29.11.05

I heart Jens Lekman

Eu não ligo que ele tenha cabelo dos anos 70 e faça poses muito gueis, que é tudo que você pode ver quando googla o nome dele. Tipo, tá, tem gente que acha muito massa esse cabelo anos 70. Eu, tipo, não, tá? Mas também, quem liga pro que eu gosto ou deixo de? Whatever. It's called small talk, people.

Ele mente muito bonitinho nas músicas que ele canta tão foufinho.

Então, Giu, nem vou atualizar

Porque não tenho nada pra contar desde que eu resolvi que não contava mais coisas íntimash e paRticularesh da minha vidam. Quem quer saber que eu emagrevi mil quilos, por favor? Ninguém.

Daí eu passei a tarde inteira apreciando o tédio, o aborrecimento, o tédio, a chuva, ouvindo Jens Lekman, que eu sei que vai casar comigom e vai me esperar at the vending machine. Pera que eu já dou pra você uma música. Preciso achar a coisa de linkar músicas no google.

Aí estou conversando sobre roupas com Macrau nesse momento. Sobre as roupas que nossos dinheiros não compram, essas coisas de pobre, tipo C&A e como a gente ãma tudo que não pode ter. E olhando coisas na internetem. Por exemplo, esse que fala de como as moças com tantos dinheiros no banco podem ser capazes de se vestirem tão mal, que chega eu fico feliz com as minhas roupas (e com o fato de eu não ser celebridade e não ser fotografada nesse momento, de modo que houvesse prova documental da molambice). Ou que ajuda você a superar o fato de você ter cravos no nariz, por exemplo, ou umas coisas murchas embaixo da bunda mole. Porque, meudeus, você pode ter dinheiro pra consertar a murchez da bunda, mas nada dá jeito nessas operações feitas pelas mãos do cramunhão.

22.11.05

Selinho

Amei esse selinho amigom, viu, Giu? Olhali o selinho de aulinhas, não é foufom?

18.11.05

16.11.05

P.S.


Essa sou eu com a armação nova, o cabelo super mega curto, quase o não cabelo, não cabelo esse que pintei de preto.

Eu descobri também

que eu tenho muita dificuldade em aceitar mudanças. Assim, né?, eu já sabia, de velho mesmo. Desde desde, desde sempre. Por isso que fico me debatendo entre ser uma pessoa de aeroporto e ser a pessoa exótica de aeroporto, como disse a Naty. Aceitaria eu as mudanças drásticas? Tenho capacidade de dar um passo arriscado rumo ao alto e avante, a felicidade muita, quiçá?, em terras nunca d'antes navegadas? Às vezes.

Era uma vez, um ano atrás, - jesuis, lembrei disso nesse exato momento e só foi por lembrar de como eu era baleia naqueles tempos não áureos nem... como é o adjetivo para quem quer dizer "de prata"?; na falta, direi púmbleos, que eu acho a palavra estranha e feia e eu gosto, às vezes do que é estranho e feio e quero apertar muito - um ano atrás, eu pesava muitos dez quilos a mais do que eu peso hoje.

A situação é muito grave, você não sabe. Se eu emagrecer mais uns 3 quilos, eu volto a ser a pessoa que eu era aos 18 anos. Tá percebendo como isso é grave? Porque meu cabelo está mais curto e preto (depois ponho uma fota) e eu também mudei a armação dos óculos e fiquei um pouco mais cegueta também, e fiz um pouco mais de sexo, o que não foi muito difícil de acontecer considerando que aos 18 é que eu entreguei minha florzinha ao mocinho de quem eu gostava e que disse que ele nem queria mais minha florzinha porque eu era um bibelô de cristal (e eu ainda continuei amando essa pessoa por muitos anos - rá!) que ele tinha medo de quebrar. E ele disse isso num ônibus. Quando faltavam ainda muitas longas infinitas horas pra eu chegar em casa e eu engoli o choro pra não fazer papel na frente dele. Eu mudei de casa algumas vezes e ganhei a Cuca e mudei de emprego algumas vezes também. Mas se eu emagrecer uns 3 quilos, eu serei a pessoa que eu era aos 18, penso. Eu sou uma adolescente presa num corpo de uma pessoa de 28 (jesuis, quase 29).

