13.7.05

A mente de uma moça

A mente de uma moça é igual palha de aço. Não do tipo Bombril, do tipo outro que a gente esfrega no chão pra limpar cera velha dos tacos. Aquela mais poderosa. E mais enrolada. Destaque para o enrolada. Assim. Não é possível demonstrar em um fluxograma os tipos de pensamentos bizarros que uma mente feminina formula.

(eu ia tentar fazer um exemplo aqui, mas desisti - muito difícil, até pra mim, uma moça - der)

Os caminhos infinitamente intrincados. As mil e quatrocentas e trocentas muitas curvas que um pensamento faz. Se fôssemos pensar no tal do fluxograma, pra começar não teria só um losango, haveria assim uns 10, pra começar. Desses dez, você puxaria flechinhas para muitos lados, o do sim, o do não, o do talvez se (a), talvez se (b), talvez se (c) and so on and so forth. Acho que não chega nunca um ponto onde a gente coloque um retângulo. É um losango atrás do outro. É muito difícil, você não compreende. Ou compreende, se for uma moça.

Uma moça não compreende um fluxograma masculino, que começa, óbvio, com um retângulo. Não compreende como pode haver um losango do qual só saiam duas flechinhas, a do sim e a do não, e que acaba logo depois, com dois retângulos. Isso é muito estranho. Muito. Não se nem dizer quanto.

A presença de tantos losangos na mente de uma moça é uma coisa muito perturbadora. Aí você junta aí que todo mundo não é uma pessoa só. Então você tem que conhecer a pessoa como é com você, como é com os outros e tentar fazer tudo isso ter sentido. Não dá. Não dá.

Ó, tó. Pode me levar. Agora. Alguém do sanatorinhos, por favor, lê isso aqui?

Um comentário:

  1. Ó, estão começando a reaparecer os textaços, hein?

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