual o gênero da(o) alface?, o que é muito bom. Sentir a pança cheia.

E hoje, finalmente, fui à feira. Comprei frutas e queijo e coisas outras. E, às 5 da tarde, comecei a fazer um missoshiro com tudo dentro. Eu teria tirado uma fota para provar que eu cozinhei, mas fiquei com preguiça. Gentê, uma beleza. Na quinta, vai ter outra sopa japonesa, que eu já pensei nisso. E na sexta, vou fazer sushi. As quartas-feiras são sempre misteriosas, porque eu dou aula na hora do almoço, então é realmente muito difícil não almoçar leite esquentado no microondas com aveia e Toddy. E o fim-de-semana, ninguém sabe o que será.

Seria meu namorado o anjo da morte?

é tipo a bíblia -se eu a lesse e acreditasse naquelas histórias, é tipo um manual para relacionamentos, é tipo o filme que você precisa assistir se ainda não o fez. Tipo, meu namorado não viu, mas gentê, vou falar pra você, se ele visse eu estava perdida, porque ele tem essa esperteza Harry que é assim inerente a ele. Tenho medo. Tenho medo dessa sabedoria que ele adquiriu sem nunca - nunca! - ter assistido a When Harry met Sally e tenho medo de que algum dia ele faça alguma coisa que não tenha sido abordada por esse guia dos namoros/casamentos/dates e me deixe numa situação que Harry ou Sally tenham vivido em não sei quantos minutos de filme. E eu fique clueless.
Harry: You take someone to the airport, its clearly the beginning of the relationship. That's why I have never taken anyone to the airport at the beginning of a relationship.
Sally: Why?
Harry: Because eventually things move on and you don't take someone to the airport and I never wanted anyone to say to me, 'How come you never take me to the airport anymore?'
Sally: It's amazing. You look like a normal person but actually you are the angel of death. *(tecla SAP para o leitor)
Gentê, posso falar? GRU. I heart GRU so much it's hard to explain. Em GRU tudo é estranho, porque é muito feliz ou é muito triste. E lá também é estranho porque parece que eu estou sempre sozinha, porque eu vou lá buscar a pessoa e deixar a pessoa e não dá pra ver a pessoa desembarcar ou embarcar e isso é muito, muito bizarro. Ela aparece numa fila e desaparece em outra.

Aí que ele nunca me deu nenhum presente. Ele não precisa dar porque ele é massa e cada dia que passa eu me convenço mais de que ele é o mocinho mais sensacional e bacana e etc., e não são os presentes que vão fazer a diferença, mas o Natal passou, o Dia dos Namorados passou, meu aniversário passou, tudo passou. E, oquei, eu não ligo pra Natal nem pra Dia dos Namorados, porque eu tenho a noçã de que é pra gente gastar dinheiro, etc., e, bom, não precisa dizer que isso eu não tenho, certo? Então eu faço assim: eu mando linques para mapas sensacionais, para fotos de gentes feias e/ou estranhas e/ou fazendo bizarrices. E faço compêndios de fontes para estudar português na internet e ouço Pimsleur e faço transcrições. E dou presentes de verdade também. Quer dizer, dei. Dei presentes. Porque não é como se ele estivesse aqui e eu ligasse pra ele e dissesse que eu tenho uma surpresa pra ele e quando eu visse, o porteiro estaria me ligando pra perguntar se ele pode subir. Não é.

Então ele nunca me deu nenhum presente. E o dia em que ele me der um, sei lá, chiclete, ou uma banana congelada que ele gosta e que ele vai comprar perto da casa dele, eu vou ficar tão surpresa, tão contente, tão abalada, que vai ser o melhor presente do mundo, do mundo! Na verdade, desconfio de que seja tudo um plano cuidadosamente elaborado. Eu nunca vou poder dizer: 'Dude, how come you never get me anything anymore like you used to?', porque ele nunca terá feito isso mesmo. E se ele tiver feito, eu terei ganhado uma banana congelada. Ou um chiclete. Concluindo, desconfio de que ele seja secretamente o anjo da morte.

*Harry: Você leva alguém pro aeroporto quando está claramente no começo do relacionamento. É por isso que eu nunca levei ninguém pro aeroporto no começo de um relacionamento.
Sally: Por quê?
Harry: Porque as coisas vão mudar e você não vai mais levar a pessoa ao aeroporto, e eu nunca quis que ninguém me dissesse "Por que você nunca mais me leva pro aeroporto?"
Sally: É incrível. Você parece uma pessoa normal, mas na verdade você é o anjo da morte.