Aí eu tenho essas calças. Eu não tenho dinheiro pra comprar calças novas, mas fiz um esforço (meu pai também fez, se é que me entende) e aí eu comprei dois pares novos de calças e as outras ficaram largas e fica aquela bundinha estranha, sabe como é?, de quem não tem com que preencher as convexidades todas. E já faz um ano isso - o que eu tinha lembrado era do pé que eu levei: ó, foi bom, confia em mim. Que as calças caem e a calcinha fica meio de fora parecendo que é de gola alta. E eu ainda não mandei apertar as calças porque, além de eu achar que é feio fazer pence, eu fiquei pensando: e se eu engordar? Eu nasci pra ser gordinha, nem sei porque eu tô assim meio magra. É muito estranho ser assim magra porque ser magra é coisa de adolescente (rá, o despeito!). Daí eu acordei e fui trabalhar e as calças caíam e eu coloquei uma camiseta meio comprida pra tapar a calcinha que ficava de fora e pensei tudo isso enquanto tomava um café e fumava um cigarrito (juro que vou parar até o ano que vem: juro).

11.11.05

Strength

21 de fevereiro de 2003, sexta-feira

Para dar fim a essa semana e voltar a me preocupar com coisas importantes, como comprar um biquini, pedir ao Diogo a mochilona dele emprestada e pensar em que sabor de milkshake pedirei hoje no Joakin's e como esse milkshake colocará no chão todo um esforço de meses e como amanhã eu vou a um aniversário e se estará sol, falarei pouco. Não, eu não falarei pouco, mas achei bonito fazer que vocês acreditassem na primeira mentira do meu dia. Antecipadamente, peço desculpa pela breguice que me invadiu. Às vezes, é inevitável ser ridícula, mesmo que não seja quando se escrevem cartas de amor.
Fato é que, muitas vezes, saímos por aí falando feito loucos, sem que tenhamos nos dado o tempo suficiente para pensar sobre o que é mesmo que estamos sentindo e pensando. Constantemente eu penso naquele provérbio que diz (minha memória pode me enganar muito, vocês sabem quantos anos eu tenho?) que a palavra lançada não volta atrás. Às vezes desejamos que a palavra que lançamos (ou a que nos foi lançada), seguisse os conselhos de Zenão, e de metade em metade do percurso, não chegasse nunca ao seu destino.
Mas pronto, é inevitável. Ela chega aonde se pretendia que chegasse, não há escapatória possível. A partir daí, é um mundo de reações e equívocos, ou ainda, os equívocos já começaram quando se pretendeu dizer algo a alguém.
Se comunicação não é só palavra, os equívocos multiplicam-se porque, havendo palavras que deveriam bastar para designar tudo e tornar o entendimento possível, mas que ao fim e ao cabo, não cumprem o papel de maneira fiel, não se pode esperar que compreendamos melhor os gestos. E todos sabemos como os gestos são coisinhas tão espertinhas e que pregam peças, não é à toa que em todo filme americano de amor, tem alguém que diz que recebeu "mixed signals". E reagimos a uns (gestos) e a outros (palavras) e os equívocos voltam a nascer, multiplicam-se feito uns gremlins: bastou chuviscar um pouco de comunicação, pronto. É pior que praga de ratos na Nova Zelândia ou de gafanhotos no Egito.
Ao mesmo tempo que reagir impede a análise, se ao contrário, nós nos debruçássemos sobre tudo o que nos foi dito (sob qualquer forma), aonde é que isso nos leva? Porque quanto mais se pensa, menos coragem se tem. Parece que pensar e encorajar são essas duas grandezas que crescem em desigual proporção. Quanto mais tempo se leva matutando, mais a espontaneidade se esconde -- o que às vezes é bom, às vezes é muito ruim -- mais obstáculos colocamos, escoramo-nos em nossos cuidados e nossos cuidados são os maiores obstáculos.
Quando o seu chefe lhe diz que você é um zero à esquerda, melhor é internalizar e esquecer a reação. Ninguém gosta de subordinados que metem a mão na cara de seus superiores, pra deixar marca de dedo naquela bochecha e fazer ressoar um estalo bem alto pelos corredores do escritório. Quando alguém diz: gosto de você, responda imediatamente. Freqüentemente, perdemos a coragem de querer dizer que gostamos, como se no próximo segundo o gostar do outro se fosse esvair e ele não compreendesse mais sobre o que mesmo estamos falando.
Eu queria fazer dessa mensagem um chamamento à coragem. Tomara mesmo não existam palavras vazias.
Bom fim de semana.
"(...) parte do barro com que modelam agora uma figura provém de outra que tiveram de desprezar e amassar, assim é com todas as coisas deste mundo, as próprias palavras, que não são coisas, que só as designam o melhor que podem, e designando as modelam, mesmo se exemplarmente serviram, supondo que tal pôde suceder em alguma ocasião, são milhões de vezes usadas e atiradas fora outras tantas, e depois nós, humildes, de rabo entre as pernas, como o cão Achado quando a vergonha o encolhe, temos de ir buscá-las novamente, barro pisado que também elas são, amassado e mastigado, deglutido e restituído, o eterno retorno existe mesmo, sim senhor, mas não é esse, é este." pp. 156-157
"Penso que as palavras só nasceram para poderem jogar umas com as outras, que não sabem mesmo fazer outra coisa, e que, ao contrário do que se diz, não existem palavras vazias." p. 204
"O oleiro não acompanhou desta vez o tom jovial da filha, antes falou sério e sereno como se estivesse a recolher uma a uma as palavras que tinham ficado lá atrás, no lugar em que haviam sido pensadas e deixadas a madurar, não, essas palavras não foram pensadas, nem tinham de amadurecer, emergiram naquele momento do seu espírito como raízes que tivessem subido subitamente à superfície do chão,(...)" p. 168
SARAMAGO, José. A caverna, São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

