23.5.13
15.3.13
Não tô vendo como
Que eu vou decorar todas essas músicas pro coral - que eu nunca nem ouvi antes na vida - até junho, quando temos 3 apresentações. Isso se eu estiver aqui (na verdade lá, porque estou aqui, na terrinha, agora) até lá. Quer dizer. Decorar as músicas é o menor dos meus problemas. Ter ganhado um aumento de DDC! (Deus do Céu) 3% - nossa, parabéns! é o menor dos aborrecimentos. Não saber onde vou estar em junho: isso sim. Isso sim, galere, é que me enche o coração com mil quilos.
Depositem aqui - no ar do Universo - seus pensamentos positivos pra mim. Pensamentos positivos bem bregas de universo conspirando e as coisas que eu quero acontecendo (sem mágica, tentando mais, botando esforço na coisa). Todo o resto dispenso (e aviso que tenho escudos refletores).
Obrigada, galere. Sei que posso muito contar com você.
5.3.12
Amanhã
Começo um emprego novo. No do meio, entre o do meu chefe aquele que, se você lia o blogue sabe quem é, e esse, houve um outro, que permanece secreto para o mundo dos possíveis empregadores. Nesse outro, não havia, entre outras coisas: papel higiênico, toalhas de papel, luzes a serem acesas, blocos de notas, pastas para arquivar as coisas. Mas havia dívidas e muito pouco dinheiro e gente que me tratava como se eu fosse completamente incapaz, recomendando-me, por exemplo, que eu não esquecesse de colocar selo num envelope antes de colocá-la no correio. De modo que, né?
Aí tentei, tentei, tentei decumforça achar alguma coisa bem interessante. Fiz uma entrevista por semana por uns 2 ou 3 meses e começo amanhã. Num emprego novo que não faz minha alma cantar - só se for marcha fúnebre. Trabalhando mais horas, com os mesmos servicinhos de antes, mesmos clientinhos rudes, mesmas personalidades difíceis. Preciso de dindinm. É a dura realidade da vida adulta. Meus pais me ajudam, sempre, mas não dá pra ser mimada e encostada. Fui a uma ou duas entrevistas que me empolgaram, mas ou recebi nãos, ou ainda não fui contatada. Estou morrendo do contrário de empolgação. Acendendo velas, escrevendo meus desejos em papeizinhos, sonhando com isso todas as noites. Para esse emprego, veja só, eu fui a segunda opção -- e ainda por cima o cara me escreve pra dizer isso. Seja bem vinda, segunda opção! Parabéns por não ter conseguido nada enquanto a primeira opção resolveu não vir. É isso aí. Vou continuar tentando, tentando, tentando. É só isso que dá pra fazer.
29.12.11
15.6.11
Fico superpensandinho. É tanta coisa, modeus.
Oim. Parei de fumar no dia seguinte ao Natal e só dei umas pufadinhas aqui e ali, mas nada de sério. Mas é que nem ser uma bêubada mesmo. Todo dia tem uma vontadinha escondida que eu tenho que dar um xô. Tenho esse probleminha de não começar nunca a fazer isso ou aquilo, sendo que, né?, basta começar. Comprei uma livraiada sobre como desenhar para dummies e os materiais todos. Isso faz meses, né? Meses. Tudo aqui na minha escrivaninha, meio intocado. Acho que ainda era inverno, acho que ainda era 2010 se for pra falar a verdade. Comecei a fazer umas aulinhas de desenho e parei no meio. Porque não quero ficar horas pensando se essa curva da maçã sobre a mesa está arredondando exatamente como deveria ou se a caixa deve ser pretescura, mas com cantinho bem claro e pensando nos mileum tons que vão do branco puro ao preto mais que 6B. Ou fazendo a proporção entre a a caixa A e o vaso B ficarem bem perfeitinhas. Eu gosto dos meus desenhinhos bobos de criança. Da minha arte folk, naïve. Acho que o charme está na tosqueira. Rarrárrerrê.