6.6.06

Eu não tenho vergonha na cara

Eu realmente não tenho. Porque eu sou capaz de não comer good-for-you food e passar a pão e água (na verdade, a biscoito, leite e iogurte), só porque minha mãe não está em casa pra fazer comidinhas boas. Comi o macarrão ao molho curry que Marlene - a moça faxineira linda que eu amo que vem às quintas - e eu fizemos por 3 refeições seguidas. Eu abro a geladeira e quero chorar. Tem uma jarra com limonada e umas conservas. Acompanhe meu regime alimentar essa semana:
  • Quinta-feira, almoço: macarrão ao molho curry
  • Quinta-feira, jantar: macarrão ao molho curry
  • Sexta-feira, almoço: Mestiço (a comida estava boa mas a história é um pouco de chorar)
  • Sexta-feira, jantar: macarrão ao molho curry
  • Sábado, almoço: sanduíche frio com batata-frita da lanchonete uó do Hopi Hari
  • Sábado, jantar: ãin, que delícia, comida japonesa com meu irmão, cunhada e sobrinhas
  • Domingo, almoço: Méqui, às 3 da tarde
  • Domingo, jantar: pizza no meu irmão
  • Segunda, almoço: sobra da pizza que eu trouxe do meu irmão
  • Segunda, jantar: sobra da pizza que eu trouxe do meu irmão
  • Terça, almoço: almocei com o Marquinhos, que gentilmente me ofereceu um risotto e um filé mignon grelhado
  • Terça, jantar: namatamago (ou seja, arroz japa super quente, com ovo batido e shoyu).
Amanhã é um novo dia. Amanhã será mais um dia de luta. Saio para comprar groceries ou não? Vencerei a preguiça mortal que me atinge? Conseguirei fazer missoshiro e sushi temaki com as forças que arrebanharei lá de dentro de meu ser cansado?

Mas há sempre um motivo de orgulho. A boa notícia é que hoje eu finalmente fiz café, após 5 dias sem café fresco na garrafa térmica dessa casa. E ficou bom. A má notícia é que o pó acabou e eu vou ter que comprar mais. Ou seje... Plus, agora tem caqui em casa. Mas quem comprou foi a minha cunhada e eu tenho vergonha de comer o caqui dela (que frase mais estranha, não?). É isso, gentê. Eu não como o caqui da minha cunhada.

12.5.06

Tempo amigo, seja legal

Danielle é o nome da garçonete. Eu perguntei quando ela veio anotar o meu pedido - um capuccino e um misto quente. Não há relógios em nenhum lugar visível desse café, o que só contribui para a sensação de que o tempo pára enquanto estou aqui.

Eu tenho sonhos freqüentes com situações que só vão acontecer semanas depois que sonhei. Eu vejo lugars, ouço conversas. Mais tarde, reconheço os rostos das pessoas que nunca antes tinha visto até o momento em que as vejo e lembro que sonhei com elas. Talvez o tempo não seja linear como supomos e ele não vá somente até o agora. Não sei o que fazer do futuro porque não sei o que fazer do que não existe, do que é somente um sonho, um plano, uma expectativa. O próximo segundo é algo que não alcançamos, até que ele simplesmente pula do relógio para a vida.

Acordei essa manhã e enquanto olhava o teto, decidindo se me levantaria ou se continuaria na cama, senti inveja da Cuca. Ela pulou no meu rosto e tentou lamber minhas bochechas, que é o jeito dela me pedir pra ir pra baixo das cobertas e dormir um pouquinho mais. Ela só entende o que o agora é, e o que ela lembra do passado é suficiente apenas para ela saber que eu a trouxe pra casa e cuidei dela, ou talvez nem isso, apenas para lembrar das pequenas coisas - onde ela deve ir para fazer xixi, ou onde estão os potes de comida e água, ou onde ela guarda a meinha com que ela gosta de brincar, que se ela se sentar na minha frente e piscar os olhinhos assim, ela vai ganhar colo. Tudo o que ela quer, ela quer gora. Tudo é muito urgente para a Cuca.