10.11.05

Pessoas em aeroportos

Não eu, nem você, nem aquele em que você deve estar pensando, definitivamente ninguém em Love Actually. As pessoas comuns, em filas, as que servem lanchinhos e trabalham seus trabalhos de aeroportuários e, generalizando, - essas pessoas de aeroportos só são "de aeroporto" porque foi lá que toda uma série de pensamentos e reflexões começou. E nem fui eu que comecei com isso. Emprestei a idéia. E isso que Paul escreveu aqui, mais ou menos descreve como é uma pessoa de aeroporto.
"Richard was still Richard, the selfsame Richard of yore - but better, somehow, more comfortable in his own skin. He's gotten himself married and has two little girls. Maybe that's helped. Maybe being eight years older has helped, I don't know. He's still grinding away at one of those sad-sack jobs of his - computer parts salesman, efficiency consultant, I forget what it was - and he still spends every evening in front of the television set. Football games, sitcoms, cop shows, nature specials - he loves everything about television. But he never reads, never votes, never even bothers to pretend to have an opinion about what's going on in the world. He's known me for sixteen years, and in all that time he hasn't once taken the trouble to open one of my books. I don't mind, of course, but I mention it in order to show how lazy he is, how thoroughly lacking in curiosity. And yet I enjoyed being with him the other night. I enjoyed listening to him talk about his favorite TV programs, about his wife and two daughters, about his ever-improving tennis game, about the advantages of living in Florida over New Jersey. Better climate, you understand. No more snowstorms and icy winters; summer every day of the year. So ordinary, children, so fucking complacent, and yet - how shall I put it? - utterly at peace with himself, so contented with his life that I almost envied him for it."
Paul Auster. Oracle Night, Picador, p. 31-32.
Eu não quero ser uma pessoa de aeroporto. Mas confesso que é foda.

4.11.05

Prestenção

Você, pessoa que faz resoluções de começo de ano, devo avisá-lo(a) de que o fim do ano está chegando. Eu tenho certeza de que, entre suas resoluções, pelo menos uma das alternativas abaixo estava na sua lista:
1. emagrecer e se tornar, assim, uma pessoa mais querível, sexualmente falando (embora você saiba que isso é muito shallow da parte da pessoa que fosse/vai se interessar por você);
1.1. ir pra academia fazer malhação - aí você foi uma semana e decidiu que o dinheiro pra cerveja/cinema/outras coisas era mais importante;
2. largar algum vício - cigarro? chocolate? séquiço compulsivo?
3. arrumar uma pessoa linda que te queira bem (e não como aquele pateta ou aquela, ãm, vaca que você namorava antes - rarrarrarrá); ou
4. aprender a falar inglês ou melhorar o seu inglês.
Captou? Sim? Seus problemas acabaram! Novembro chegou, o ano está quase no fim, mas a esperança!, ó, a esperança no seu coração!