Mas tem. O consultório. Vai lá me pedir conselhos porque agora, como você verá a seguir, eu tenho muito tempo ocioso. Fazer exercício também é outra coisa que eu preciso começar. Gente, sou mais velha do que JC jamais foi! Hoje saí pra andar meia horinha e (tentar) correr. Diz que dá pra gente retardar o envelhecimento coisa assim de décadas se a gente fizer exercício 1 hora por dia, 6 dias por semana + tiver amor e vida social (em forma de ter cãozinho, gato, hamster, amigos, família ou atividade outra que envolva abraçar, falar com, gostar de, tocar outra pessoa). O pesquisador/médico que falou, tá? Então tentei começar hoje. Lógico que botei os bofes de fora porque não consigo correr nem um quarteirão, estado sedentário a que me pai chama de "pata choca".
Mas tem. O consultório. Vai lá me pedir conselhos porque agora, como você verá a seguir, eu tenho muito tempo ocioso. Fazer exercício também é outra coisa que eu preciso começar. Gente, sou mais velha do que JC jamais foi! Hoje saí pra andar meia horinha e (tentar) correr. Diz que dá pra gente retardar o envelhecimento coisa assim de décadas se a gente fizer exercício 1 hora por dia, 6 dias por semana + tiver amor e vida social (em forma de ter cãozinho, gato, hamster, amigos, família ou atividade outra que envolva abraçar, falar com, gostar de, tocar outra pessoa). O pesquisador/médico que falou, tá? Então tentei começar hoje. Lógico que botei os bofes de fora porque não consigo correr nem um quarteirão, estado sedentário a que me pai chama de "pata choca".
Aí que deu com meu tchefe Beto porque já não estava dando mais pra engolir a saliva com gostinho de cola de envelope, daqueles que eu tinha que lamber todos os dias. Rolou um aviso breve (como também diz meu velho pai). Cê sabe da história, acho eu, a história antes deu ficar super bilubilu. E não quero recontar, pra dizer a verdade, porque sabe quando você só pensa nisso todos os dias e chora no banheiro enquanto toma banho pra ficar parecendo filme e grita sozinha no apartamento/escritório (sim, escritório e apartamento) e o mocinho chega em casa você está soluçando que nem bezerra desmamada, que nem se um ente querido se houvera perdido? Não? Porque eu sei. Tentei, pessoal, tentei, tentei. E eu sei que eu sou a mocinha da minha história, que por isso será triste e cheia de decepção e tragédia, mimimi e frases do tipo: "Nunca esperei isso de você, tchefe! Depois de toda a minha dedicação" ou "Comassim não tem nem um bônus por ter instalado o escritório quim casa?" Assim como a dele terá frases que são justamente o inverso: "Tantas férias pagas que eu dei pra ela!" ou "Comassim bôbus agora que você me abandona a minha própria sorte?" Uma trama cheia de falta de dinheiro, mas vontade de vencer. De maneira que, minhas férias agora se chamam "viagem marcada para o Brasil", que é assim que gente sem emprego ou muito rica (ou ambos) se refere a esse tipo de deslocamento a título de espairecimento. Ni qui, sou babá e passeadora de cachorros no prédio enquanto tento achar um emprego bem legal que me faça um pouco mais feliz. Deseje-me boa sorte.
Basicamente é isso.
Basicamente é isso.
E você? Conte-me tudo.
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Menina Dedê
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Labels: mimimi, pergunte-me como, que seja eu
23.3.11
Cês viram, né?
Se não viram, vejam agora. Abri um consultório pra quem precisa de ombro amigo e conselho.
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Menina Dedê
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Labels: dicas, pergunte-me como
6.10.10
Vote no Chazão e ajude outros pãguinhos!