Faz 11 anos que minha irmã faleceu. Meus pais e ela não mantinham um bom relacionamento e brigavam muito. Eles nunca deixaram de se amar, mas esperavam tanto do futuro, sempre deixando as desculpas e os carinhos para depois, confiando que o tempo cura tudo - dê tempo ao tempo. Eles não se falaram por anos, até que um dia receberam um telefonema dizendo que ela havia sido encontrada morta. Não houve tempo para mais, houve?

Eu invejo a capacidade da Cuca de sentir saudade de mim - o 'mim' não é o mais importante, mas o 'sentir saudade'. Não importa se por 5 minutos para levar o lixo para fora, ou por horas, quando saio para trabalhar, quando eu volto, ela fica realmente - realmente - feliz por me ver, sem saber por quanto tempo ela sentiu minha falta. Não importa realmente por quanto tempo. Ela simplesmente fica feliz em me ver. Ela sentirá saudades de mim com a mesma intensidade seja quando for que eu não esteja aqui, ao contrário do que acontece conosco.

A gente deixa pra lá muito facilmente, esquecemo-nos das pessoas como se fosse para acontecer assim, e confiamos na passagem do tempo para nos curar e para nos trazer surpresas, que sempre acreditamos serão boas. E por causa disso, entender que o futuro não é nada a não ser um vazio, um espaço em branco, é tão difícil. Preferimos pensar que o futuro é algo promissor e brilhante. É como se ele pudesse conter qualquer coisa, um milhão de posibilidades que se revelam conforme fazemos escolhas, quase como uma caixa de Pandora num bom sentido, só com os pedaços bons. Bom, o futuro não é isso, como a vida me mostrou. E o que quer que eu queira para a minha vida, eu quero para agora, para esse exato momento. Tudo - tudo - é muito urgente.

6.5.06

Harry Huffman

No meu sonho, meu carro estava em outro país, e ele estava dirigindo - o que já é duplamente estranho (eu não levaria um carro para outro país, não no hemisfério norte, não um que não faça fronteira com o Brasil; e, mais, ele não sabe dirigir carro com marchas que não são trocadas sozinhas) . Nós estacionamos e ele sai do carro, deixando-me sozinha. Eu tiro os meus óculos, coisa que não faria de maneira nenhuma, porque eu sou míope como um toupeira e me sinto desconfortável sem eles. Pessoas se aproximam do carro e eu decido sair pra calçada.

Há um rapaz vestindo uniforme de baseball e embora ele não me diga nada, eu sei que ele está olhando pra dentro do carro como se um jogador famoso de baseball estivesse lá dentro. Eu digo, "Ele não está no carro, você não vai conseguir o autógrafo. Desculpe." Ele me olha espantado e olha pra dentro do carro. Eu dou um passo atrás e sinto uma mão pegando por trás da minha perna, como se o braço saísse do carro, que está com a porta fechada. Entro no carro pra pegar meus óculos e é como se alguém os jogasse pra mim - de outro modo eu teria que tatear para encontrá-los e levaria algum tempo fazendo isso. Os espelhos retrovisores e a seta estão se mexendo sozinhos. É um tanto assustado e eu olho pra ele, que acaba de chegar e ele me diz "Lembra que eu te disse que tanquinhos de guerra de brinquedo mostraram o caminho pra mim?". E eu me lembro, embora essa cena não tivesse sido sonhada. Eu vejo os tanquinhos alinhados na estrada, apontando o caminho.

Em seguida, eu caminho em direção a uma casa com uma marmita nas mãso. Eu chamo por ele, pensando que ele está dentro da casa, mas ele não responde. Conforme vou me aproximando da porta, uma voz diz, "Eeeeentre", e eu sei que é do jogador de baseball que as pessoas achavam que estava no meu carro, e que ele está prestes a morrer. Há também uma voz que me diz coisas, na minha cabeça. O nome do homem é Harry Huffman (e eu vejo o nome dele se formando no ar, como se eu tivesse que saber como se soletra), ele tem 90 anos, era um jogador famoso de baseball e ele vai morrer em um ano e meio. A voz vai dizendo essas coisas aos poucos. Ela diz, "Se você e ele tomarem conta do Harry, ele vai herdar algum dinheiro". "Ele mora em West Virginia", a voz diz.

