9.9.05

Eu queria saber escrever coisinhas bonitas

Os poemas vêm e voltam. As pessoas, elas às vezes vêm, às vezes vão e, - perdoem a absoluta e inconteste desimaginação do trocadilho, bem pobre - elas também às vezes vêem e às vezes não. Quando a gente vê, nem sempre é o que a gente queria, dá vontade de quarto escuro. Pra usar manoelismo, é preciso lesmar pra ficar à vontade com as coisas da vida de novo. Pra gente se acostumar com luz. Luz é bom, luz é bonito. Pode ser de abajour, de sol, de lâmpada, até de monitor de computador, ou de lampião, de clarividência, lanterna, só não pode ser luz de hospital e prefiro que eu não enxergue um túnel e que a luz no fim dele me chame e aí, você sabe. Luz não é triste nem quando os bichos (de luz) vêm pra dentro de casa. Melhor que seja de vagalume - porque luz que pisca é bom pra gente sempre lembrar que às vezes é luz, às vezes é preto mesmo, e que isso é ser feliz. Luz. Preto. Luz. Preto. Bem-me-quer. Preto. Luz. Mal-me-quer. Luz. Mal-me-quer. Bem-me-quer, mal-me-quer, bem-me-quer. Eu acho as margaridinhas brancas florezinhas muito faceiras.

Nenhum comentário:

Postar um comentário