Então que o Curly Tail Pug Rescue está com uma competição: eles estão selecionando fotos para o calendário do ano que vem e o Chazão está na parada! Aí em cima estão as 2 fotos que eu mandei. Para votar nas fotos, você contribui com só 1 dólar por voto (mas pode contribuir com 1 ou mais votos/dólares se quiser) e todo o dinheiro arrecadado vai para esse pessoal ótimo que ajuda pãguinhos como o Chazão. É só clicar nesse botãozinho "Chip in" e ir seguindo as instruções. Claro, o objetivo é arrecadar dinheiros pra que eles possam ajudar mais cahorrinhos pompons que nem o Chazão. Só nos últimos 4 ou 5 meses, eles resgataram 39! Deixa eu contar um pouco mais da história do Chazão e do Curly Tail Pug Rescue.
Cê sabe que faz quase um ano, a gente adotou um cachorrinho pãguinho, né? O Chazão. Chazão teve uma historinha triste: ele tinha medo de ganhar carinho, ele mordia quando a gente tentava abraçar, muito desconfiado de amor, sabe? Chazão chegou em casa ainda com uma alergia bem feia no pescoço, que fez o pelo desaparecer (mas depois cresceu de novo). Quando o Chazão foi resgatado pelo Curly Tail Pug Rescue, ele estava quase em carne viva e, gente, as unhas estavam tão compridas, que estavam fincadas nas almofadinhas das patinhas, com uma infecção bem feia, de modo que ele não conseguia andar direito. Ele tem uma costelinha que ficaassim um calombinho porque parece que ele apanhou e aí não sarou direito. Quem é que bate num cachorrinho?, me diga.
Embora o começo da nossa história tenha sido difícil -- juro que achei que era quase impossível "estragar" o temperamento dócil e afetuoso de um pãgui --, com muita mordida, muito desentendimento e desconfiança, a gente treinou o nosso pãguinho sem nunca nem relar a mão pra bater e agora ele é um fofo que só quer saber de dormir com a gente no sofá, de olhar o que a gente está fazendo e, claro, comer, comer, comer. A gente chama nosso pompom de milagrinho do amor: não dá, né?, pra não amar um bichinho que precisa recuperar a fé na humanidade. Peposo, Pepo, Chachi. Então foi assim: Chazão teve que viver 7 anos até a gente se encontrar no mundo: 7 anos de espera por alguém que amasse esse fofo ranzinza. Tem muitas histórias assim de outros pãguinhos abandonados ou resgatados: doentes, velhinhos, ainda filhotes quando o dono não quer mais quando percebe que dá trabalho e não é igual um bonequinho, ou com donos de idade que faleceram ou não podem mais cuidar de seus pomponzinhos. Vote no Chazão e ajude outro pãguinhos!
27.8.10
Coração em pedacinhos
Tchéz, originally uploaded by Menina Dedê.
Ficamos com o coração apertado e nem é porque a coisa é grave. Ele está fazendo xixi com sangue e precisa fazer xixi toda hora. Ontem, logo depois de voltar do passeio das 6 da tarde, já queria sair de novo. Ele nunca pede. Ficou perto da porta, perto do pote onde a gente coloca a guia dele. Dei ossinho, um monte de petisquinhos, coisinhas pra ele se distrair. Mas ele, o montro! da comidinha, foi superblasé. Lambeu e ficou feliz mas foi pra porta de novo. Aí meu coração quebrou de leve e levei nosso pompom pra passear às 9, coletei xixi num potinho pra levar no veterinário (o menino mais lindo do mundo tá indo pra casa pra pegar o pãgucho agorinha). Às 11 da noite, ele não aguentou mais esperar e fez xixi em casa, na parede perto da porta. Tadinho. Nunca na vidinha dele com a gente aconteceu. Ele achou que eu ia ficar brava e deu uma rosnadinha pra né?, se fosse preciso, antes da bronca que nunca veio. Acordamos de manhã e achamos outro presente perto da porta. De manhã só um xixizinho e várias tentativas: a patinha no ar, esperando, esperando, fazendo força, só pra sairem umas gotinhas de sangue. Queria explicar pra que não tem problema. Que ele tá doente e a gente entende. Que tudo bem fazer pipi em casa, na parede, que tudo bem, que hoje ele vai no veterinário e vão dar um remedinho e à noite ele vai estar se sentindo muito, muito melhor. Tão chatinho esse diarinho de doença. Mas fico com tanto dó que ele não entende o que eu digo.