A voz assustaddora diz "Eeeentre" e eu mexo na maçaneta, mas a porta está trancada e eu digo "Não consigo entrar", e a voz diz que ele não entendeu o que acabo de dizer e eu repito, um pouco mais alto, tentando entrar. Eu recuo um pouco e a porta se abre. Eu chamo por ele de novo (não o Harry, mas meu acompanhante), mas nesse ponto é óbvio que ele não está lá. Vou procurar um prato, já que eu tenho que alimentar Harry. A casa é como se fosse da minha avó - sem ser, e eu tenho a sensação de que Harry está no andar de cima, onde era o quarto dos meus avós. Mas eu vou ficando mais assustada e digo "Desculpe, eu não posso ficar aqui se ele não estiver comigo. Estou com medo. Se você precisar da minha ajuda, eu volto, e você sabe como me chamar, mas eu tenho que voltar agora, estou muito assustada".
Claro que googlei o nome "Harry Huffman" e, para minha surpresa, há alguns. Não encontrei nenhum que tivesse sido um jogador famoso por volta das décadas de 30-50. Encontrei algumas fotos de um senhor que se parecia com a imagem que eu vi dele. Existe uma família Huffman que vive perto de onde meu acompanhante do sonho vive. Mas eu não sei o que esse sonho quer dizer, se é que sonhos querem dizer alguma coisa.

3.5.06

Falemos sobre a Maria Cláudia

Ela é essa pessoa:



Bonita, né? Fora que ela é minha amiga querida do peito, embora eu só tenha visto uma vez.

Ela escreve sobre moda na Paradoxo. E bem.

E adivinha? Ela faz camisetas foufas - quero todas.

Vitrininha:



Se você quiser também, os preços estão lá. Ela manda por Sedex (o valor do Sedex deverá ser acrescentado ao preço da camiseta).

26.4.06

No café, de novo

No café, de novo. Eu sempre me sento à mesma mesa. Da última vez em que estive aqui, deixei meu isqueiro sobre a mesa; a garçonete o devolveu para mim hoje. Eu agradeci efusivamente - efusivamente mesmo. Eu agradeci não só pelo gesto mas também porque nossas vidas se ligaram por um segundo e eu pensei sobre a carta que eu quis deixar aqui no outro dia. Eu não sei o nome da garçonete e eu não acho que ela saiba o meu, apesar de eu pagar o café com meu VISA. Se eu perguntar a ela como ela se chama, eu tenho medo de estragar alguma coisa, que alguma coisa se perca, embora eu não saiba exatamente o quê.

Eu tenho vindo aqui desde há dois meses, todas as segundas e quartas-feiras, e eu fico aqui por uma hora, às vezes mais. Talvez ela se pergunte por quê. Ela talvez tenha suposições esquisitas que expliquem por que eu venho aqui. Talvez ela nem pense nisso. Mas se ela pensa, o que será que ela pensa? Sério, é uma pergunta. Eu sempre trago livros, esse caderno e às vezes eu trago minha câmera fotográfica.

Está quentinho e faz sol, mas o ar está seco, então não dá a sensação de estar tão quente. Faz 28C. Tem algo sobre manhãs de outono - elas são silenciosas e tudo parece estar absolutamente imóvel, quase como se o tempo tivesse parado.
Mensagem de SMS pra ele: "Você está com fome?"
Mensagem de SMS dele: "Estou! Como você sabia?"
Ele sempre tem fome. Fez-me sorrir, quase rir um pouquinho. E eu me senti feliz por um segundo, e o tempo começou a andar de novo. Eu fico pensando se a vida é pra ser feita desses pequenos momentos - felizes ou tristes - ou se eu deveria esperar mais da vida. Eu tenho medo de pensar que há mais pra se esperar, porque eu não saberia o que fazer pra conseguir o que quer que seja esse algo maior e melhor.

24.4.06

No café

Algumas manhãs atrás, enquanto tomava um café. Estou sentada ao lado da janela, meio lendo um livro, meio olhando a calçada molhada de chuva. O sol saiu faz pouco, por pouco tempo, e eu sinto meus pés ficando quentes dentro dos Adidas.