Você ainda não começou as aulas de inglês, mas eu (EU!) estou aqui para ajudar. Porque eu sou uma professora de inglês. A dos seus sonhos. A que abrirá as portas da comunicação na língua saxã para você. Para saber sobre minha formação, experiência, método, etc., você manda um e-mail para ione.moraes[at]gmail.com, okay? Ah, sim, necessário dizer que moro na capital do estado de São Paulo. Mas distância não é realmente um problema - para que pessoas bonitas e inteligentes inventaram Google Talk, ou Skype ou MSN? Rá!

E se você é meu amiguinho blogueiro, por favor faça propaganda de mim. wink wink.

Adulthood

This is SO me. Sendo que faz uns anos já que eu virei adulta e ainda não me sinto uma. É normal? Tem cura? Acho que não. Fodeu.

Oquei, sem chorar, tá, criançada? Engole o choro.

3.11.05

Vamos brincar

[12:10:19] Ioney: do que a gente vai brincar?
[12:11:02] Giu - ai, ai: ai, num sei.
[12:11:02] Giu - ai, ai: de mímica?
[12:11:09] Ioney: isso!
[12:11:16] Ioney: por msn deve dar super certo
[12:11:23] Ioney: estou fazendo um gesto com as mãos.
[12:11:26] Ioney: tipo assim
[12:11:54] Ioney: o polegar direito levantado. e os outros dedos dobrados sobre a palma da mão. e a unha do polegar está voltada pra mim.
[12:12:40] Giu - ai, ai: arma!
[12:12:40] Giu - ai, ai: tiro!
[12:12:50] Giu - ai, ai: bang bang
[12:13:00] Giu - ai, ai: sua foto está ótema
[12:13:00] Giu - ai, ai: hahahahhaa
[12:13:00] Ioney: não
[12:13:03] Ioney: o polegar tá pra cima!
[12:13:18] Ioney: e não é o indicador que está separado dos outros dedos.
[12:15:06] Ioney: cara, você é muito ruim de mímica!
[12:15:07] Giu - ai, ai: hahahaha
[12:15:07] Giu - ai, ai: vc tá me mostrando o dedo do meio?
[12:15:17] Giu - ai, ai: gente, eu sou MUITO burra
[12:15:30] Ioney: o polegar está pra cima, separado dos outros dedos que estão dobrados sobre a palma da mão.
[12:15:30] Giu - ai, ai: vc está falando de VOCÊ
[12:15:30] Giu - ai, ai: EU
[12:15:40] Giu - ai, ai: HAHAHAHAHHAA
[12:15:45] Giu - ai, ai: eu?
[12:16:00] Ioney: da minha mão, troncha!
[12:16:02] Ioney: ha ha ha ha ha ha
[12:17:24] Giu - ai, ai: hahahahaha
[12:17:24] Giu - ai, ai: estúpidaaaaaaaaaaaa
[12:17:36] Ioney: Giu, isso dava um post
[12:19:26] Giu - ai, ai: hahahahhaha
[12:19:26] Giu - ai, ai: ok.
[12:19:26] Giu - ai, ai: e eu me queimo pro resto da vida.
[12:19:47] Giu - ai, ai: gente, eu realmente nao entendi. vou ler mais uma vez.
[12:19:49] Ioney: tudo bem.
[12:20:01] Ioney: esconderei do mundo a sua suckiness em mímica por MSN
[12:20:17] Giu - ai, ai: hahahhahahahahhahahaha

Make a wish - part II

Make a wish - part II


Clique na imagem pra ver maior, mkay?

Make a wish - part I

Make a wish - part I


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Up we go!

Up we go!

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2.11.05

O vício do momento

olhar fotos aleatórias de pessoas desconhecidas que pessoas desconhecidas postam em seus diarinhos internéticos.

Atente para o fato de que nunca se sabe se vai sair foto de um gato fofo, de comida estragada, de um pinto feio ou o quê. Tenha cuidado.

De uma cartinha velha

N., não é triste perceber como as pessoas passam? Quer dizer, sendo assim fonte de sofrimento, melhor que passem mesmo. Mas não é triste? Como é que pode alguém ser muito importante no momento e no outro não ter mais nenhuma importância. Digo isso assim por perceber o passamento do G. Não que ele não seja importante, mas acho que é preciso um contato maior pra haver outra coisa ali. De certo modo, a viagem foi legal. Falei tantas coisas que eu achava dele sobre ele e ele ficou lá todo surpreendido porque, puxa, eu nem passei tanto tempo na minha vida na companhia daquela pessoa. Mas ele entendeu e foi legal. E ele disse que vai abrir as portinhas pra mim.

-fev.05