20.8.10
16.8.10
18.6.10
Meu herói
De manhã, antes de vir pro trabalho, meu irmão me ligou, com voz chorosa. A gente quase não se fala no telefone, porque eu tenho preguiça do Skype e quando eles me ligam o telefone toca 3 vezes e não dá tempo de atender. Já fiquei preocupada, porque minha mãe andou internada na UTI e faz uma semana que meu pai não me manda e-mail com notícias. Eu sei, eu tenho que ligar pra eles. Enfim. Meu irmão me ligou, eu no elevador. E não dá pra escutar direito e eu já, né?, gente!, que foi que aconteceu? Chego no lobby do prédio e meu irmão me diz: "Só liguei pra te dizer que o Saramago morreu. Ontem à noite, na casa dele." Como se fora, né?, uma pessoa da família.
Eu conheci Saramago lendo O Memorial do Convento pra FUVEST. Só por isso valeu ter prestado vestibular. E fui lendo e lendo, lendo. Deu pro meu irmão, dei pro meu pai ler também. Fui a um evento na Livraria Cultura com meu pai pra vê-lo falar sobre as coisas do mundo tão lindas e importantes de que ele falava. De justiça social, mas sobretudo de compaixão. Lotadaço, a gente ficou de fora, de pé, assistindo por um telão. Acho que meu pai chorou. Fui a outro evento no SESC em que o Raul Cortez lia passagens de um livro e depois apartei a mão do Saramago. Fiquei muda, o que eu ia falar pra ele? Oi, Saramago, você é meu escritor herói? Oi, Saramago, você me parece ser pessoa boníssima. Apartei a mão dele e ele autografou um livro pra mim. Imagina que tesouro. Ficou esse mundo mais vazio, menos poético, menos cheio de frases longas, cheias de vírgulas, e de sentimento. Um mundo cheio de livros e de ideias e ideais. Pilar: um beijo pra você.
* * *
Isso eu escrevi faz anos, quando ainda escrevia coisa com coisa. Ou coisa só.
* * *
Anteontem eu sonhei com a minha avó Isaura Teixeira da Costa, que me assava pão-de-ló e salpicava açúcar e canela por cima. Era o meu presente quando eu ia visitá-la no interior. Quando ela ficou mais velhinha, ela se esqueceu de que o meu presente era pão-de-ló e passou a assar bolos de fubá, que não era os meus preferidos, mas ainda eram para mim.
Uma vez minha avó me fez uma boneca de pano. Ela não enxergava bem e as mãos tremiam e eu consigo até imaginar a minha avó sentada na máquina de costura cortando retalhos e desenhando os olhos e a boca. Quando eu cheguei, ela disse: Fiz uma boneca para você. Mas os olhos eram tortos e os braços e pernas eram cada um de um tamanho e a boca era borrada. E eu disse que não queria, que a boneca era feia. Minha avó tinha cheiro de velhinha, tinha cheiro de avó. E ela dizia pra mim que eu não gostava dela e eu nunca, nunca disse que eu gostava tanto, apesar de que, uma vez, tenha saído com o meu pai para ir comprar pra ela um presente. Achei que o presente poderia significar: vó, eu gosto sim.
No meu sonho, minha avó era enorme. Ela era mesmo muito grande e eu olhava pra ela e eu dizia que me desculpasse, porque nunca eu lhe tinha dito que eu gostava dela assim. E ela me abraçava com olhos de avó e não me dizia nada. Ela me abraçava com braços de avó.
Ao menos nos sonhos a gente é capaz de dizer o que nunca soube. Mas seria melhor que eu não tivesse esperado pelo sonho, nem tivesse levado tantos anos, muito mais tantos, esperando por esse.