Não há nada realmente errado, nada terrivelmente errado. Só que eu tenho vontade de dizer essas coisas que fazem respirar um pouco difícil. Eu não sei que coisas são essas, então não consigo me desfazer dessa sensação de twilight zone, como a que você tem quando está quase pra chorar. Como quando você está fazendo as malas pra ir pra casa depois de uma viagem boa, ou quando você chega em casa e tem que desfazer as malas, e a casa está vazia e silenciosa. Como se você sentisse saudade do que está tão próximo e do que você não está exatamente se despedindo. Achei que a sensação iria embora se eu chorasse, mas nãp dá pra gente se obrigar a chorar. E não há nada horrivelmente errado acontecendo.

Você pensa às vezes em como as pessoas estão fazendo coisas, vivendo como se as vidas delas não estivessem ligadas à sua? Pensei em escrever uma carta e deixá-la sobre a mesa pra alguém encontrar. Ela a levaria para casa e leria durante o jantar e, talvez, gastaria alguns minutos pensando sobre quem teria escrito a carta ou se já teria me visto ou sobre o que eu faço ou sobre o que é que me faz ser quem eu sou. Mas seria mais provável que a garçonete lesse a carta ou que ela a guardasse pra me devolver da próxima vez que eu voltasse para um café e que a carta não cumprisse seu destino. Então vamos deixar a carta pra lá.

Não parece certo que a gente deixe as pessoas entrarem na nossa vida e que elas saiam dela "assim". Que horas são? - 9:54 - eu não posso me atrasar. Até isso parece errado; eu não me importo com essas pessoas que eu tenho que me encontrar.

Pensei que eu eu fosse me sentir melhor se eu chorasse, então eu pensei em tomar um banho quente e chorar. Ia ser muito bom. Foi ficando mais tarde e mais tarde e eu tive que ir dormir pra que eu não me sentisse péssima pela manhã - mas adivinha? - eu me sinto péssima. Estou cansada e esquisita e estou escrevendo essas bobagens. Eu tive um sonho muito estranho. Eu fugia de mulheres com perucas ruivas e eu ia pro quarto dele, número 384 or 389, mas não tinha certeza se ele ia me deixar entrar ou se eu estava sonhando ainda, então eu hesitei antes de bater. Eu estava assustada. Ele estava lá e me disse pra deitar ao lado dele e dormir.

13.4.06

Livro dos meus recordes


No final, parecia que eu clicava por minha própria vida. Gentê, é muito geek isso, mas estou sentindo a descarga de adrenalina até agora. I must get a life. Seriously now.

Esse joguinho ensina a seguinte lição de vida: quando você acha que está ganhando, você se descuida de um detalhezinho e you gotta start new game e começar do nível 1 de novo. Isso sim é geek. Achar lições de vida em joguinhos de internet. Oh, please.

12.4.06

Acabo de ver uma foto de Douglas'

E, meu deus, teria sido tão melhor se não.

Tomar pé na bunda é bom

Dá vontade de escrever coisas. Não que eu tenha levado um pé na bunda nos últimos tempos, os últimos tempos sendo o último ano. Já viu que sofrer rende assunto, e a gente quer mesmo falar pra todo mundo o quanto tudo é tão triste e você só consegue ouvir Maysa o dia inteiro. Daí que quando eu levei o pé na bunda (sem entrar no mérito, descarecendo muito - e, entenda, eu superei, estou em outra, muito mesmo, sejam felizes, eu amo vocês, vocês são legais, etc.), eu resolvi que ia escrever O manual da quase-corna chiquérrima, ou algo assim. Poderia ser. Eu tive muitas idéias pra títulos e tive idéias para ilustrar o livro e ele seria engraçado e venderia muitos milhares de exemplares, blablablá.

Aí eu comecei:

“Se essa for de fato a última vez que nos vemos, você tem certeza de que quer ir ao MacDonald’s?”

Ele me olhou um tanto desconfiado e perdeu a voz por um segundo. Um segundo que o fez titubear e dizer:

“É mesmo. Onde então?”

“Não tem problema. E eu adoro MacDonald’s.”

Pior que era verdade.

