17.10.05

Não se esqueça de me dar palito e um cigarro de espantar mosquito

Hoje, às 7 da manhã, parei de fumar. Fiquei acordada até tarde ontem, fumando os últimos cigarros, tentando me enfarar deles. Ajudou que eu esteja doente e que o paladar estivesse estragado, porque eles estavam com gosto de, sei lá, plástico queimando. Urgui. Mas foram tantos momentos bons, tantos momentos bonitos, esperas em aeroportos, noites que eu passava estudando antes de vestibular, o pós-séquiço tipo filme francês (já viu filme francês com gente que não fuma depois do séquiço?). É duro. É muito duro. Meu companheirinho de todas as horas. Agora eu totalmente compreendo como é terrível esse negócio de pensar: "pelo resto da minha vida, não poderei", não poderei, gen-tê! Você tá me entendendo? RES.TO.DA.VI.DA. Porque é beijar um cigarro e já era. Já era.

Nunca mais. Só por 24 horas.

4 comentários:

  1. A multidão torce para que você consiga.

    ResponderExcluir
  2. Ione, meu pai fumou até os meus 8 anos e então parou. E desde então eu tomei um ásco tremendo dessa praga. Odeio, odeio. Do tipo que pega fumante mal-educado em área de não fumante em aeroportos e faz "cof cof" de desenho animado bem perto, e se ele não se toca, peço licença e informo que aquela área é de não-fumante.

    Mas o seu post conseguiu romancear a parada e por um instante eu não o achei tão malvado assim :P

    Muito bacana sua decisão, anyways!

    ResponderExcluir
  3. Olhe pelo lado bom: vai ser bem mais fácil eu visitar você quando for a São Paulo - e estando seu lar com as janelas fechadas!

    ResponderExcluir