Sobre o assunto, pequena seleta de José Saramago. Surpreendi-me com a coincidência desses trechos com o que venho lhes contando sobre as palavras. Faz muito tempo que li esse livro, talvez tenha sido em meados do ano passado ou até antes. E as palavras que li e os pensamentos que elas formaram em minha cabeça permaneceram sendo pensados sem que eu soubesse, até que eu tivesse finalmente uma manhã de segunda-feira, com chuva e trânsito, para que, de pensamentos escondidos, transformassem-se finalmente em idéias.
"Um dia compreenderás, Espero bem que sim, mas não com palavras, por favor, estou farta de palavras. (...) É o mesmo problema de sempre, se não falamos somos infelizes, e se falamos densentendemo-nos,(...)" pp. 266-267
"Adiantar-nos, por temerárias suposições, ou por aventurosas deduções, ou, pior ainda, por inconsideradas adivinhações, ao que eles pensaram, não seria, em princípio, se considerarmos a presteza e o descaro com que, em relatos desta natureza se desrespeita o segredo dos corações, não seria, dizíamos, tarefa impossível, mas, uma vez que esses pensamentos, mais cedo ou mais tarde, terão de vir a expressar-se em actos, ou em palavras que a actos conduzam, pareceu-nos preferível passar adiante e aguardar tranquilamente que sejam os actos e as palavras a manifestar os pensamentos."283
SARAMAGO, José. A caverna, São Paulo: Companhia das Letras, 2000."Quanto a imaginar como é possível juntarem-se em uma pessoa sentimentos tão contrapostos como, no caso que temos vindo a apreciar, a mais profunda das alegrias e o mais pungente dos desgostos, para depois descobrir ou criar aquele único nome com que passaria a ser designado o sentimento particular consequente a essa junção, é uma tarefa que muitas vezes foi empreendida no passado e que em cada uma delas se resignou, como um horizonte que se vai incessantemente deslocando, a não alcançar sequer o limiar da porta das inefabilidades que esperam deixar de o ser. A expressão vocabular humana não sabe ainda, e provavelmente não o saberá nunca, conhecer, reconhecer e comunicar tudo quanto é humanamente experimentável a sensível. Há quem afirme que a causa principal desta seriíssima dificuldade reside no facto de os seres humanos serem no fundamental feitos de argila, a qual, como as enciclopédias prestimosamente nos explicam, é uma rocha sedimentar detrítica formada por fragmentos minerais minúsculos, do tamanho de um/duzentos e cinquenta e seis avos de milímetro. Até hoje, por mais voltas que se dessem à linguagens, não se conseguiu achar um nome para isso." 302-303
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Menina Dedê
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9.6.10
Paixão fingida - Oitavo episódio
Leia, obviamente, de baixo para cima.
E, por favor, xingue o Fulaninho. Eu ia chamar de Sujeito, mas estou com vontade de ofender, então resolvi chamar de Fulaninho.
De: Ioney XXX
Para: Amigo da Ioney
Para: Amigo da Ioney
Enviada: Fevereiro 26, 2003 11:25
Assunto: RES:RES:RES:RES:RES:RES: Seu, seu, seu Sujeito!
Assunto: RES:RES:RES:RES:RES:RES: Seu, seu, seu Sujeito!
Consigo até te imaginar vestindo terno riscado, com lenço no bolso, as bochechas cheias de algodão, uma fumaça na sala, contra-luz. O Sujeito na sua frente, morrendo de medo da sua cara ameaçadora e você quase gritando, mas sem precisar (o que dá mais medo ainda): MACARRONI!
-----
De: Amigo da Ioney
Para: Ioney XXX
Enviada: Fevereiro 26, 2003 11:23
Assunto: RES:RES:RES:RES:RES: Seu, seu, seu Sujeito!
Pois é, tipo aqueles mafiosos italianos, que conquistam a confiança da pessoa e depois aproveitam.
Rimar com Ioney é não é fácil.
----------
De: Ioney XXX
Para: Amigo da Ioney
Enviada: Fevereiro 26, 2003 11:20
Assunto: RES:RES:RES:RES: Seu, seu, seu Sujeito!