Ele ainda insistiu mais um pouco, mas acabamos descendo a Padre Machado em direção à Ricardo Jafet. Eu pedi o de sempre, um número 1 com Coca light e ele, dois hambúrgueres e uma coca pequena normal. Num gesto de gentileza, que poderia ser também um dos últimos, ele pagou os lanches com tíquetes do trabalho, cada um valendo 2 reais. Peguei a bandeja e fui me sentar na nossa mesa de sempre – era realmente grave: as pessoas têm uma mesa de sempre numa loja de fast food –, com 4 lugares e cadeiras que não são chumbadas no chão, atrás de uma coluna. Ele veio depressa com dois potinhos de ketchup: “Pra você.” Não deixava de ser um presente. Dois potinhos de ketchup. Ouquei. Ele estava tentando todo um repertório de gentilezas. Eu adoro mergulhar a ponta das minhas batatas fritas em ketchup.

De volta pro carro, ela abriu a porta para que eu entrasse (certo, eu já sei que você é um cavalheiro, pourra!), e a caminho da casa da minha mãe, fiquei pensando em algo genial pra dizer pra ele, as últimas palavras de uma mulher, alguma frase de efeito, como num filme. Se fosse pra acabar tudo, então que fosse lindo. Que quando ele se lembrasse, chorasse. Mas a única coisa que disse foi: “Queria dizer alguma coisa genial pra você. Mas não consigo pensar em nada. Nem em coisinhas do cotidiano.”

Já em frente ao prédio, demos um abraço bem apertado. Dei tapinhas nas costas dele: “Até algum dia”. Depois completei: “Ou não”.

Ele não gostou da piada. Mas rimos. Ele me apertou mais um pouco e depois me deu um selinho. O selinho que eu tinha esperado fazia muito tempo mas não tinha ganhado até então. Até que ele não era tão gentil assim. Não era bonito de se fazer isso. Dar um selinho num momento de despedida.

Então eu pensei que se eu escrevesse um livro da nossa história, ao menos esse seria um excelente capítulo. Ia ter toques de humor, ia ser triste, ia ser tocante. Ia ser do tipo de se ler enquanto se come pipoca e as páginas dos livro vão ficando manchadas de gordura e você não liga, não está nem aí. Quando abri finalmente a porta do carro, já estava me achando um gênio da literatura estilo Bridget Jones. E eu acreditei, por instante, que eu estava na cena de um filme. O meu.

Aí eu escrevi 15 páginas. Mas, na verdade, uma é a capa do livro, a última página tem 3 linhas e e eu confesso que peguei coisas do blog antigo pra colocar, inclusive figurinhas. Porque adulto também tem direito a ler livros com ilustrações. Eu leio Douglas Coupland e fico achando que é tão simples escrever e não me conformo como é que pode ser que eu não consiga. Não me conformo. Vou ler Douglas Coupland sem parar (e quem quiser me presentear, pode me dar Life after God, Shampoo Planet, Miss Wyoming ou Hey Nostradamus! - meu aniversário é no próximo 28). De domingo pra segunda, eu fui dormir e tive muitas idéias para o "livro.doc" - é assim que eu chamei o arquivo, que eu salvei em Meus documentos, cheia de pretensão. Se toca, Ione. E fiquei pensando em escrever um blog. Com a história. Porque blog é bem menos assustador. Eu não tenho competência pra escrever livro - and I'm so not fishing for compliments, so not! -, mas até que houve épocas em que eu gostava do meu blog. Ele costumava ser engraçado (dammit, pensei em inglês de novo). Mas aí eu esqueci quais eram as idéias tão geniais assim que fechei os olhos finalmente pra dormir.

Risos

Eu não consigo dar risadinhas cibernético-virtuais do tipo rsrsrsrs, nem consigo escrever 'risos'. Tenho muita raivinha. Daí eu rio "ha ha ha ha", sendo, que, né?, agá aspirado existe na língua inglesa, mas não na portuguesa. Eu sou culpada. Eu sou uma anta que pensa em inglês, às vezes, e esquece palavras em português. Eu sou pedante, também, aparentemente. Tipo, noooooossa, como ela fala inglês, né? Ãin. Não é. Eu acho isso de uma antice sem fim. Tipo o dia que eu fiquei pensando "vinho vermelho", em vez de tinto, porque só pensava em "red wine". Tem umas coisas boas, também, deixa eu pensar....

Não, talvez não exista uma coisa boa a respeito disso.

"A respeito disso". Écati. Isso é inglês.

Já sei! Eu falo "supostamente". Eu sou muito nerd, meu povo.

