6.10.05

Você pensa que ontem foi um dia ruim porque, taquepariu, num dá pra você se sentir mais cansada do mundo, das coisas do mundo, do eterno drilling de

Ai ém a nãrs. Ri iz a dóctãr (porque ninguém nesse mundo contrai verbo, deus padroeiro dos dummies?). Xi iz a fãquin dóctãr, iu butthead. [pausa para inspiiiiiiirar e expiiiiiiiiirar e não cobrir as pessoas todas de porrada - sempre rindo, sempre, rindo! Bozo, Bozo! Você é uma inspiração nessas horas]

Mas tá. As pessoas são de facto boazinhas. E aí você se lembra que elas são tão cheias de bons sentimentos, demonstrados através da oferta de mimos tão lin-dôs, como você pode observar por essa amostra. Só pra constar: estou sendo irônica. Meu coração é peludo. Muito peludo.

Aí você acorda no dia seguinte, chega em casa às quinze pras 9, não porque não tenha dormido em sua própria cama por razões ótemas, tais como:

(a) ter ido a uma slumber party de gente adulta e que é amiga sua e ficar assistindo Sex and the City e pensando: jesuis! jesuis! eu sou uma dessas moças na televisão!; ou

(b) ter enchido a cara e ter que crash on a friend's couch; ou

(c) ter passada a noite fazendo cousas outras com o seu mocinho porque o mocinho mora longe, bem longe, não queira saber o quão longe ele mora, não queira, porque chega que deprime.

Você chega em casa a essa hora da manhã porque você foi ali trabalhar e já voltou. Aí assisti ao Seabiscuit, pensa em quão tuda Tobey é, o cavalinho se fode, o cavalinho se recupera, Tobey se fode muito, Tobey se ergue talequá fênix e eles ganham a corrida! Weeeeeeeeee! E Tobey diz: nada é impossível, nós já provamos isso. E aí você chora igual uma songa. E você pensa: songa, songa!, chorando por causa duma pourra de filme ruim desse?

Ãin. Voltando. O mocinho mora longe. Você está com tpm. Não tem ninguém em casa, você tá comendo a mesma comida desde segunda, quando sua mãe foi viajar, não tem colo de mãe, portanto, Cuca não sabe dar colo mas veio ver o que estava acontecendo comiga quando eu comecei a chorar e soluçar em frente ao computador, horas depois de ter visto Seabiscuit, pensando assim: jesuis, vai morar assim longe na quepariu. Jesuis. Como eu queria estar lá agora. E ele diz: eu queria que você estivesse aqui agora. Porque eu vou pra Vegas e vai ser um saco e a gente podia ir passear e olhar as pessoas estúpidas todas e fazer comentários maldosos sobre elas e divagar sobre o verdadeiro sentido da vida olhando para o fundo de um copo de cerveja.

Chora, songa. Ãin. Saudade mata a gente, menina, saudade mata a gente.

3 comentários:

  1. Ah, "Seabiscuit" não é ruim, vá. E força aí na transposição das distâncias. Há novidades do lado de cá, que seguirão pelo e-mail que estou devendo. Beijo!

    ResponderExcluir
  2. own... nao lembro se chorei com seabiscuit... talvez sim.
    Cuquinha te da colinho sim!!
    xerinho

    ResponderExcluir
  3. Ione, fiquei morrendo de rir com seu comentário! HAHAHAHAHA!
    Sabe que eu te leio há um tempão, né? E eu não sei como nunca conseguimos nos encontrar. Vamos culpar a Beth. :*

    ResponderExcluir