----------
De: Ioney XXX
Para: Amigo da Ioney
Enviada: Fevereiro 26, 2003 11:20
Assunto: RES:RES:RES:RES: Seu, seu, seu Sujeito!
Macarroni?
-----------------
De: Amigo da Ioney
Para: Sujeito - su-jei-to@bol.com.br
cc: Ioney XXX
Enviada: Fevereiro 26, 2003 11:15
-----------------
De: Amigo da Ioney
Para: Sujeito - su-jei-to@bol.com.br
cc: Ioney XXX
Enviada: Fevereiro 26, 2003 11:15
Assunto: RES:RES:RES: Seu, seu, seu Sujeito!
ora, ora, ora,
pro seu latim eu não dou bola
sou amigo da Ioney
e a defendo dos macarroni
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De: Ioney XXX
Para: Sujeito - su-jei-to@bol.com.br
cc: Amigo da Ioney
Enviada: Fevereiro 26, 2003 11:00
Assunto: RES:RES: Seu, seu, seu Sujeito!
pro seu latim eu não dou bola
sou amigo da Ioney
e a defendo dos macarroni
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De: Ioney XXX
Para: Sujeito - su-jei-to@bol.com.br
cc: Amigo da Ioney
Enviada: Fevereiro 26, 2003 11:00
Assunto: RES:RES: Seu, seu, seu Sujeito!
Isso mesmo, Amigo da Ioney, dá nele! Dá nesse Sujeitinho!
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De: Sujeito - su-jei-to@bol.com.br
Para: Amigo da Ioney
Enviada: Fevereiro 26, 2003 10:12
Assunto: RES: Seu, seu, seu Sujeito!
Quem é você, seu sujeitinho, que pensa que pode mandar uma mensagem ameaçadora dessas?
Ah, eu estou morrendo de medo.
Sempre tive medo de estrofes. Muito mais de rima rica.
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De: Amigo da Ioney
Para: Sujeito - Su-jei-to
Enviada: Fevereiro 25, 2003 16:57
Assunto: Seu, seu, seu Sujeito!
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De: Amigo da Ioney
Para: Sujeito - Su-jei-to
Enviada: Fevereiro 25, 2003 16:57
Assunto: Seu, seu, seu Sujeito!
Sujeito ladrão de caixinhas
trate bem a minha amiga
senão eu te bato na barriga
e te encho de riminhas
trate bem a minha amiga
senão eu te bato na barriga
e te encho de riminhas
* * *
Por algum estranho motivo, Sujeito me manda cópias ocultas dos emails que recebe dos meus amigos. Não, Sujeito, eu não vou te defender (pelo menos por enquanto). E não, eu não estou indignada com o fato de as pessoas mandarem mensagens ameaçadoras para você.
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Menina Dedê
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8.6.10
Paixão fingida - Episódio Sete e Meio
Se eu tivesse um anel de super gêmeos, eu ia dar o outro que faz par com esse anel para alguma amiga minha, e eu diria: Na forma de uma Meg Ryan de gelo! Mas não, eu não tenho esse anel e agora tenho que resolver se:
(a) filtro os e-mails do Sujeito;
(b) peço de volta a caixa de lembranças porque eu não suporto pensar que ele terá lembranças minhas;
(c) desanco o Sujeito e uso todos os palavrões que eu aprendi com os meus irmãos mais velhos;
(d) ajo como uma mulherzinha: confusinha que só vendo, mas com uma predisposição para desculpar e tentar de novo, que é indescritível e inexplicável; ou
(e) n.d.a.
(b) peço de volta a caixa de lembranças porque eu não suporto pensar que ele terá lembranças minhas;
(c) desanco o Sujeito e uso todos os palavrões que eu aprendi com os meus irmãos mais velhos;
(d) ajo como uma mulherzinha: confusinha que só vendo, mas com uma predisposição para desculpar e tentar de novo, que é indescritível e inexplicável; ou
(e) n.d.a.
O que faço? O que é que eu faço?