11.4.06

Recorde, coisas outras

Não tanto por causa da pontuação, que foi baixa, mas por causa do nível. Até hoje eu não tinha passado do 21. Meu objetivo é chegar ao nível 29 até meu aniversário, no próximo 28. Eu devo ter alguma coisa psicológica. Alguma condiçã, eu sei. Atentem também para os minutos gastos nesse partida (21'10'') (vinte e um minutos) xxxxxxx--------------xxxxxx e segundos acima.
São Paulo, 11 de abril de 2006
assinatura (lskdjslkdjlskdj)
cliente desde 2001

Esse tênis Adidas com cara de anos 70, vou te dizer, vai me ajudar no combate à osteoporose. Juro pra você que é a coisa mais dura desse mundo. Só não ganha de andar descalça. Ainda bem que não conta com sistema de amortecedor do impacto (óóóóó, como eu sou tão atleta e preciso tanto disso, modeus), porque com o tanto de Coca-Cola Light que eu tomo, tenho certeza de que o futuro será horrendo. É grave. Sabe quando seu maço de cigarro dura 3 dias e de repente, você está comprando 3 maços a cada vez que vai à padaria pra não correr o perigo de ficar sem? Comecei com latinhas, passei a garrafas de 2 litros. Gentê, repitam comigo: Coca Light não é água.

Flagrei minha mãe cantarolando uma canção do KLB, quando a TV estava ligada no programa do Ronnie Von. Foi-se o tempo em que ela cantava músicas do repertório da Maysa. Atentem, crianças, o 'v', em 'Von' tem som de 'f'. Não quero ninguém perto de mim que chama o homem de Ronnie Von. Me irriiiiiiiiiiiita. É Fon, mkay?

5.4.06

Você não terá vida se clicar nesse linque

que por meio desse faço ficar disponível. Não clique. NÃO CLIQUE AQUI, PELOUVOR, EU VOS IMPLORO.


Gostaria também de declarar que eu adoro Glamurosa, de MC Marcinho. E Fico assim sem você, de Claudinho e Buchecha. Podem jogar pedras. Eu balanço gostoso requebrando até o chão.

Tipo, por que é que tem que ser assim se meu desejo não tem fim? E eu te quero sem ter fim. Amor sem beijinho. Etc. Né de deprimir qualquer alma? Tô louco pra te ver chegar. Ãin. Sendo esse o trecho mais difícil e verdadeiro, a nível de vida real, que encontrei em toda a poesia contida nessa singela letra da mais alta e nobre expressão da música popular.

O desespero é muito grande, gentê. (avião sem asa, fogueira sem brasa) Estou lendo, como disse, Microserfs de novo. E estou cogitando ler livros diretamente do computador. Tenho aqui Fight Club, Fever Pitch e vários do Douglas Coupland. Vamos ver quanto fica pra mandar imprimir? 45,25 + 21. Nem é tão ruim assim, huh? (circo sem palhaço, namoro sem abraço). E, tipo, o que é esse arranjo feito com um teclado eletrônico, que coisa mais rica e meiga, modeus. (eu não existo longe de você e a solidão é meu pior castigo)

Diz que eu tô no inferno astral faz uns dias, mas não estou sentindo nada. E se estou sentindo, tem a ver somente com a TPM.

4.4.06

Adri Patamoma, Adri Patamoma

Adri, eu leio alguns blogs sempre. Conheci pessoalmente muitas pessoas que eu só conhecia por blog (ou que me conheciam) e me tornei amiga de algumas. Eu só acho engraçado isso. Porque a gente lê os blogs e fala sobre a vida das pessoas como se estivesse lendo um livro. Tinha o de um moço do Rio, minha chefe e eu líamos e discutíamos e ficávamos esperando os próximos acontecimentos. E, por mais que a história possa não ser totalmente verdadeira, como muitas e muitas vezes não é, as pessoas se envolvem naquelas vidas, como se fossem de verdade, sem ter a exata noção de que as pessoas de blogs são personagens e, ambiguamente, também não são.

Eu não consigo escrever

Porque estou lendo (de novo) Microserfs, do Douglas Coupland, e ele escreve muito, mas muito bem. Chega que pode ser deprimente. Especialmente esse um livro que ele escreve em forma de diário. Né? E um blog. Blog, diário. Blog, diário. Blog-diário-blog-diário. Depressão completa.

Você pode se deprimir lendo lendo um pouco aqui e outro pouquinho aqui.

