31.10.05

Mais sobre o amãr

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Adouro esse cara. Muito.

30.10.05

Eu sei. Eu sou muito desocupada.

Primeiro você olha esse desenho.



And I mean it. Tem que ver o desenho, ouquei? Promise?

Olhou? Não? Tô esperando.
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Pronto?

Agora olha isso:



Eu que fiz. Pode rir. It's okay to laugh.

Força, Atum! Vai com tudo, Atum!


Telinha, vai dar tudo certo.

28.10.05

What love is

(...), it is impossible for me to look back on those days without feeling a surge of nostalgia for my friends. In some sense, it alters the reality of what I experienced. I had jumped off the edge of a cliff, and then, just as I was about to hit bottom, an extraordinary event took place: I learned that there were people who loved me. To be loved like that makes all the difference. It does not lessen the terror of the fall, but it gives a new perspective on what that terror means. I had jumped off the edge, and then, at the very last moment, something reached out and caught me in midair. That somehting is what I define as love. It is the one thing that can stop a man from falling, the one thing powerful enough to negate the laws of gravity.
Paul Auster, Moon Palace, Faber and Faber, p. 49

O que é o amãr?, por mim mesma, no diafragma.


27.10.05

Ooooonnn


IMG_31871, originally uploaded by Ione.

25.10.05

I just wanted to say:

23.10.05

:)


IMG_30271, originally uploaded by Ione.

Asseio


IMG_29911, originally uploaded by Ione.

21.10.05

Pra começar, uma fota

Oquei, sem fota. Porque o soulseek não tá deixando.

Cara, me responde. O que está acontecendo comigo? Tantas coisas mudaram em minha vida - uma delas não sendo o meu estado civil, que desconfio não mudará nunca-nessa-vida, o que me fará ser o eterno motivo de chacota na família. Tipo. Meus primos filhos da minha tia que é irmã gêmea da minha mãe. TODOS casando. E tipo, ela tem vários filhos, cujos nomes não me lembro agora. Rá. Mas voltando. Por quê? Por quê? E, mais importante, por que eu sou tão patética a ponto de contar isso aqui? Aí minha tia tá sofrendo porque todo mundo de repente vai morar em outro lugar. Mas eu tranqüilizei minha mãe e disse a ela que eu nunca vou fazer isso com ela. Not a fucking chance, mom. You're stuck with me.

Ouquei. A parte da banha, que tá muito melhorada, mas nada assim, ui, que milagre, as bundas nem balançam mais, um ou dois anos se passaram e tá tudo mais ou menos igual. Bem mais ou menos se for pensar. Ouquei. Tá tudo diferente. Por exemplo. Olha ali o audoscrobbler, quando, in a gazillion years, eu ia ouvir essas músicas, me diz? Tão etivativa com as coisas novas, toda uma bad trip de competição porque o meu gosto e o seu gosto e ómeudeus, minha individualidade tão ferida nesse momento em que você me pede pra ouvir Cat Power. Sefudê, né? Pra quê? Eu mudei o tamanho das roupas, algumas de quando eu era magra tão até meio grandes, o que é foda, porque eu continuo pobre de marré e é difícil eu comprar roupas novas. Aí as pessoas pensam que eu tô na vanguarda da moda, lançando o bum look, quando na verdade. Eu mudei de casa, a Cuca engordou, eu conheci pessoas bonitas, cujas bundas eu gosto de apertar em locais públicos, mas que não posso apertar nem em público nem em privado porque.


Será que rola uma fota agora? Tentemos.



Cachorra fofa. Enfim. O que eu estava dizendo mesmo? Tô enchendo a cara de sorvete. Passas ao rum. Que é sabor de adulto, ao contrário de pavê de chocolate. Muito infantil. Rá. Eu continuo querendo ter peitos simétricos, é pedir muito? É?


A verdade é uma só. Eu tô com o saco cheio e não tenho nada pra dizer.

17.10.05

The twilight zone feeling

Assim, ó. Li Oracle Night, tinha o casamento da minha prima pra ir mas eu não quis, porque eu sou anti-social e porque eu estava doente. Então eu disse pra todo mundo que eu estava doente e pronto. Aluguei três filmes pra ver enquanto comia pipoca:

1. Mozart and the whale
2. Tiptoes
3. We don't live here anymore

e coroar tudo com bombonzinhos de sorvete. E eu achei que ia ser a noite perfeita. Mas não foi. Tinha tudo pra ser, mas não. O tempo (aquela chuva quase por cair), os cheiros, o ritmo da noite, a Cuca deitada do meu lado, o silêncio, a falta de haver com quem falar (liguei o computador e não tinha ninguém online), tudo, tudo parecia uma das noites em que eu sofria sofrimentos intensos. Só não estava triste pelos mesmos motivos. Mas tinha um certo desconforto, um tal sentimento de 'meu deus, não pertenço'. Um banzo. Era tudo tão parecido que parecia um episódio de Twilight Zone, parecia que eu tinha voltado no tempo.

Aí hoje eu comecei a conversar com pessoas no MSN e comecei a chorar. Twilight zone feeling that I can't shake. Tão totalmente estranho. Tão absolutamente estranho. Aí eu saí e comprei cigarros. Veja bem, talvez tenha sido melhor. Porque isso ia se tornar um relato de uma pessoa que deixou de fumar.

(eu só adiei pra amanhã, só isso)

Mentalizando decumforça:

- copos d'água
- balinhas tictac de caixinha azul
- chiclete?
- dormir pra esquecer a dor de não poder nunca mais?
- AAAIIIIIIIII.

Só 24 horas.