P.S. Não é bonitinho como ele sabe separar sílabas? Su-jei-to. Aliás, como estou morrendo de raiva dele, no momento, se quiser, escreva para ele, nesse endereço (abaixo) e xingue de todos os nomes que quiser. De preferência, identifique-se como sendo meu amigo.
***
Nota de atualização: Obviamente, o e-mail do Sujeito não está mais em uso. Entonces, nem adianta tentar, tsá?
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Menina Dedê
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Labels: clássicos do Menina, paixão fingida
28.5.10
Paixão finginda - Sexto episódio
Meninas têm dessas coisas de quererem fazer a famosa girls’ night out. E vão todas juntas e elas se encontram na casa de uma delas e fazem todas essas coisas que mulheres fazem: de ligarem incessantemente umas para as outras e perguntarem que roupa elas devem vestir, se a outra vai de saia ou vai de jeans, de salto ou de tênis. E vão para a casa da outra e pedem aquele perfume emprestado ou aquela presilha que elas sempre quiseram usar. Enfim, todas essas coisas bobinhas que são tão divertidas e tão bobinhas (mais bobinhas que divertidas). Pois fomos. Era sábado, eu tinha resolvido que essa história de dar um tempo desses programas de gente jovem não podia mais continuar e lá fomos nós -- todas as meninas lindas, cheirosas e bem vestidas e muito animadas (eu, na medida da minha força, tanto quanto me foi possível, o que não era muito).
E o lugar era pequeno e abafado, com o som muito alto, e pra dizer a verdade, não era mesmo o meu tipo de lugar. Esses lugares em que se vai e todos ficam olhando pra você e medindo tudo. Sim, eu uso óculos e tenho cara de nerd, vai encarar? Mas como eu sou essa pessoa que não liga muito pra isso, comecei a fazer o que eu sempre faço em lugares assim e dancei a minha dancinha, que longe de ser uma dancinha charmosa, é engraçada demais e faz todo mundo rir e e rir e pronto, éramos amigas nos divertindo na balada.
Éramos. Porque de repente, não mais que de repente, avisto o Sujeito. O Sujeito todo lindo como ele é, e eu já imaginava como ele estava tão cheiroso como ele sempre é. Confesso que minha boca secou e tive uma iniciozinho de taquicardia, essas coisas que a gente sente, essas emoções que a gente tem perto de moços que interessam a gente. E pensei: "vou parar de frescura com o Sujeito. Eu gosto dele, por que continuar blasé, se eu não sou blasé de verdade?" -- isso tem explicações outras, mas não cabe falar sobre elas nesse momento. E tendo pensado isso, tendo pensado em como eu queria era ir logo dar um beijo no Sujeito e dizer coisas bonitas sobre a nossa caixinha, vou andando até ele.
Mas paro no meio do caminho. Agora eu avistava não só o Sujeito, mas o Sujeito com uma moça. Uma moça bonita, aliás, e que sabia dançar dancinhas que não eram engraçadas como a minha, ao contrário. Uma moça que olhava pra ele e ele sorria e pegava na mão dela e apertava com força. As mulheres notam detalhes, sabe? "Siriga!", eu pensei, "siriga e sirigo -- ele é muito sirigo!". Mesmo assim, penso que devo ir falar com ele, deixá-lo saber que eu o tinha visto. E chego no Sujeito e digo: "Oi, tudo bem? Na verdade, eu só quis vir me despedir, eu tô indo embora.". E lá fica o Sujeito com cara de tacho, com cara de bobo, com cara de "ops, fui descoberto". Mas eu digo esse meu tchau e vou embora, e não paro quando o Sujeito me puxa pelo ombro e chama meu nome, o Sujeito quer dizer alguma coisa e eu não deixo. Minhas amigas logo chegam perto e dizem pra ele ir embora. Meninas são assim, uma pequena mafiazinha.
Foi isso. Depois de passarinho e caixa com laço e cineminha e tudo, encontrei Sujeito com outra numa balada.
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Menina Dedê
às
15:45
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