31.3.06

Fotinhas de São Paulo

Marcos, Beth e eu estamos juntos no São Paulo Daily Photo.

Se você não gostar do nosso, você vai achar um monte de linques para vários outros blogs semelhantes no mundo inteiro. Check it out.

25.3.06

Eu fico assim muito incrível

e me pergunto quais seriam as razões pelas quais as pessoas lêem blogs. Ouquei, você poderá dizer que é como ler o diário de alguém. Mas aí, quando você lê o diário de alguém, você pelo menos conhece a pessoa e sabe que não deveria estar lendo aquilo de jeito nenhum nessa terra, mas lê mesmo assim e isso faz com que você queira ler mais, e mais rápido, pro caso de alguém entrar nesse mesmo instante e pegar você no pulo fazendo coisa que não deve.

Tipo quando você acha que fumar é legal (mal sabendo que, ao aproximar-se perigosamente dos 30 você quererá parar e terá como melhores amigos os chicletinhos de nicotina que você não masca faz tempo porque fica fumando enlouquecidamente pensando nos anos que terá que enfrentar sem eles) e se tranca no quarto, etc., para que logo em seguida sua mãe bata à porta e pergunte o que você está fazendo aí e você jogue a bituca mal apagada pela janela, blahblahblah, e ela entre e pergunte por que raios você trancou a porta. Porque a sua vida não é um seriado americano, em que é normal que os filhos de dez-algo-anos tranquem as portas dos próprios quartos, como se fosse assim um outro mundo paralelo. Uma nação soberana. Chamem a ONU, por favor. O Conselho de Segurança. É preciso que as pessoas mais pobrinhas que ganham mesada ou salário merreca tenham alguma voz nesse mundo! Enfim. Eu não tenho dez-algo-anos, bem longe disso, deixa eu lhe dizer. Eu sou, pessoas, uma tiazona que não levanta a bunda dessa cadeira pra beber una cervezita porque lhe faltam forças, mas meu quarto é ainda meu país.

Mas não é o caso de ser proibido, porque quem escreve blog sabe que corre o risco de alguém ler, às vezes mais de uma pessoa, e corre o risco de topar com gente que conhece de ler por aí, e corre o risco de ficar amigo dessa pessoa, etc. Aí que eu, como a Angélica, fico olhando de onde as pessoas lêem esse blog e me perguntando sobre o porquê. Por quê? Tem uma pessoa no estado de Nova Iorque, uma em Massachusetts, outras na França, Portugal, e até Holanda. E eu realmente gostaria de saber quem são vocês e dizer um oi e dar um sorrisinho.

Então, pessoas em terras além-mar (não me desfazendo das pessoas situadas no território nacional): oi. :)

24.3.06

I heart gmail talk

7:10 PM me: só não desisto da viagem porque eu já me comprometi
saco
não estou com a MENOR vontade
7:11 PM meu, já pensou se eu morro/sofro um acidente?
daí você vai poder dizer: "É, ela disse mesmo que não queria ir".
Marcos: hahaha, já tá viajando!
7:12 PM me: porque isso não acontece
de eu não ter vontade de ir pro Rio
tipo, nunca
Marcos: então, por isso estranhei. sem vontade de ir ao rio de janeiro?
7:13 PM me: pois é
eu sempre quero
mas agora não tô com um pingo de vontade
7:14 PM Marcos: então vamos beber hoje. vamos nos divertir etc. pelo menos você... né?
vai que
(morreu feliz)
me: ha ha ha ha
quem vai contar pro [nome do mocinho], meu deus?
Marcos: e de ressaca
me: já fica com o e-mail dele
[aqui iria o e-mail do menino

7:15 PM você ficará encarregado de contar pra ele que eu morri tragicamente
cadê a madeira?
pra eu bater
Marcos: faz o texto em inglês aí, hahaha
7:16 PM bate mesmo. tem madeira pra bater num boteco legal. vamos?
me: I'm sorry I'm the one who tells you this. As you know, Ione took a trip to Rio and had an accident. Unfortunately, she passed away. She told me to e-mail you in case anything should happen to her. I'm sorry. She was a good girl.
aí você assina.
7:17 PM Marcos: hahahaha. HAHAHAHAHA
HAHAHAHAHAHA
she passed away
HAHAHAHA
me: uai, morri
não foi?
gente, isso dava um post