Não se esqueça de me dar palito e um cigarro de espantar mosquito

Hoje, às 7 da manhã, parei de fumar. Fiquei acordada até tarde ontem, fumando os últimos cigarros, tentando me enfarar deles. Ajudou que eu esteja doente e que o paladar estivesse estragado, porque eles estavam com gosto de, sei lá, plástico queimando. Urgui. Mas foram tantos momentos bons, tantos momentos bonitos, esperas em aeroportos, noites que eu passava estudando antes de vestibular, o pós-séquiço tipo filme francês (já viu filme francês com gente que não fuma depois do séquiço?). É duro. É muito duro. Meu companheirinho de todas as horas. Agora eu totalmente compreendo como é terrível esse negócio de pensar: "pelo resto da minha vida, não poderei", não poderei, gen-tê! Você tá me entendendo? RES.TO.DA.VI.DA. Porque é beijar um cigarro e já era. Já era.

Nunca mais. Só por 24 horas.

9.10.05

20 anos

- Júlia, tem algum menino de que você goste?
- Tem, tia.
- Ele gosta de você?
- Gosta.
- Então vocês namoram?
- Não. A gente nem se fala muito.
- Ué, por quê?
- Porque ele senta lááááááááá do outro lado da sala.

Tia Ione, lendo a sorte de Júlia: Prevejo que, em 20 anos, ela vai descobrir que essa distância não é absolutamente instranponível.

6.10.05

Você pensa que ontem foi um dia ruim porque, taquepariu, num dá pra você se sentir mais cansada do mundo, das coisas do mundo, do eterno drilling de

Ai ém a nãrs. Ri iz a dóctãr (porque ninguém nesse mundo contrai verbo, deus padroeiro dos dummies?). Xi iz a fãquin dóctãr, iu butthead. [pausa para inspiiiiiiirar e expiiiiiiiiirar e não cobrir as pessoas todas de porrada - sempre rindo, sempre, rindo! Bozo, Bozo! Você é uma inspiração nessas horas]

Mas tá. As pessoas são de facto boazinhas. E aí você se lembra que elas são tão cheias de bons sentimentos, demonstrados através da oferta de mimos tão lin-dôs, como você pode observar por essa amostra. Só pra constar: estou sendo irônica. Meu coração é peludo. Muito peludo.

Aí você acorda no dia seguinte, chega em casa às quinze pras 9, não porque não tenha dormido em sua própria cama por razões ótemas, tais como:

(a) ter ido a uma slumber party de gente adulta e que é amiga sua e ficar assistindo Sex and the City e pensando: jesuis! jesuis! eu sou uma dessas moças na televisão!; ou

(b) ter enchido a cara e ter que crash on a friend's couch; ou

(c) ter passada a noite fazendo cousas outras com o seu mocinho porque o mocinho mora longe, bem longe, não queira saber o quão longe ele mora, não queira, porque chega que deprime.

Você chega em casa a essa hora da manhã porque você foi ali trabalhar e já voltou. Aí assisti ao Seabiscuit, pensa em quão tuda Tobey é, o cavalinho se fode, o cavalinho se recupera, Tobey se fode muito, Tobey se ergue talequá fênix e eles ganham a corrida! Weeeeeeeeee! E Tobey diz: nada é impossível, nós já provamos isso. E aí você chora igual uma songa. E você pensa: songa, songa!, chorando por causa duma pourra de filme ruim desse?

Ãin. Voltando. O mocinho mora longe. Você está com tpm. Não tem ninguém em casa, você tá comendo a mesma comida desde segunda, quando sua mãe foi viajar, não tem colo de mãe, portanto, Cuca não sabe dar colo mas veio ver o que estava acontecendo comiga quando eu comecei a chorar e soluçar em frente ao computador, horas depois de ter visto Seabiscuit, pensando assim: jesuis, vai morar assim longe na quepariu. Jesuis. Como eu queria estar lá agora. E ele diz: eu queria que você estivesse aqui agora. Porque eu vou pra Vegas e vai ser um saco e a gente podia ir passear e olhar as pessoas estúpidas todas e fazer comentários maldosos sobre elas e divagar sobre o verdadeiro sentido da vida olhando para o fundo de um copo de cerveja.

Chora, songa. Ãin. Saudade mata a gente, menina, saudade mata a gente.

5.10.05

Cara, eu sou muito perturbada mesmo

MM: Daí teve esse uma vez que uma menina tentou, ãm, transar comigo no meu carro.
Ione: Sim, sim, claro, compreendo.
MM: Mas não deu certo. Era muito apertado. E... bom. Não deu certo.
Ione: Não quero mais saber. Tô sentindo ciúme retroativo.
MM: Injustiça. Você me conta aí dos moços outros, e.
Ione: Eu SINTO CIÚME RETROATIVO! Eu SINTO CIÚME RETROATIVO! Eu SINTO CIÚME RETROATIVO!
MM: ...

Isso porque nem deu certo. Não chegaram às vias de fato. Mas e toda a agarração? E, ãm, os beijos? E mãos e. Ãin.

Ciúme retroativo.

Mito ou verdade?


Cara, alguém quer me contratar pra escrever numa revista feminina?

4.10.05

Convoco você, mulheRRRRR, a colaborar na pesquisa de cunho científico que conduzo não aqui,

Mas lá no diafragma, sobre comportamento feminino relativo à siririca.

Obrigada.

3.10.05

Diante das grandes questãs das vida,

essas em que somos forçadas a tomar decisões estrãnhas ao nosso mundo onde tudo é racional e tem lugares próprios, tipo gavetinhas asseadas (se você pudesse dar uma olhada no estado em que meu quarto - meu reino - se encontra agora!), eu tenho a dizer isso tudo. Veja se concorda comiga.